16/06/2021
Entidades cobram que Banco do Brasil retome mesa de negociação sobre incorporados

Representantes dos empregados do Banco do Brasil cobraram do novo presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, a retomada da mesa de negociação sobre os bancos incorporados pelo BB, como Nossa Caixa, BESC, BEP e o BNC. A cobrança foi feita durante reunião da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) com Ribeiro, no último dia 9.
Entre os demais assuntos que foram tratados no encontro, como a vacinação dos empregados do BB, a representação dos trabalhadores entregou um ofício com questões de interesse dos funcionários provenientes de bancos incorporados pelo BB, reforçando a importância da via negocial para a solução dos conflitos trabalhistas.
O ofício lembra que a mesa de negociação sobre questões de bancos Incorporados está prevista na cláusula 58º do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) vigente e que a pauta de reivindicações foi entregue ao Banco do Brasil no dia 30/09/2020, mas, “apesar das diversas promessas do banco em nos dar a devida reposta das reivindicações, isso nunca ocorreu de fato, havendo apenas duas reuniões em 12/2020 que restaram infrutíferas”, diz o ofício.
“Existe uma ação judicial do MPT (Ministério Público do Trabalho), da qual a Contraf-CUT é assistente, sobre a inclusão dos funcionários de bancos incorporados no plano de Saúde da Cassi. Acreditamos que a negociação é o melhor caminho para Cassi, pois uma decisão judicial, se não observadas inúmeras peculiaridades da Cassi, pode desequilibrar o plano de saúde e prejudicar a todos. Insistimos, desde 2009, em uma solução negociada para os bancos incorporados. Muito se avançou nas questões trabalhistas, mas ainda falta o plano de saúde”, explicou o dirigente sindical e coordenador do CEBB, João Fukunaga.
Desrespeito com incorporados
O funcionário do BB e dirigente sindical Getúlio Maciel, representante da CEBB pela Fetec-SP, ressalta que, se o banco tem interesse em respeitar os funcionários, é hora de olhar para quem veio dos bancos incorporados.
“Os bancários incorporados do BB que tem um plano de saúde como o Economus não têm perspectiva de se aposentar com um plano, o que é um desrespeito para quem tanto faz pela construção do banco”, critica Getúlio.
Ele lembra que a criação de outro plano se tornou infrutífera, com baixa adesão e com custos muito altos, e que acabaram tornando-se um “tiro no pé” dos próprios associados.
“O melhor caminho é a negociação. Se o BB tem compromisso com os funcionários, o prazo de 10 anos para consolidar informações e números para apresentar uma proposta é mais do que suficiente”, finaliza Getúlio.
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