16/10/2023
Fenae e Apcefs iniciam pesquisa sobre assédio na Caixa. Participe!
A pesquisa sobre assédio faz parte da campanha “Vamos falar sobre assédio?” que a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e as Associações do Pessoal da Caixa (Apcefs) lançaram em 29 de setembro, com objetivo de conscientizar os empregados da Caixa sobre o tema, a prevenção e o combate a todas as formas de assédio. Saiba mais sobre a campanha!
“Uma pesquisa que fizemos em 2021 sobre saúde do empregado Caixa, entre outros aspectos, já apontava para a influência do assédio no agravamento dos problemas de saúde dos trabalhadores, sobretudo as doenças mentais. Seis em cada 10 empregados da Caixa relataram já ter sofrido assédio moral no ambiente de trabalho. As entidades representativas têm cobrado a punição dos responsáveis e medidas de prevenção e enfrentamento ao assédio moral e sexual no banco”, diz Sergio Takemoto, presidente da Fenae.
A “Pesquisa de opinião sobre violência e assédios no ambiente de trabalho”, teve início na última sexta-feira (13). As empregadas e empregados receberão e-mail, explicando os objetivos da pesquisa e onde são convidados a acessar o link para responder um questionário.
As respostas serão usadas apenas para orientar ações de melhoria das relações e condições de trabalho na Caixa e gerenciadas com absoluta confidencialidade, mantendo os dados não identificáveis em qualquer relatório.
"As práticas de assédios geram consequências de longo prazo, como constatamos nos crescentes números de afastamentos de nossos colegas, e são resultado de uma cultura que se instalou na empresa. Para romper este ciclo, é necessário mapear a origem os problemas. Por isso, é fundamental que todos respondam à pesquisa, já que ela servirá como importante subsídio para as propostas que encaminharemos à empresa, que terão como objetivo propiciar um ambiente de trabalho seguro e saudável para os empregados ", explica o diretor de Saúde e Previdência da Fenae e presidente da Apcef/SP, Leonardo Quadros.
A consultora da Fenae para realização da pesquisa e mestre em políticas públicas e especialista em direitos humanos, Scarlett Rodrigues, considera que cada vez mais a pauta do assédio tem estado presente nas empresas, mas ainda de forma tardia. “O tema só entra como prioridade a ser discutido e endereçado quando algum comportamento grave que foi denunciado ganha proporções maiores na mídia e na sociedade”, reforça.
Empregado Caixa, acesse o formulário da pesquisa: www.fenae.org.br/pesquisaassedio
Assédio sexual na Caixa
Em 28 de junho de 2022, vieram à tona denúncias sobre assédio moral e sexual contra Pedro Guimarães, na época presidente do banco. Em reportagem na imprensa, foram divulgados depoimentos de vítimas que acusaram Guimarães de praticar as agressões desde o primeiro ano de sua gestão, em 2019.
As bancárias da Caixa, que trabalharam em equipes diretamente ligadas ao gabinete de Guimarães, relataram toques em partes íntimas sem consentimento, além de falas, abordagens e convites inconvenientes e desrespeitosos. Os casos de assédio teriam ocorrido durante atividades do programa Caixa Mais Brasil, realizadas em várias cidades do país.
“A denúncia das empregadas foi fundamental para que o país tomasse conhecimento desses fatos gravíssimo. Assédio sexual é crime e não podemos ser coniventes com a impunidade”, destacou Sergio Takemoto.
“Uma pesquisa que fizemos em 2021 sobre saúde do empregado Caixa, entre outros aspectos, já apontava para a influência do assédio no agravamento dos problemas de saúde dos trabalhadores, sobretudo as doenças mentais. Seis em cada 10 empregados da Caixa relataram já ter sofrido assédio moral no ambiente de trabalho. As entidades representativas têm cobrado a punição dos responsáveis e medidas de prevenção e enfrentamento ao assédio moral e sexual no banco”, diz Sergio Takemoto, presidente da Fenae.
