22/08/2022
Quase metade dos reajustes salariais perdeu da inflação em julho. No ano, 44% ficam abaixo do INPC
O resultado das campanhas salariais finalizadas em julho trouxe reajustes salariais piores em relação aos meses anteriores. Quase metade dos reajustes (47,3%) ficou abaixo da variação medida pelo INPC-IBGE, segundo o Dieese. Outros 31,8% tiveram ganho real e 20,8% foram equivalentes ao índice oficial, que se mantém na casa dos dois dígitos. O IPCA em 12 meses, até julho, soma 10,07% e o INPC, 10,12%.
Assim, a variação real média dos reajustes salariais de julho foi novamente negativa: 1,10%. Apenas os acordos com aumento real tiveram média de 0,39%. E aqueles abaixo do INPC registrou variação de -2,57%.
De janeiro a julho, o saldo também é desfavorável aos trabalhadores. Somente 20,7% do reajustes superaram o INPC. Outros 35,4% foram equivalentes à inflação acumulada e 43,9% terminaram abaixo do índice. A variação média é de 0,84%.
Setores econômicos
Entre os setores, o comércio tem 69,6% de acordos de reajustes salariais iguais ou superiores à inflação, para um média geral de 56,1%. Na indústria, são 65%, mas é o segmento com maior participação de aumentos reais (26,9%). Já no setor de serviços, por outro lado, mais da metade (52,6%) ficou aquém do INPC.
Também no ano, o valor médio dos pisos de admissão é de R$ 1.513,27, quase 25% acima do salário mínimo. O maior é do setor de serviços (R$ 1.527,23) e o menor, do setor rural (R$ 1.471,97).
Bancários cobram proposta
Com data-base em 1º de setembro, os bancários cobram a apresentação de uma proposta econômica decente por parte da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Na última sexta-feira (19), foi realizada a 12ª rodada de negociação. Os bancos apresentaram uma proposta de redução do valor máximo da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) a ser distribuída aos empregados. Diante da recusa do Comando, a negociação foi interrompida por meia hora, e os bancos retiraram a proposta da PLR, mas apresentaram outra ainda pior para a categoria, com reajuste de apenas 65% da inflação acumulada entre 1º de setembro de 2021 e 31 de agosto de 2022 para o salário e todos os direitos econômicos. O Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta em mesa de negociações.
Uma nova reunião de negociação está sendo realizada presencialmente, em São Paulo, nesta segunda-feira (22). "Os 5 maiores bancos do Brasil tiveram lucro líquido de R$ 56,5 bilhões no primeiro semestre deste ano. Enquanto lucram, a proposta deles é de perda salarial, um verdadeiro desrespeito à categoria que se dedica diariamente a construir seus lucros astronômicos. As discussões precisam avançar com a Fenaban apresentando uma proposta que contemple as reivindicações e valorize os trabalhadores. E para isso a participação de todos é fundamental. Sem mobilização não há conquistas, quanto maior a pressão sobre os bancos maior será também nossa força de negociação”, ressaltou o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.
Assim, a variação real média dos reajustes salariais de julho foi novamente negativa: 1,10%. Apenas os acordos com aumento real tiveram média de 0,39%. E aqueles abaixo do INPC registrou variação de -2,57%.
De janeiro a julho, o saldo também é desfavorável aos trabalhadores. Somente 20,7% do reajustes superaram o INPC. Outros 35,4% foram equivalentes à inflação acumulada e 43,9% terminaram abaixo do índice. A variação média é de 0,84%.
Setores econômicos
Entre os setores, o comércio tem 69,6% de acordos de reajustes salariais iguais ou superiores à inflação, para um média geral de 56,1%. Na indústria, são 65%, mas é o segmento com maior participação de aumentos reais (26,9%). Já no setor de serviços, por outro lado, mais da metade (52,6%) ficou aquém do INPC.
Também no ano, o valor médio dos pisos de admissão é de R$ 1.513,27, quase 25% acima do salário mínimo. O maior é do setor de serviços (R$ 1.527,23) e o menor, do setor rural (R$ 1.471,97).
Bancários cobram proposta
Com data-base em 1º de setembro, os bancários cobram a apresentação de uma proposta econômica decente por parte da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Na última sexta-feira (19), foi realizada a 12ª rodada de negociação. Os bancos apresentaram uma proposta de redução do valor máximo da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) a ser distribuída aos empregados. Diante da recusa do Comando, a negociação foi interrompida por meia hora, e os bancos retiraram a proposta da PLR, mas apresentaram outra ainda pior para a categoria, com reajuste de apenas 65% da inflação acumulada entre 1º de setembro de 2021 e 31 de agosto de 2022 para o salário e todos os direitos econômicos. O Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta em mesa de negociações.
Uma nova reunião de negociação está sendo realizada presencialmente, em São Paulo, nesta segunda-feira (22). "Os 5 maiores bancos do Brasil tiveram lucro líquido de R$ 56,5 bilhões no primeiro semestre deste ano. Enquanto lucram, a proposta deles é de perda salarial, um verdadeiro desrespeito à categoria que se dedica diariamente a construir seus lucros astronômicos. As discussões precisam avançar com a Fenaban apresentando uma proposta que contemple as reivindicações e valorize os trabalhadores. E para isso a participação de todos é fundamental. Sem mobilização não há conquistas, quanto maior a pressão sobre os bancos maior será também nossa força de negociação”, ressaltou o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.
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