12/10/2022
Em assembleia nacional, funcionários do Santander repudiam terceirização
Funcionários e funcionárias do Santander lotados na base do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região e de todo o país reprovaram a terceirização colocada em curso pelo banco espanhol. Assembleia nacional dos trabalhadores do banco mostrou que 98,31% são contrários ao processo, em consulta realizada na terça-feira (11).
“Esta participação dos trabalhadores deixa claro que não querem deixar de ser bancários, porque reconhecem as conquistas da categoria”, explica a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias. Ela lembra que, nos últimos dois anos, cerca de 9 mil trabalhadores deixaram de ser bancários dentro do Grupo Santander do Brasil.
Com essa manobra do banco privado, os funcionários que são realocados nas empresas terceirizadas deixam de ter os benefícios conquistados na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária, como jornada de seis horas, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), como definida na CCT, além de redução no auxílio-creche/babá.
“O banco realizou transferências forçadas de trabalhadores para novos CNPJ e para outra categoria, o que abre portas para retirar direitos e impor perdas”, pontua Lucimara. O Santander criou seis empresas que atingem as áreas de tecnologia e investimentos, câmbio e de manufatura.
“Durante toda a semana ampliamos nossa mobilização, que já vinha sendo fortalecida em decorrência das inúmeras ameaças aos direitos dos trabalhadores que o banco espanhol vinha promovendo no Brasil, e reforçamos com essa resposta em assembleia que não permitiremos que direitos sejam retirados e que não abriremos mão de lutar pelos direitos dos trabalhadores e pelo direito de representar os trabalhadores do sistema financeiro. Reivindicamos do Santander disposição em negociar, do contrário seguiremos construindo uma resistência cada vez maior e mais forte. E a participação dos trabalhadores neste processo é fundamental. Para isso, devem se manter conectados ao Sindicato, denunciando as condições de trabalho. O sigilo é absoluto”, ressalta o diretor do Sindicato, Luiz Eduardo Campolungo.
Organização
Na assembleia, os bancários também foram perguntados se preferem que sua representação sindical continue sendo por meio de sindicatos dos bancários: 97,58% reafirmaram que sim.
Além da consulta realizada na terça-feira, os bancários realizaram protestos em diversas agências e unidades administrativas do Santander, na sexta (7), contra a terceirização.
O Sindicato se somou à mobilização de maneira virtual, indo às redes denunciar nacionalmente à população, clientes e usuários dos serviços bancários, o pacote de maldades que o banco vem implementando contra seus funcionários brasileiros. “A relação do Santander com seus funcionários sempre veio da precarização das condições de trabalho. E, mais uma vez, o banco pioneiro em atacar direitos trabalhistas demonstra seu desrespeito total com quem é responsável, de fato, pela sua lucratividade bilionária no país ao implementar medidas unilaterais e se negar a qualquer tipo de negociação”, concluiu o Eduardo.
“Esta participação dos trabalhadores deixa claro que não querem deixar de ser bancários, porque reconhecem as conquistas da categoria”, explica a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias. Ela lembra que, nos últimos dois anos, cerca de 9 mil trabalhadores deixaram de ser bancários dentro do Grupo Santander do Brasil.
Com essa manobra do banco privado, os funcionários que são realocados nas empresas terceirizadas deixam de ter os benefícios conquistados na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária, como jornada de seis horas, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), como definida na CCT, além de redução no auxílio-creche/babá.
“O banco realizou transferências forçadas de trabalhadores para novos CNPJ e para outra categoria, o que abre portas para retirar direitos e impor perdas”, pontua Lucimara. O Santander criou seis empresas que atingem as áreas de tecnologia e investimentos, câmbio e de manufatura.
“Durante toda a semana ampliamos nossa mobilização, que já vinha sendo fortalecida em decorrência das inúmeras ameaças aos direitos dos trabalhadores que o banco espanhol vinha promovendo no Brasil, e reforçamos com essa resposta em assembleia que não permitiremos que direitos sejam retirados e que não abriremos mão de lutar pelos direitos dos trabalhadores e pelo direito de representar os trabalhadores do sistema financeiro. Reivindicamos do Santander disposição em negociar, do contrário seguiremos construindo uma resistência cada vez maior e mais forte. E a participação dos trabalhadores neste processo é fundamental. Para isso, devem se manter conectados ao Sindicato, denunciando as condições de trabalho. O sigilo é absoluto”, ressalta o diretor do Sindicato, Luiz Eduardo Campolungo.
Organização
Na assembleia, os bancários também foram perguntados se preferem que sua representação sindical continue sendo por meio de sindicatos dos bancários: 97,58% reafirmaram que sim.
Além da consulta realizada na terça-feira, os bancários realizaram protestos em diversas agências e unidades administrativas do Santander, na sexta (7), contra a terceirização.
O Sindicato se somou à mobilização de maneira virtual, indo às redes denunciar nacionalmente à população, clientes e usuários dos serviços bancários, o pacote de maldades que o banco vem implementando contra seus funcionários brasileiros. “A relação do Santander com seus funcionários sempre veio da precarização das condições de trabalho. E, mais uma vez, o banco pioneiro em atacar direitos trabalhistas demonstra seu desrespeito total com quem é responsável, de fato, pela sua lucratividade bilionária no país ao implementar medidas unilaterais e se negar a qualquer tipo de negociação”, concluiu o Eduardo.
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