23/04/2026
Encontro Nacional de Saúde debate adoecimento da categoria e prepara pauta para a Campanha Nacional 2026
O Encontro Nacional de Saúde do(a) Trabalhador(a) Bancário(a), realizado na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, reuniu dirigentes sindicais de diversas regiões do país - inclusive o secretário de Saúde, Condições de Trabalho e Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Luiz Eduardo de M. Freire - para debater o cenário de adoecimento da categoria e construir propostas que irão subsidiar a Campanha Nacional dos Bancários de 2026 entre quarta e quinta-feira (22 e 23).
O objetivo foi organizar a luta por melhores condições de trabalho que preservem a saúde dos trabalhadores do sistema financeiro, com atualização da pauta de reivindicações diante das transformações recentes no setor.
Entre os principais temas debatidos estiveram os riscos psicossociais relacionados ao trabalho, o crescimento do adoecimento psíquico e o avanço do assédio moral organizacional, com destaque para o assédio algorítmico e a vigilância digital utilizados para intensificar o controle e a cobrança por resultados.
Segundo o secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles, o nível de adoecimento na categoria atingiu patamares preocupantes. “A categoria bancária vive um nível extremamente elevado de adoecimento, principalmente por transtornos mentais e comportamentais. Isso não acontece por acaso. É resultado de um modelo de gestão baseado em metas abusivas, pressão permanente por resultados e medo constante em relação ao futuro profissional”, afirmou.
Os participantes apontaram que a gestão por estresse, associada a sistemas de avaliação de desempenho, remuneração variável e uso intensivo de tecnologias de monitoramento, tem ampliado o sofrimento psíquico, o esgotamento e o afastamento de trabalhadores.
O encontro também destacou a falta de políticas reais de prevenção por parte dos bancos. De acordo com os dirigentes, os serviços médicos das instituições seguem subordinados à lógica da produtividade, enquanto trabalhadores adoecidos enfrentam dificuldades para acessar tratamento, reconhecimento do nexo ocupacional e benefícios previdenciários junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Para Mauro Salles, o movimento sindical terá papel decisivo no próximo período. “Nosso desafio é duplo: combater as causas estruturais do adoecimento e garantir acolhimento, reabilitação e reparação aos trabalhadores atingidos. A renovação da Convenção Coletiva em 2026 precisa avançar em mecanismos concretos de prevenção, fiscalização e proteção à saúde da categoria”, destacou.
As discussões do Encontro Nacional de Saúde servirão como base para as conferências regionais e estaduais e para a construção final da pauta nacional de reivindicações dos trabalhadores do ramo financeiro.
O objetivo foi organizar a luta por melhores condições de trabalho que preservem a saúde dos trabalhadores do sistema financeiro, com atualização da pauta de reivindicações diante das transformações recentes no setor.
Entre os principais temas debatidos estiveram os riscos psicossociais relacionados ao trabalho, o crescimento do adoecimento psíquico e o avanço do assédio moral organizacional, com destaque para o assédio algorítmico e a vigilância digital utilizados para intensificar o controle e a cobrança por resultados.
Segundo o secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles, o nível de adoecimento na categoria atingiu patamares preocupantes. “A categoria bancária vive um nível extremamente elevado de adoecimento, principalmente por transtornos mentais e comportamentais. Isso não acontece por acaso. É resultado de um modelo de gestão baseado em metas abusivas, pressão permanente por resultados e medo constante em relação ao futuro profissional”, afirmou.
Os participantes apontaram que a gestão por estresse, associada a sistemas de avaliação de desempenho, remuneração variável e uso intensivo de tecnologias de monitoramento, tem ampliado o sofrimento psíquico, o esgotamento e o afastamento de trabalhadores.
O encontro também destacou a falta de políticas reais de prevenção por parte dos bancos. De acordo com os dirigentes, os serviços médicos das instituições seguem subordinados à lógica da produtividade, enquanto trabalhadores adoecidos enfrentam dificuldades para acessar tratamento, reconhecimento do nexo ocupacional e benefícios previdenciários junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Para Mauro Salles, o movimento sindical terá papel decisivo no próximo período. “Nosso desafio é duplo: combater as causas estruturais do adoecimento e garantir acolhimento, reabilitação e reparação aos trabalhadores atingidos. A renovação da Convenção Coletiva em 2026 precisa avançar em mecanismos concretos de prevenção, fiscalização e proteção à saúde da categoria”, destacou.
As discussões do Encontro Nacional de Saúde servirão como base para as conferências regionais e estaduais e para a construção final da pauta nacional de reivindicações dos trabalhadores do ramo financeiro.
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