27/12/2023
Brasil reconstruiu bases econômicas para desafios de 2024, afirma o Dieese
O Brasil encerra 2023 com resultados econômicos expressivos. Após anos de desempenho fraco, o governo atual retoma um bom ritmo na economia. Para o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o país “reconstruiu a capacidade para enfrentar os desafios de 2024”. Os dados estão consolidados no último boletim de conjuntura da entidade neste ano.
Ao contrário das previsões de “especialistas” do mercado, o país apresentou números acima do esperado. Isso em termos de crescimento econômico, empregabilidade, entre outros como maior índice histórico da Ibovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).
“A inflação se mantém dentro da meta prevista. A retração dos preços dos alimentos deu alívio para as famílias brasileiras, principalmente as de baixa renda. O país cresceu e a expectativa é que a variação do PIB (Produto Interno Bruto) seja de 3%. Superior às estimativas feitas no início do ano. No mercado de trabalho, a melhora se traduz em empregos com carteira assinada e maior consumo”, informa a entidade.
Retomada do consumo
Como defendeu durante toda sua campanha eleitoral, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tocou políticas públicas para “colocar o pobre no orçamento”. Agora, em entrevistas recentes, ele traça metas ousadas de colocar a massa brasileira na classe média. Para isso, o Dieese relembra algumas decisões relevantes de 2023.
“O governo aprovou a Política de Valorização do Salário Mínimo, o novo recadastramento do Bolsa Família, o Arcabouço Fiscal, que flexibiliza o teto de gastos, a Lei da Igualdade Salarial entre homens e mulheres, sancionou o Piso Nacional da Enfermagem, lançou o programa de incentivo à negociação de dívidas de pessoas físicas (Desenrola Brasil), a implementação do novo PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), entre tantas outras políticas”.
Desafios para o Brasil
Para o Dieese, o cenário, contudo, segue desafiador. Panoramas externos e internos têm impacto nesta previsão. “Em 2024, o Brasil enfrentará desafios ainda mais profundos. Ao apostar no crescimento impulsionado pelo investimento do setor público, é necessário transpor debates importantes. Como as taxas de juros muito acima do necessário e a possibilidade de manter as despesas do governo dentro das regras do novo Arcabouço Fiscal. Então, também há necessidade de melhorar a qualidade dos empregos gerados, elevar o rendimento do trabalho e criar condições para estimular a indústria brasileira, estagnada nos últimos anos”, afirmam.
Já no cenário internacional, guerras e retrações em parceiros estratégicos estão entre os principais desafios. “Entre os principais compradores dos produtos brasileiros estão China, EUA e Argentina, que passam por dificuldades em 2023: diminuição de crescimento econômico, inflação e endividamento interno e externo, no caso argentino”, afirma. Então, no caso da Argentina, o cenário é especialmente complexo com a presidência de Javier Milei, um extremista ultraliberal de decisões erráticas, que podem ter impacto na economia da região.
“A desaceleração do crescimento da China deve também causar impactos nas exportações brasileiras. O resultado da eleição na Argentina, com a vitória de Javier Milei, de extrema direita, pode, de alguma maneira, afetar o comércio no Mercosul e as relações comerciais do país com o Brasil”, retoma o boletim do Dieese. Contudo, os economistas argumentam que “as exportações brasileiras podem seguir em expansão, impulsionadas pelas commodities alimentícias e pelo petróleo cru”.
Ao contrário das previsões de “especialistas” do mercado, o país apresentou números acima do esperado. Isso em termos de crescimento econômico, empregabilidade, entre outros como maior índice histórico da Ibovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).
“A inflação se mantém dentro da meta prevista. A retração dos preços dos alimentos deu alívio para as famílias brasileiras, principalmente as de baixa renda. O país cresceu e a expectativa é que a variação do PIB (Produto Interno Bruto) seja de 3%. Superior às estimativas feitas no início do ano. No mercado de trabalho, a melhora se traduz em empregos com carteira assinada e maior consumo”, informa a entidade.
Retomada do consumo
Como defendeu durante toda sua campanha eleitoral, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tocou políticas públicas para “colocar o pobre no orçamento”. Agora, em entrevistas recentes, ele traça metas ousadas de colocar a massa brasileira na classe média. Para isso, o Dieese relembra algumas decisões relevantes de 2023.
“O governo aprovou a Política de Valorização do Salário Mínimo, o novo recadastramento do Bolsa Família, o Arcabouço Fiscal, que flexibiliza o teto de gastos, a Lei da Igualdade Salarial entre homens e mulheres, sancionou o Piso Nacional da Enfermagem, lançou o programa de incentivo à negociação de dívidas de pessoas físicas (Desenrola Brasil), a implementação do novo PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), entre tantas outras políticas”.
Desafios para o Brasil
Para o Dieese, o cenário, contudo, segue desafiador. Panoramas externos e internos têm impacto nesta previsão. “Em 2024, o Brasil enfrentará desafios ainda mais profundos. Ao apostar no crescimento impulsionado pelo investimento do setor público, é necessário transpor debates importantes. Como as taxas de juros muito acima do necessário e a possibilidade de manter as despesas do governo dentro das regras do novo Arcabouço Fiscal. Então, também há necessidade de melhorar a qualidade dos empregos gerados, elevar o rendimento do trabalho e criar condições para estimular a indústria brasileira, estagnada nos últimos anos”, afirmam.
Já no cenário internacional, guerras e retrações em parceiros estratégicos estão entre os principais desafios. “Entre os principais compradores dos produtos brasileiros estão China, EUA e Argentina, que passam por dificuldades em 2023: diminuição de crescimento econômico, inflação e endividamento interno e externo, no caso argentino”, afirma. Então, no caso da Argentina, o cenário é especialmente complexo com a presidência de Javier Milei, um extremista ultraliberal de decisões erráticas, que podem ter impacto na economia da região.
“A desaceleração do crescimento da China deve também causar impactos nas exportações brasileiras. O resultado da eleição na Argentina, com a vitória de Javier Milei, de extrema direita, pode, de alguma maneira, afetar o comércio no Mercosul e as relações comerciais do país com o Brasil”, retoma o boletim do Dieese. Contudo, os economistas argumentam que “as exportações brasileiras podem seguir em expansão, impulsionadas pelas commodities alimentícias e pelo petróleo cru”.
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