05/01/2022
BB muda protocolos contra Covid-19 para o retorno ao trabalho presencial, desrespeitando funcionários
Em um momento em que os casos de contaminação pelo coronavírus aumentam entre os funcionários do Banco do Brasil, o movimento sindical foi surpreendido, na terça-feira (4), com uma situação absurda: a direção da empresa alterou unilateralmente os protocolos de segurança contra a Covid-19 inscritos no manual para o trabalho presencial.
As alterações foram feitas ignorando compromissos da empresa registrados em acordo junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) no âmbito federal.
Diante da medida, o movimento sindical irá buscar as medidas judiciais cabíveis a fim de garantir os trabalhadores em segurança, através do trabalho remoto.
A mudança mais acintosa ocorre por ocasião da denúncia publicada pelo Sindicato de São Paulo, Osasco e região contra os desmandos da Diretoria de Operações, liderada pelo diretor João Frescura, conhecido como Piti.
De acordo com matéria divulgada pelo SPBancários, o gestor se recusa a encerrar o expediente das suas unidades subordinadas e a dispensar os funcionários com abono das horas restantes, para fins de higienização da dependência e visando o bem-estar mental, físico e social dos funcionários, conforme preconizado nos protocolos até então, quando o colega contaminado estivesse na dependência nas últimas 72 horas. O banco excluiu unilateralmente este trecho do protocolo.
“A situação é mais impressionante tendo em vista que os casos de contaminação estão proliferando dentro da empresa numa velocidade extrema, jamais vista em outros momentos”, avalia Getúlio Maciel, representante da Comissão de Empresas dos Funcionários do BB pela Fetec-CUT-SP.
“Ou seja, a direção do banco permite que a dependência funcione mesmo quando o funcionário contaminado já teve contato com vários colegas, aumentando a possibilidade de transmissão do coronavírus, ao invés de efetuar o devido cuidado com a dispensa dos funcionários e a devida higienização do ambiente. Isso é um grande disparate!”, protesta o dirigente.
A Diretoria de Gestão de Pessoas já havia informado a Contraf-CUT e a Coordenação da Comissão de Empresa que, mediante a denúncia recente, não poderia cumprir essa parte do protocolo, que se destinava apenas a agências pequenas, ao invés de grandes departamentos.
Essas medidas de segurança, contudo, foram amplamente discutidas com o movimento sindical no início de novembro, durante as tratativas para a volta gradual do trabalho presencial, e foram chanceladas junto ao MPT.
“O espanto com essa decisão, além do desrespeito ao acordado com as representações sindicais, é que ela vem no momento mais inoportuno possível, com aumento de contaminações dentro do banco, inclusive com sobrecarga na telemedicina da Cassi, cujo atendimento tem durado entre 7 a 8 horas, estimulando a desistência e a procura pelo atendimento presencial, e obrigando os funcionários a pagarem do próprio bolso os exames”, enfatiza João Fukunaga, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.
Para o movimento sindical, esse é o baixo nível não desejado com o qual o atual corpo diretivo do BB, alinhado à política negacionista do governo Bolsonaro na gestão Paulo Guedes, lida com a pandemia de Covid-19, a ponto de colocar em risco a vida dos funcionários que constroem diariamente o resultado no BB.
“A pandemia ainda não acabou. O retorno, sem o cumprimento de protocolo específico, é irresponsável. O BB é controlado pelo governo federal, e sabemos de onde vem este tipo de comportamento negacionista. Seguimos monitorando as agências em nossa base e cobrando que as medidas de segurança sejam rigorosamente cumpridas. Se o protocolo não estiver sendo seguido no seu local de trabalho, funcionário do Banco do Brasil, contate-nos imediatamente”, ressalta o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.
Procure o Sindicato
A participação dos trabalhadores neste processo é fundamental para garantir a saúde de todos. Para isso, devem se manter conectados ao Sindicato, denunciando as condições de trabalho. O sigilo é absoluto!
As alterações foram feitas ignorando compromissos da empresa registrados em acordo junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) no âmbito federal.
Diante da medida, o movimento sindical irá buscar as medidas judiciais cabíveis a fim de garantir os trabalhadores em segurança, através do trabalho remoto.
A mudança mais acintosa ocorre por ocasião da denúncia publicada pelo Sindicato de São Paulo, Osasco e região contra os desmandos da Diretoria de Operações, liderada pelo diretor João Frescura, conhecido como Piti.
De acordo com matéria divulgada pelo SPBancários, o gestor se recusa a encerrar o expediente das suas unidades subordinadas e a dispensar os funcionários com abono das horas restantes, para fins de higienização da dependência e visando o bem-estar mental, físico e social dos funcionários, conforme preconizado nos protocolos até então, quando o colega contaminado estivesse na dependência nas últimas 72 horas. O banco excluiu unilateralmente este trecho do protocolo.
