11/08/2022
BB tem lucro recorde de R$ 14,4 bi às custas de gestão que sobrecarrega trabalhadores
O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 14,42 bilhões no primeiro semestre de 2022. O número representa alta de 44,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Só no segundo trimestre de 2022 o resultado foi de R$ 7,80 bilhões, crescimento de 18,0% frente ao trimestre imediatamente anterior e de 54,8% em relação ao mesmo trimestre de 2021. O BB ainda revisou suas projeções para 2022, de uma variação entre R$ 23 bilhões e R$ 26 bilhões para uma faixa entre R$ 27 bilhões e R$ 30 bilhões.
Ao divulgar os dados, na quarta-feira (10), o banco ressaltou que “o resultado foi influenciado pelo aumento da margem financeira bruta, pela diversificação das receitas com serviços e disciplina na gestão de despesas”.
Somente no segundo trimestre de 2022, o lucro líquido ajustado do BB alcançou R$ 7,8 bilhões, um resultado 18% acima do trimestre anterior e 54,8% acima do segundo trimestre de 2021. Já o retorno sobre patrimônio líquido (PRSP) do segundo trimestre chegou a 20,6%, “com crescimento consistente que já nos posiciona no patamar de nossos pares privados”, escreveu o banco em nota oficial.
Reivindicações dos funcionários
Ao analisar os novos resultados, os técnicos da subseção na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontaram que o total de clientes (correntistas, poupadores e beneficiários do INSS) cresceu 4,9 milhões em 12 meses, totalizando cerca de 80,2 milhões atendidos por um total de 86.313 empregados.
“Apesar de, no primeiro semestre do ano, o banco ter iniciado a convocação dos aprovados no último concurso público tanto para a rede de atendimento quanto para as áreas tecnológicas, dando posse a cerca de 3 mil funcionários, ainda está longe de suprir o número de trabalhadores que as entidades sindicais estão pedindo na mesa de negociações”, destacou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.
Os funcionários do BB estão em meio a campanha de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), na qual reivindicam a contratação de 10 mil novos colegas. “Nós precisamos salientar que os resultados astronômicos são, em parte, fruto de uma gestão de enxugamento do quadro de funcionários e de agências, implementada nos últimos anos e que submete aqueles que são mantidos a pressões cada vez maiores para alcançarem as metas”, pontuou Fukunaga, ao lembrar que, só em 2021, a empresa havia fechado 7.076 postos.
“Não somos, de forma alguma, contrários aos resultados positivos do BB. O que estamos apontando é que para que a empresa cumpra de fato o seu papel social, como banco público e de impacto ao desenvolvimento do país, precisa valorizar seus funcionários, ampliar o atendimento nas pequenas cidades e nas comunidades do interior do país e não aplicar a mesma produtividade e expectativa de retorno dos bancos privados”, completou.
Ao divulgar os dados, na quarta-feira (10), o banco ressaltou que “o resultado foi influenciado pelo aumento da margem financeira bruta, pela diversificação das receitas com serviços e disciplina na gestão de despesas”.
Somente no segundo trimestre de 2022, o lucro líquido ajustado do BB alcançou R$ 7,8 bilhões, um resultado 18% acima do trimestre anterior e 54,8% acima do segundo trimestre de 2021. Já o retorno sobre patrimônio líquido (PRSP) do segundo trimestre chegou a 20,6%, “com crescimento consistente que já nos posiciona no patamar de nossos pares privados”, escreveu o banco em nota oficial.
Reivindicações dos funcionários
Ao analisar os novos resultados, os técnicos da subseção na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontaram que o total de clientes (correntistas, poupadores e beneficiários do INSS) cresceu 4,9 milhões em 12 meses, totalizando cerca de 80,2 milhões atendidos por um total de 86.313 empregados.
“Apesar de, no primeiro semestre do ano, o banco ter iniciado a convocação dos aprovados no último concurso público tanto para a rede de atendimento quanto para as áreas tecnológicas, dando posse a cerca de 3 mil funcionários, ainda está longe de suprir o número de trabalhadores que as entidades sindicais estão pedindo na mesa de negociações”, destacou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.
Os funcionários do BB estão em meio a campanha de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), na qual reivindicam a contratação de 10 mil novos colegas. “Nós precisamos salientar que os resultados astronômicos são, em parte, fruto de uma gestão de enxugamento do quadro de funcionários e de agências, implementada nos últimos anos e que submete aqueles que são mantidos a pressões cada vez maiores para alcançarem as metas”, pontuou Fukunaga, ao lembrar que, só em 2021, a empresa havia fechado 7.076 postos.
“Não somos, de forma alguma, contrários aos resultados positivos do BB. O que estamos apontando é que para que a empresa cumpra de fato o seu papel social, como banco público e de impacto ao desenvolvimento do país, precisa valorizar seus funcionários, ampliar o atendimento nas pequenas cidades e nas comunidades do interior do país e não aplicar a mesma produtividade e expectativa de retorno dos bancos privados”, completou.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- CEE rejeita proposta da Caixa para Promoção por Mérito
- Desemprego no 2º trimestre é 5,4%, o menor já registrado no período
- CEBB cobra valorização da carreira, melhorias nas funções e melhores condições de trabalho em negociação com o Banco do Brasil
- Em resposta ao movimento sindical, Caixa esclarece patrocínio ao atletismo
- Edital convoca empregados da Caixa para assembleia extraordinária virtual no dia 4 de agosto
- Lucro do Santander despenca em meio a demissões, terceirizações e fechamento de agências
- Trabalhadores voltam à mesa de negociação com os bancos nesta quinta-feira (30) para discutir cláusulas econômicas
- Campanha Nacional: movimento sindical cobra aumento real, diante do alto nível de lucratividade dos bancos
- Caixa: Promoção por Mérito é conquista e precisa ser paga em janeiro
- BB negocia remuneração, plano de carreira e valorização dos funcionários nesta sexta-feira (31)
- Lucro de bancos no Brasil supera os ganhos do setor em 15 países latino-americanos somados
- CEE/Caixa debate remuneração e carreira com o banco nesta sexta-feira (31)
- Representação dos empregados pede reunião com presidente da Caixa após notícias sobre atletas patrocinados
- Mesa única de negociação: o escudo que salvou bancários do arrocho e agora volta a ser alvo dos bancos
- Terceira rodada de negociação com o Santander terá saúde como tema central nesta terça-feira (28)