04/10/2022
Abstenção recorde: 31 milhões de brasileiros não votaram nas eleições 2022
O índice de abstenção, eleitores que se negaram a fazer opções políticas, aumentou em 0,6 ponto percentual de 2018 para 2022. Passou de 20,3% há quatro anos para 20,9% no pleito deste domingo (2).
Um total de 32,76 milhões de brasileiros aptos a votar não compareceu às urnas para votar nos candidatos a presidente, senador, deputado estadual ou federal e governador.
“Em uma eleição polarizada com duas representações totalmente opostas sobre qual país vai surgir a partir de 30 de outubro, é preciso se informar e entender melhor o que se passa na eleição. E cada um dos brasileiros tem de assumir o papel no processo eleitoral, votando e dando sua participação para que a democracia se fortaleça”, diz o secretário de Administração e Finanças da CUT, professor Ariovaldo de Camargo. Ele se refere à decisão em 2° turno, a ser realizada no fim do mês, que definirá qual candidato terá maioria dos votos – se o ex-presidente Lula (PT) ou o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, os mais votados no primeiro turno.
“Temos um cenário de pós pandemia, com mais de 685 mil mortes por Covid-19, a economia precária, o desemprego, a população brasileira vivendo sob um governo que desvaloriza os trabalhadores e faz de tudo para precarizar as relações de trabalho. Por isso, é preciso reconhecer a chance que temos nas mãos de mudar esta triste realidade indo às urnas pela reconstrução do Brasil que queremos”, alerta o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.
“Ir às urnas é cumprir um dever como cidadão, mas, mais que isso, é exercer nosso direito de escolha, não deixando que outras pessoas decidam em nosso lugar o futuro do país. Não dá para aceitarmos naturalmente viver em um Brasil onde 33 milhões de pessoas não tenham o que comer e que aqueles que trabalharam por anos não tenham sequer uma velhice decente. Queremos um país com emprego, saúde, educação, soberania, democracia, com direitos trabalhistas preservados e aposentadoria digna para todos. E a nossa “arma” é exatamente o nosso voto, nosso poder de escolha, então é preciso fazer valer a força da democracia”, ressalta Vicentim.
Lula conquistou 57.179.064 dos votos válidos. Já Bolsonaro teve 51.052.598 dos votos válidos. Além dos mais de 32 milhões que não votaram, do total de 156,4 milhões de eleitores aptos, cerca de 3,4 milhões anularam o voto e 1,9 milhão votaram em branco, totalizando 4,4% dos votos totais. "Esses grupos também deixaram nas mãos dos outros a decisão sobre o futuro do país", ressalta Ariovaldo.
O dirigente lembra que, em 2020, no auge da pandemia, com milhares de brasileiros morrendo sem a vacina que o presidente demorou a comprar, muitos dos que se omitiram, se arrependeram amargamente, mas já não havia o que fazer.
Mais pobres definem a eleição
Historicamente é a população de mais baixa renda a que mais deixa de comparecer às urnas. E, por ser maioria dos brasileiros, é a população que tem maior potencial de definir o resultado das urnas.
Os fatores que explicam o não comparecimento às urnas são vários, mas passam principalmente por questões econômicas. Muitos eleitores são obrigados a pagar transporte público ou privado para o deslocamento até a seção eleitoral. Poucas cidades oferecem transporte gratuito no dia da eleição.
“Várias capitais não deram transporte público, mas é preciso entender que fica mais caro para a vida a não participação do processo do que fazer o esforço pessoal de comparecer às urnas”, diz Ariovaldo.
O dirigente ainda ressalta que o Estado deveria arcar com essas políticas de passe livre e que, lamentavelmente, “os que mais sofrem com a falta dessas políticas, de um Estado presente, são aqueles que estão deixando de fazer a escolha por uma candidatura que defende o inverso”.
Ou seja, o Estado não protege essas pessoas e é justamente elas que deveriam exercer seu papel democrático de escolher um candidato que as proteja.
Projeção para 2° Turno
Em 2018, o índice de abstenção no 2° turno das eleições presidenciais foi maior que no 1° turno. E foi a maior desde 1998. Nas eleições passadas, cerca de 31,3 milhões de brasileiros não votaram na segunda etapa. O número foi mais da metade dos votos totais recebidos por Bolsonaro naquele ano.