“A situação é mais impressionante tendo em vista que os casos de contaminação estão proliferando dentro da empresa numa velocidade extrema, jamais vista em outros momentos”, avalia Getúlio Maciel, representante da Comissão de Empresas dos Funcionários do BB pela Fetec-CUT-SP.
“Ou seja, a direção do banco permite que a dependência funcione mesmo quando o funcionário contaminado já teve contato com vários colegas, aumentando a possibilidade de transmissão do coronavírus, ao invés de efetuar o devido cuidado com a dispensa dos funcionários e a devida higienização do ambiente. Isso é um grande disparate!”, protesta o dirigente.
A Diretoria de Gestão de Pessoas já havia informado a Contraf-CUT e a Coordenação da Comissão de Empresa que, mediante a denúncia recente, não poderia cumprir essa parte do protocolo, que se destinava apenas a agências pequenas, ao invés de grandes departamentos.
Essas medidas de segurança, contudo, foram amplamente discutidas com o movimento sindical no início de novembro, durante as tratativas para a volta gradual do trabalho presencial, e foram chanceladas junto ao MPT.
“O espanto com essa decisão, além do desrespeito ao acordado com as representações sindicais, é que ela vem no momento mais inoportuno possível, com aumento de contaminações dentro do banco, inclusive com sobrecarga na telemedicina da Cassi, cujo atendimento tem durado entre 7 a 8 horas, estimulando a desistência e a procura pelo atendimento presencial, e obrigando os funcionários a pagarem do próprio bolso os exames”, enfatiza João Fukunaga, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.
Para o movimento sindical, esse é o baixo nível não desejado com o qual o atual corpo diretivo do BB, alinhado à política negacionista do governo Bolsonaro na gestão Paulo Guedes, lida com a pandemia de Covid-19, a ponto de colocar em risco a vida dos funcionários que constroem diariamente o resultado no BB.
“A pandemia ainda não acabou. O retorno, sem o cumprimento de protocolo específico, é irresponsável. O BB é controlado pelo governo federal, e sabemos de onde vem este tipo de comportamento negacionista. Seguimos monitorando as agências em nossa base e cobrando que as medidas de segurança sejam rigorosamente cumpridas. Se o protocolo não estiver sendo seguido no seu local de trabalho, funcionário do Banco do Brasil, contate-nos imediatamente”, ressalta o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.
Procure o Sindicato
A participação dos trabalhadores neste processo é fundamental para garantir a saúde de todos. Para isso, devem se manter conectados ao Sindicato, denunciando as condições de trabalho. O sigilo é absoluto!
> Está com um problema no seu local de trabalho ou seu banco não está cumprindo o acordado? CLIQUE AQUI e denuncie. O sigilo é absoluto.
> Você pode entrar em contato diretamente com um de nossos diretores através de seus contatos pessoais. Confira: Roberto Vicentim - (17) 99135-3215, Júlio Trigo - (17) 99191-6750, Antônio Júlio Gonçalves Neto (Tony) - (17) 99141-0844, Sérgio L. De Castro Ribeiro (Chimbica) - (17) 99707-1017, Luiz Eduardo Campolungo - (17) 99136-7822 e Luiz César de Freitas (Alemão) - (11) 99145-5186
> Redes Sociais: nossos canais no Facebook e Instagram estão abertos, compartilhando informações do Sindicato e de interesse da sociedade sobre a pandemia.
> Quer receber notícias sobre o seu banco? Cadastre-se em nossa linha de transmissão no WhatsApp. Adicione o número (17) 99259-1987 nos seus contatos e envia uma mensagem informando seu nome, banco e cidade em que trabalha.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- CEE rejeita proposta da Caixa para Promoção por Mérito
- Desemprego no 2º trimestre é 5,4%, o menor já registrado no período
- CEBB cobra valorização da carreira, melhorias nas funções e melhores condições de trabalho em negociação com o Banco do Brasil
- Em resposta ao movimento sindical, Caixa esclarece patrocínio ao atletismo
- Edital convoca empregados da Caixa para assembleia extraordinária virtual no dia 4 de agosto
- Lucro do Santander despenca em meio a demissões, terceirizações e fechamento de agências
- Trabalhadores voltam à mesa de negociação com os bancos nesta quinta-feira (30) para discutir cláusulas econômicas
- Campanha Nacional: movimento sindical cobra aumento real, diante do alto nível de lucratividade dos bancos
- Caixa: Promoção por Mérito é conquista e precisa ser paga em janeiro
- BB negocia remuneração, plano de carreira e valorização dos funcionários nesta sexta-feira (31)
- Lucro de bancos no Brasil supera os ganhos do setor em 15 países latino-americanos somados
- CEE/Caixa debate remuneração e carreira com o banco nesta sexta-feira (31)
- Representação dos empregados pede reunião com presidente da Caixa após notícias sobre atletas patrocinados
- Mesa única de negociação: o escudo que salvou bancários do arrocho e agora volta a ser alvo dos bancos
- Terceira rodada de negociação com o Santander terá saúde como tema central nesta terça-feira (28)