11/05/2023
Funcionários do BB criticam realocação de diretores indicados por gestão Bolsonaro
As trabalhadoras e os trabalhadores do Banco do Brasil foram pegos de surpresa nesta semana com a realocação de dois diretores no Banco do Brasil: Pedro Bramont e Antonio Carlos Wagner Chiarello. O primeiro, do círculo próximo à família Bolsonaro, deixou a Diretoria de Governança, Riscos e Controles da BB Seguridade, cargo para o qual foi nomeado em 2019, para assumir a Diretoria de Meios de Pagamento. O segundo, conduzido da Diretoria de Agronegócios para a Diretoria de Soluções em Empréstimos e Financiamentos, se destacou por ajudar na rápida ascensão de Antônio Mourão, filho do então vice-presidente da República, dentro do banco.
“Essas pessoas foram colocadas em cargos estratégicos do BB para atender anseios políticos do governo passado, que trabalhou para diminuir a participação banco público no mercado de crédito, por exemplo, além de diminuir o número de agências e funcionários. Tudo isso apontava para atingir propostas do antigo ministro da Economia, Paulo Guedes, que nunca escondeu que o BB estava na lista das empresas que deveriam ser privatizadas”, explica a representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, ao lembrar que de 2016 até o ano passado, o BB passou por processos de reestruturação que levaram ao fechamento de 1.500 unidades e cerca de 10 mil postos de trabalho.
“Então, nos preocupa quando assistimos essas mesmas pessoas, que praticaram a gestão por assédio moral e apoiaram as demissões e fechamentos de agência, sendo mantidas nos altos cargos. Ainda mais porque não é novidade que tanto Bramont quanto Chiarello são pessoas muito próximas ao ex-presidente Bolsonaro, que apareceu em diversos eventos e feiras acompanhado por ambos”, completa.
Os trabalhadores também questionam a competência dos nomes nos altos cargos do BB, em especial de Pedro Bramont, que assumiu a Diretoria de Governança, Riscos e Controles da BB Seguridade, no início de 2019, três dias após a posse de Jair Bolsonaro na Presidência da República. Também em janeiro de 2019, Antônio Mourão foi o indicado da Diretoria de Agronegócios do BB, então sob o comando de Wagner Chiarello, para o cargo de assessor especial da presidência do banco. Mourão segue no BB, agora na gerência executiva do setor de agronegócios da instituição.
“No BB, bolsonaristas estão sendo realocados, assediadores continuam em seus cargos e não foi esse o compromisso assumido pela nova gestão”, ressalta Fernanda Lopes.
“O presidente da República, reiteradas vezes, recomendou o afastamento de pessoas, com postos em estatais, que não estão em linha com a proposta de fortalecer as empresas públicas, para que essas mesmas empresas retomem o papel importante que têm para o crescimento do país. Ignorar essa orientação atrapalha, em muito, a implementação das novas diretrizes políticas do atual governo”, pontua.
“Essas pessoas foram colocadas em cargos estratégicos do BB para atender anseios políticos do governo passado, que trabalhou para diminuir a participação banco público no mercado de crédito, por exemplo, além de diminuir o número de agências e funcionários. Tudo isso apontava para atingir propostas do antigo ministro da Economia, Paulo Guedes, que nunca escondeu que o BB estava na lista das empresas que deveriam ser privatizadas”, explica a representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, ao lembrar que de 2016 até o ano passado, o BB passou por processos de reestruturação que levaram ao fechamento de 1.500 unidades e cerca de 10 mil postos de trabalho.
“Então, nos preocupa quando assistimos essas mesmas pessoas, que praticaram a gestão por assédio moral e apoiaram as demissões e fechamentos de agência, sendo mantidas nos altos cargos. Ainda mais porque não é novidade que tanto Bramont quanto Chiarello são pessoas muito próximas ao ex-presidente Bolsonaro, que apareceu em diversos eventos e feiras acompanhado por ambos”, completa.
Os trabalhadores também questionam a competência dos nomes nos altos cargos do BB, em especial de Pedro Bramont, que assumiu a Diretoria de Governança, Riscos e Controles da BB Seguridade, no início de 2019, três dias após a posse de Jair Bolsonaro na Presidência da República. Também em janeiro de 2019, Antônio Mourão foi o indicado da Diretoria de Agronegócios do BB, então sob o comando de Wagner Chiarello, para o cargo de assessor especial da presidência do banco. Mourão segue no BB, agora na gerência executiva do setor de agronegócios da instituição.
“No BB, bolsonaristas estão sendo realocados, assediadores continuam em seus cargos e não foi esse o compromisso assumido pela nova gestão”, ressalta Fernanda Lopes.
“O presidente da República, reiteradas vezes, recomendou o afastamento de pessoas, com postos em estatais, que não estão em linha com a proposta de fortalecer as empresas públicas, para que essas mesmas empresas retomem o papel importante que têm para o crescimento do país. Ignorar essa orientação atrapalha, em muito, a implementação das novas diretrizes políticas do atual governo”, pontua.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- CUT defende trabalho decente na Conferência das Cidades
- Eleições na Cassi: vote Chapa 2 e na 55 e fortaleça a Caixa de Assistência dos Funcionários do BB
- Inscrições abertas para nova turma "Mais mulheres na TI"
- 94% das negociações de janeiro garantem ganho real acima da inflação
- Representação dos empregados cobra explicação da Caixa sobre possível compra de carteiras de crédito do BRB
- Chuvas em Minas Gerais: coletivo Sindicato Solidário organiza campanha de doações para atingidos
- Os Erros de Fiscalização do Banco Central no Caso Master
- Autoritarismo da Cabesp marca assembleia. Votação encerrou na segunda-feira (23); confira o resultado!
- Mulheres conquistaram há 94 anos o direito ao voto no Brasil. Luta por direitos é permanente!
- SantanderPrevi abre prazo para alteração do perfil de investimento até 24 de março
- CNBB lança Campanha da Fraternidade 2026. Tema deste ano é o direito à moradia digna
- Reforma Administrativa perde força, dificultando a votação da PEC 38/2025 em 2026
- Fabi Uehara: experiência e compromisso para manter a voz dos empregados no CA
- AGO Cabesp: Últimas horas para registrar seu voto; votação acaba às 12h desta segunda-feira (23)!
- PLR 2025: bancos confirmam datas de pagamento da segunda parcela