05/05/2022
Apcef/SP e Sindicato cobram revisão da GDP 2022 com exclusão dos efeitos da “curva forçada”

Como previsto pelas entidades, e já denunciado anteriormente, a GDP 2022 não deixou a desejar o esperado dentro do que rege a gestão Pedro Guimarães. É, assim como a gestão atual da Caixa, um sistema assediador, retrógrado e feito de maneira descomprometida com o desenvolvimento da empresa e das pessoas, que só poderia gerar irritação e sentimento de injustiça nos empregados.
É óbvio que num universo de milhares de pessoas, instituir quantas delas teriam qual tipo de desempenho de maneira indiscriminada não seria razoável, mas, pior que um sistema preguiçoso de gestão de pessoas baseado em curva forçada, é aplicar a própria curva numa métrica de objetivos que ignora a missão e valores da Caixa, dando ênfase em venda de produtos e ignorando o papel social da empresa, além da contribuição dos empregados em todo o período no qual sua marca como empresa pública imprescindível para o País, foi revigorada graças ao trabalho de cada empregado, não principalmente nas vendas, mas, sim, no atendimento.
É compreensível que haja objetivos a serem atingidos, mas estes devem partir do objetivo central da Caixa, quem, além de dar lucro para a sociedade, ou até antes disso, é ser o banco referência da população, colocar em prática as políticas públicas de transferência de renda, bancarização, habitação, financiamento da educação de ensino superior, financiamento de infraestrutura e saneamento básico dos entes da federação, repasses públicos de saúde, educação, muito além do banco comercial que a Caixa também é.
Pois, além dos objetivos por si serem questionáveis, toda a mensuração também é. Alguns dos apontamentos dos empregados tratam de ausência de transparência nos resultados finais da avaliação e nas avaliações de competências, falta de critérios objetivos no eixo estilo e de uniformidade na definição dos objetivos SMART.
“A GDP ataca as relações e direitos trabalhistas, expondo os empregados a uma disputa insana. Os empregados já tem valores empresariais, atuam no mercado, nem por isso precisam ser massacrados”, comentou a representante eleita dos empregados da Caixa no Conselho de Administração, Rita Serrano.
“O principal papel da Caixa é aprimorar sua função social a serviço da população e pelo desenvolvimento do país. Em vez de aumentar o número de pessoal para isso, a Caixa não contrata e ainda usa a GDP para impor a lógica de mercado, massacrando os empregados por resultados cada vez maiores. Temos de reagir a tudo isso para melhorar as condições de trabalho”, denunciou o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Antônio Júlio Gonçalves Neto (Tony).
Como a GDP abre espaço para cobrança por metas abusivas, assédio moral e provoca conflitos no ambiente de trabalho, o diretor convoca os empregados a aumentarem a mobilização contra o programa. "Esse combate permanente é necessário para que o programa não prejudique ainda mais o trabalho em equipe dentro da Caixa, piorando muito o clima das unidades", reforçou Tony.
A Apcef/SP, representando o Sindicato, encaminhou ofício à Caixa solicitando reversão dos reflexos negativos da GDP para os empregados, inclusive com relação à promoção por mérito e também ao Bônus Caixa, que, por ser criado pela empresa sem participação das entidades, acaba sofrendo esse tipo de consequência.
“Discordamos frontalmente do modelo utilizado, que leva ao assédio, é injusto, anacrônico, incoerente e ineficiente, leva os empregados a uma competição predatória e, depois, a uma situação de desmotivação crônica. O próprio mercado entende que não faz sentido usar o modelo. Não basta mais bater a meta, agora precisa torcer para os outros não baterem”, explicou o diretor-presidente da Apcef/SP, Leonardo Quadros.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Novas regras do VA e VR ampliam opções de uso; bancários têm benefícios acima da média nacional
- Santander: Assembleia virtual nesta sexta-feira (6) delibera sobre ACT e Acordo de PPRS
- Saúde Caixa começa a compartilhar rede credenciada com a Cassi nesta quarta-feira (4)
- Copom decide nesta quarta-feira (4) se reduz ou mantém Selic em 13,75% ao ano
- Sindicato entrega mais de 200 kg de alimentos ao projeto social Prateleira Solidária
- Festa dos Bancários 2026 reúne categoria em dia de confraternização, premiações e solidariedade
- COE cobra avanços do Bradesco em PPR, banco de horas e condições de trabalho
- Brasil bate recorde de pessoas com trabalho desde 2012
- A eleição acabou, mas a participação continua: saiba quem e pelo que cobrar
- Santander lucra R$ 9,7 bilhões, mas fecha quase 6 mil postos de trabalho
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões
- Em assembleia, bancários do Mercantil aprovam renovação do acordo de PLR
- Mercantil antecipa pagamento da 13ª cesta-alimentação para esta sexta (30)
- Consumo de alimentos cresce após proibição das bets no país, diz Abras
- INSS alerta para golpes que usam informação falsa sobre biometria