03/06/2024
Seminário Internacional sobre Saúde do Trabalhador aborda adoecimento nos bancos
O Seminário Internacional sobre Saúde do Trabalhador – Gestão e Adoecimento nos Bancos foi realizado na última quarta-feira (29), em formato online. A iniciativa, voltada para compartilhar experiências em saúde dos trabalhadores bancários, foi organizada pelas Secretarias de Relações Internacionais e de Saúde do Trabalhador da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região participou do debate representado pelo secretário de Saúde, Condições de Trabalho e Assuntos Jurídicos da entidade, Luiz Eduardo de M. Freire.
"Diante das transformações ocorridas nos bancos após vultuosos investimentos em tecnologia e um crescente processo de digitalização das transações, os postos bancários no país diminuem significativamente desde 2013, assim como o número de agências bancárias. A pressão sofrida pelos trabalhadores que permanecem no setor faz adoecer física e mentalmente muitos deles. No país, em relação ao total dos afastamentos acidentários por doenças mentais e comportamentais, os afastamentos de bancários correspondiam a 12% do total em 2012 e a 25%, em 2022. A conscientização sobre os efeitos negativos das metas abusivas é o primeiro passo para garantir a saúde e o bem-estar dos trabalhadores. E debates como esse nos proporcionam compartilhar realidades comuns e, a partir de então, pensar estratégias conjuntas para avançarmos nas negociações com os bancos e construir um ambiente de trabalho mais saudável e equilibrado", destacou o diretor do Sindicato.
Anna Maria Romano, dirigente da CGIL (Itália) e presidenta da UNI Finanças, compartilhou a experiência da UNI Global Union. Maricarmen Donato, secretária de Relações Internacionais da UGT Espanha, apresentou as ações dos trabalhadores espanhóis. Patricia Rinaldi, da Associación La Bancaria Argentina, discutiu a saúde dos trabalhadores argentinos. A doutora Maria Maeno, médica e pesquisadora da Fundacentro, abordou a condição de saúde dos trabalhadores brasileiros. André Guerra, assessor do SindBancários de Porto Alegre e Fetrafi/RS, destacou a saúde como elemento estratégico para organizar e mobilizar os trabalhadores na luta coletiva.
“O seminário proporcionou um panorama das realidades enfrentadas pelos bancários em diversos países, revelando semelhanças preocupantes na gestão bancária. Em todos os lugares, há uma utilização intensiva de tecnologia para aumentar o controle sobre os trabalhadores, impondo metas abusivas e uma pressão exacerbada para atingir resultados. Essas práticas têm levado a um aumento significativo de sofrimento, adoecimento e até suicídios entre os bancários”, afirmou Rita Berlofa, secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT.
Rita ressaltou ainda a importância do evento, dada a pertinência do tema. “Especialmente com o aumento do adoecimento relacionado à gestão das empresas do sistema financeiro, um fenômeno observado em diversos países”, disse ao sugerir à presidenta da UNI Finanças, presente no evento, a realização de um seminário internacional para aprofundar o debate.
Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT, afirmou que essa atividade foi apenas o primeiro passo de muitos que devem ser dados para buscar estratégias comuns de enfrentamento às violências institucionais nos bancos. “Precisamos de ações compartilhadas internacionalmente para combater a violência organizacional que tem gerado tanto adoecimento psíquico entre os trabalhadores bancários”, afirmou. “O seminário representou um marco importante na luta pela melhoria das condições de trabalho nos bancos, evidenciando a necessidade de união e ação coletiva para enfrentar os desafios impostos pelos modelos de gestão atuais”, completou.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região participou do debate representado pelo secretário de Saúde, Condições de Trabalho e Assuntos Jurídicos da entidade, Luiz Eduardo de M. Freire.
"Diante das transformações ocorridas nos bancos após vultuosos investimentos em tecnologia e um crescente processo de digitalização das transações, os postos bancários no país diminuem significativamente desde 2013, assim como o número de agências bancárias. A pressão sofrida pelos trabalhadores que permanecem no setor faz adoecer física e mentalmente muitos deles. No país, em relação ao total dos afastamentos acidentários por doenças mentais e comportamentais, os afastamentos de bancários correspondiam a 12% do total em 2012 e a 25%, em 2022. A conscientização sobre os efeitos negativos das metas abusivas é o primeiro passo para garantir a saúde e o bem-estar dos trabalhadores. E debates como esse nos proporcionam compartilhar realidades comuns e, a partir de então, pensar estratégias conjuntas para avançarmos nas negociações com os bancos e construir um ambiente de trabalho mais saudável e equilibrado", destacou o diretor do Sindicato.
Anna Maria Romano, dirigente da CGIL (Itália) e presidenta da UNI Finanças, compartilhou a experiência da UNI Global Union. Maricarmen Donato, secretária de Relações Internacionais da UGT Espanha, apresentou as ações dos trabalhadores espanhóis. Patricia Rinaldi, da Associación La Bancaria Argentina, discutiu a saúde dos trabalhadores argentinos. A doutora Maria Maeno, médica e pesquisadora da Fundacentro, abordou a condição de saúde dos trabalhadores brasileiros. André Guerra, assessor do SindBancários de Porto Alegre e Fetrafi/RS, destacou a saúde como elemento estratégico para organizar e mobilizar os trabalhadores na luta coletiva.
“O seminário proporcionou um panorama das realidades enfrentadas pelos bancários em diversos países, revelando semelhanças preocupantes na gestão bancária. Em todos os lugares, há uma utilização intensiva de tecnologia para aumentar o controle sobre os trabalhadores, impondo metas abusivas e uma pressão exacerbada para atingir resultados. Essas práticas têm levado a um aumento significativo de sofrimento, adoecimento e até suicídios entre os bancários”, afirmou Rita Berlofa, secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT.
Rita ressaltou ainda a importância do evento, dada a pertinência do tema. “Especialmente com o aumento do adoecimento relacionado à gestão das empresas do sistema financeiro, um fenômeno observado em diversos países”, disse ao sugerir à presidenta da UNI Finanças, presente no evento, a realização de um seminário internacional para aprofundar o debate.
Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT, afirmou que essa atividade foi apenas o primeiro passo de muitos que devem ser dados para buscar estratégias comuns de enfrentamento às violências institucionais nos bancos. “Precisamos de ações compartilhadas internacionalmente para combater a violência organizacional que tem gerado tanto adoecimento psíquico entre os trabalhadores bancários”, afirmou. “O seminário representou um marco importante na luta pela melhoria das condições de trabalho nos bancos, evidenciando a necessidade de união e ação coletiva para enfrentar os desafios impostos pelos modelos de gestão atuais”, completou.
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