11/07/2022
Campanha Nacional: bancárias pretas recebem 59% da média dos homens brancos
Apesar de terem mais escolaridade que os homens, as mulheres na categoria bancária recebem, em média, 78,1% do salário dos colegas do sexo masculino. A remuneração média das mulheres pretas bancárias é ainda menor: 59% da média dos homens brancos. Os termos usados para a identificação étnica seguem os mesmos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O quadro foi exposto pelo Comando Nacional dos Bancários na última rodada de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), como parte das negociações da Campanha Nacional de 2022.
“Esses dados refletem quão distorcida é a visão do mercado financeiro sobre as mulheres”, avalia secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fernanda Lopes. “Em termos de valores salariais, enquanto um homem branco bancário ganha, em média, R$ 10 mil, a mulher branca recebe R$ 7,8 mil e a mulher negra apenas R$ 5,9”, completa.
Os dados que o Comando Nacional trouxe à mesa de negociação foram organizados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2019. Ao observar a proporção de bancários por sexo e escolaridade, no grupo com ensino completo, as mulheres recebem em média 76% do salário dos homens.
Reivindicações
A “garantia de direitos e salários iguais para trabalho de igual função e valor” e o direito a “igual salário sem distinção de raça, cor, gênero, idade e orientação sexual (LGBTQIA+)” são pontos presentes nos artigos 67 e 68 da minuta da pauta de reivindicações da Campanha 2022.
“A discriminação salarial nas promoções, ocupação de altos cargos na empresa são uma grave realidade à mulher bancária que não podemos aceitar. O que exigimos dos bancos é a formulação de programas para eliminar essas distorções”, pontua Fernanda Lopes.
“No mercado de trabalho a busca por igualdade de oportunidade tem sido uma constante bandeira defendida pelo Sindicato. Repudiamos qualquer forma discriminação de gênero. Apesar da evolução, as mulheres, infelizmente, ainda são vítimas da discriminação em razão do sexo e da raça. As lutas travadas pelo movimento sindical, a exemplo das negociações coletivas, tornaram-se, portanto, fundamentais na conquista de garantias ao trabalho e na busca pela equidade de gênero ao introduzir garantias ausentes na legislação e ampliar os direitos já previstos. É preciso fazer valer as conquistas já obtidas e pressionar por respeito e avanços", completou o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim.
Campanha nacional
Igualdade de Oportunidades foi o tema da reunião que correu entre o Comando Nacional e a Fenaban, na última quarta-feira (6). Além da igualdade salarial, também foram tratados temas relacionados às pessoas com deficiência, diversidade e racismo, com foco principal no combate ao assédio moral e sexual.
Próximas reuniões
“Esses dados refletem quão distorcida é a visão do mercado financeiro sobre as mulheres”, avalia secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fernanda Lopes. “Em termos de valores salariais, enquanto um homem branco bancário ganha, em média, R$ 10 mil, a mulher branca recebe R$ 7,8 mil e a mulher negra apenas R$ 5,9”, completa.
Os dados que o Comando Nacional trouxe à mesa de negociação foram organizados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2019. Ao observar a proporção de bancários por sexo e escolaridade, no grupo com ensino completo, as mulheres recebem em média 76% do salário dos homens.
Reivindicações
A “garantia de direitos e salários iguais para trabalho de igual função e valor” e o direito a “igual salário sem distinção de raça, cor, gênero, idade e orientação sexual (LGBTQIA+)” são pontos presentes nos artigos 67 e 68 da minuta da pauta de reivindicações da Campanha 2022.
“A discriminação salarial nas promoções, ocupação de altos cargos na empresa são uma grave realidade à mulher bancária que não podemos aceitar. O que exigimos dos bancos é a formulação de programas para eliminar essas distorções”, pontua Fernanda Lopes.
“No mercado de trabalho a busca por igualdade de oportunidade tem sido uma constante bandeira defendida pelo Sindicato. Repudiamos qualquer forma discriminação de gênero. Apesar da evolução, as mulheres, infelizmente, ainda são vítimas da discriminação em razão do sexo e da raça. As lutas travadas pelo movimento sindical, a exemplo das negociações coletivas, tornaram-se, portanto, fundamentais na conquista de garantias ao trabalho e na busca pela equidade de gênero ao introduzir garantias ausentes na legislação e ampliar os direitos já previstos. É preciso fazer valer as conquistas já obtidas e pressionar por respeito e avanços", completou o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim.
Campanha nacional
Igualdade de Oportunidades foi o tema da reunião que correu entre o Comando Nacional e a Fenaban, na última quarta-feira (6). Além da igualdade salarial, também foram tratados temas relacionados às pessoas com deficiência, diversidade e racismo, com foco principal no combate ao assédio moral e sexual.
Próximas reuniões
- Sexta-feira, 22 de julho: Cláusulas Sociais e Teletrabalho
- Quinta-feira, 28 de julho: Cláusulas Sociais e Segurança Bancária
- Segunda-feira, 1º de agosto: Saúde e Condições de Trabalho
- Quarta-feira, 3 de agosto: Cláusulas Econômicas
- Segunda-feira, 8 de agosto: Cláusulas Econômicas
- Quinta-feira, 11 de agosto: Continuação das Cláusulas Econômicas
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