A “Pesquisa de opinião sobre violência e assédios no ambiente de trabalho”, teve início na última sexta-feira (13). As empregadas e empregados receberão e-mail, explicando os objetivos da pesquisa e onde são convidados a acessar o link para responder um questionário.
As respostas serão usadas apenas para orientar ações de melhoria das relações e condições de trabalho na Caixa e gerenciadas com absoluta confidencialidade, mantendo os dados não identificáveis em qualquer relatório.
"As práticas de assédios geram consequências de longo prazo, como constatamos nos crescentes números de afastamentos de nossos colegas, e são resultado de uma cultura que se instalou na empresa. Para romper este ciclo, é necessário mapear a origem os problemas. Por isso, é fundamental que todos respondam à pesquisa, já que ela servirá como importante subsídio para as propostas que encaminharemos à empresa, que terão como objetivo propiciar um ambiente de trabalho seguro e saudável para os empregados ", explica o diretor de Saúde e Previdência da Fenae e presidente da Apcef/SP, Leonardo Quadros.
A consultora da Fenae para realização da pesquisa e mestre em políticas públicas e especialista em direitos humanos, Scarlett Rodrigues, considera que cada vez mais a pauta do assédio tem estado presente nas empresas, mas ainda de forma tardia. “O tema só entra como prioridade a ser discutido e endereçado quando algum comportamento grave que foi denunciado ganha proporções maiores na mídia e na sociedade”, reforça.
Empregado Caixa, acesse o formulário da pesquisa: www.fenae.org.br/pesquisaassedio
Assédio sexual na Caixa
Em 28 de junho de 2022, vieram à tona denúncias sobre assédio moral e sexual contra Pedro Guimarães, na época presidente do banco. Em reportagem na imprensa, foram divulgados depoimentos de vítimas que acusaram Guimarães de praticar as agressões desde o primeiro ano de sua gestão, em 2019.
As bancárias da Caixa, que trabalharam em equipes diretamente ligadas ao gabinete de Guimarães, relataram toques em partes íntimas sem consentimento, além de falas, abordagens e convites inconvenientes e desrespeitosos. Os casos de assédio teriam ocorrido durante atividades do programa Caixa Mais Brasil, realizadas em várias cidades do país.
“A denúncia das empregadas foi fundamental para que o país tomasse conhecimento desses fatos gravíssimo. Assédio sexual é crime e não podemos ser coniventes com a impunidade”, destacou Sergio Takemoto.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Os Erros de Fiscalização do Banco Central no Caso Master
- Autoritarismo da Cabesp marca assembleia. Votação encerrou na segunda-feira (23); confira o resultado!
- Mulheres conquistaram há 94 anos o direito ao voto no Brasil. Luta por direitos é permanente!
- Fabi Uehara: experiência e compromisso para manter a voz dos empregados no CA
- CNBB lança Campanha da Fraternidade 2026. Tema deste ano é o direito à moradia digna
- Reforma Administrativa perde força, dificultando a votação da PEC 38/2025 em 2026
- AGO Cabesp: Últimas horas para registrar seu voto; votação acaba às 12h desta segunda-feira (23)!
- SantanderPrevi abre prazo para alteração do perfil de investimento até 24 de março
- PLR 2025: bancos confirmam datas de pagamento da segunda parcela
- AGO judicializada acarreta em mudança na orientação de voto das entidades
- Nota de Solidariedade da CUT às Centrais Sindicais da Argentina
- AGO: Presidente da Cabesp faz manobra descabida, confronta Estatuto, e impede voto sobre prestação de contas
- Nova NR-1 passa a valer em maio; mudança é avanço, mas erra ao não prever participação dos trabalhadores
- Conquista do Sindicato: Mais 310 mulheres se formam com bolsas do projeto Mais Mulheres na TI
- Fique atento ao horário especial de funcionamento do Sindicato no Carnaval