Ainda sobre a abstenção, Ariovaldo reforça que diminuir o percentual “é importante para que se possa ter a maioria decidindo o futuro do país”.
Um total de 32,76 milhões de brasileiros aptos a votar não compareceu às urnas para votar nos candidatos a presidente, senador, deputado estadual ou federal e governador.
“Em uma eleição polarizada com duas representações totalmente opostas sobre qual país vai surgir a partir de 30 de outubro, é preciso se informar e entender melhor o que se passa na eleição. E cada um dos brasileiros tem de assumir o papel no processo eleitoral, votando e dando sua participação para que a democracia se fortaleça”, diz o secretário de Administração e Finanças da CUT, professor Ariovaldo de Camargo. Ele se refere à decisão em 2° turno, a ser realizada no fim do mês, que definirá qual candidato terá maioria dos votos – se o ex-presidente Lula (PT) ou o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, os mais votados no primeiro turno.
“Temos um cenário de pós pandemia, com mais de 685 mil mortes por Covid-19, a economia precária, o desemprego, a população brasileira vivendo sob um governo que desvaloriza os trabalhadores e faz de tudo para precarizar as relações de trabalho. Por isso, é preciso reconhecer a chance que temos nas mãos de mudar esta triste realidade indo às urnas pela reconstrução do Brasil que queremos”, alerta o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.
“Ir às urnas é cumprir um dever como cidadão, mas, mais que isso, é exercer nosso direito de escolha, não deixando que outras pessoas decidam em nosso lugar o futuro do país. Não dá para aceitarmos naturalmente viver em um Brasil onde 33 milhões de pessoas não tenham o que comer e que aqueles que trabalharam por anos não tenham sequer uma velhice decente. Queremos um país com emprego, saúde, educação, soberania, democracia, com direitos trabalhistas preservados e aposentadoria digna para todos. E a nossa “arma” é exatamente o nosso voto, nosso poder de escolha, então é preciso fazer valer a força da democracia”, ressalta Vicentim.
Lula conquistou 57.179.064 dos votos válidos. Já Bolsonaro teve 51.052.598 dos votos válidos. Além dos mais de 32 milhões que não votaram, do total de 156,4 milhões de eleitores aptos, cerca de 3,4 milhões anularam o voto e 1,9 milhão votaram em branco, totalizando 4,4% dos votos totais. "Esses grupos também deixaram nas mãos dos outros a decisão sobre o futuro do país", ressalta Ariovaldo.
O dirigente lembra que, em 2020, no auge da pandemia, com milhares de brasileiros morrendo sem a vacina que o presidente demorou a comprar, muitos dos que se omitiram, se arrependeram amargamente, mas já não havia o que fazer.
Mais pobres definem a eleição
Historicamente é a população de mais baixa renda a que mais deixa de comparecer às urnas. E, por ser maioria dos brasileiros, é a população que tem maior potencial de definir o resultado das urnas.
Os fatores que explicam o não comparecimento às urnas são vários, mas passam principalmente por questões econômicas. Muitos eleitores são obrigados a pagar transporte público ou privado para o deslocamento até a seção eleitoral. Poucas cidades oferecem transporte gratuito no dia da eleição.
“Várias capitais não deram transporte público, mas é preciso entender que fica mais caro para a vida a não participação do processo do que fazer o esforço pessoal de comparecer às urnas”, diz Ariovaldo.
O dirigente ainda ressalta que o Estado deveria arcar com essas políticas de passe livre e que, lamentavelmente, “os que mais sofrem com a falta dessas políticas, de um Estado presente, são aqueles que estão deixando de fazer a escolha por uma candidatura que defende o inverso”.
Ou seja, o Estado não protege essas pessoas e é justamente elas que deveriam exercer seu papel democrático de escolher um candidato que as proteja.
Projeção para 2° Turno
Em 2018, o índice de abstenção no 2° turno das eleições presidenciais foi maior que no 1° turno. E foi a maior desde 1998. Nas eleições passadas, cerca de 31,3 milhões de brasileiros não votaram na segunda etapa. O número foi mais da metade dos votos totais recebidos por Bolsonaro naquele ano.
Ainda sobre a abstenção, Ariovaldo reforça que diminuir o percentual “é importante para que se possa ter a maioria decidindo o futuro do país”.
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