16/03/2021
Sindicato repudia nota que questiona urgência da vacinação para empregados da Caixa

O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, como entidade representativa, repudia veementemente o conteúdo da coluna de Cláudio Humberto, com o título “Novo Acinte”, datada de 13 de março de 2021, publicada no Diário do Poder e nas redes sociais. A nota diz que a solicitação de incluir os empregados no grupo prioritário para vacinação contra covid-19 se trata de uma “malandragem” para “furar a fila”.
Em sua coluna, o jornalista se dirige aos bancários da Caixa de forma desrespeitosa, além de demonstrar total desconhecimento da realidade.
Os bancários da Caixa, principalmente nos últimos meses, têm prestado um serviço de enorme relevância para todo o Brasil. Com a retomada do pagamento do Auxílio Emergencial e o agravamento da pandemia, o banco deve voltar a registrar aumento no número de atendimentos, o que pode colocar a saúde dos trabalhadores do banco público e de toda a população em risco. Por conta disso, as entidades que representam os empregados do banco público têm cobrado a inclusão destes trabalhadores em grupos prioritários de vacinação.
"Os bancários da Caixa foram para a linha de frente, colocaram a própria vida em risco, expuseram-se a grandes aglomerações e garantiram o pagamento do Auxílio Emergencial para mais de 100 milhões de pessoas que passaram pelo banco em busca do auxílio emergencial e outros benefícios, o que pode garantir um pouco de dignidade para as famílias mais carentes nesta época tão conturbada. A inclusão dos trabalhadores do banco como prioridade para vacinação é uma medida de segurança para toda a população, além de ser a solução mais eficaz para amenizar os efeitos da crise causada pela pandemia da Covid-19. Os trabalhadores, além de estarem expostos ao alto índice de adoecimento e muitos já terem sido contaminados pelo vírus, ainda sofrem com a imposição de metas abusivas e jornadas extenuantes, sem deixar de cumprir por um só dia o papel social da Caixa, de amparar a população em momentos tão críticos como o que estamos vivendo", defende o diretor do Sindicato, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
A Fenae e a Apcef/SP também têm intensamente defendido a vacinação para os empregados Caixa e emitiram notas em repúdio à coluna do jornalista Cláudio Humberto.
Confira abaixo a nota da Federação Nacional do Pessoal da Caixa (FENAE), na íntegra:
Ao Jornal do Commercio de Pernambuco
Prezados,
No dia 13 de março este importante veículo de comunicação publicou uma crítica aos empregados da Caixa Econômica Federal. A nota chama de "malandragem" e “furar fila” o pedido de inclusão destes trabalhadores no grupo prioritário da vacinação contra a Covid-19.
Nós da Federação Nacional do Pessoal da Caixa (FENAE), como entidade em defesa dos empregados do banco e com o devido respeito à liberdade de imprensa que sempre prezamos, consideramos injustos o tom e o teor como os trabalhadores foram julgados, e viemos esclarecer que:
Desde o início da pandemia, os trabalhadores da Caixa estão na linha de frente das atividades consideradas essenciais e atenderam 120 milhões de brasileiros durante o pagamento do auxílio emergencial.
Sabemos que as filas e aglomerações diante das agências da Caixa aconteceram por falta de planejamento do Governo e da direção do banco. No entanto, como de costume, os empregados da Caixa responderam a um chamado da sociedade e cumpriram seu papel social ao realizar o pagamento do benefício para mais da metade da população brasileira.
A inclusão destes trabalhadores como prioridade para imunização não é apenas uma questão de justiça, mas uma medida de segurança para toda a população. As filas e aglomerações em frente às agências da Caixa foram amplamente divulgadas pela imprensa. Com a volta do pagamento do benefício e, mais uma vez, sem planejamento do Governo e da direção do banco, as agências bancárias podem se tornar vetores de contaminação da covid-19. O risco não é só para os trabalhadores, mas para toda a população que precisa dos benefícios sociais para enfrentar a crise causada pela pandemia.
Desde o início da pandemia, os trabalhadores da Caixa – uma empresa pública de 160 anos, vêm trabalhando incansavelmente para atender mais da metade da população brasileira. Estão submetidos a alto índice de adoecimento e muitos já foram contaminados pela Covid-19. Ainda assim, extrapolam a jornada, trabalham aos sábados para cumprir seu papel social de amparar a população em momentos de crise.
Além de pagar os benefícios sociais, nos maiores ou menores municípios, esses empregados da Caixa ainda são responsáveis por serviços que atendem ao setor produtivo, seja com programas de crédito para pequenas e médias empresas, linhas de crédito para o setor imobiliário, suspensão do pagamento de financiamentos habitacionais, renegociação de dívidas, entre outras medidas. São áreas fundamentais que colaboram para o desenvolvimento e criação de emprego e renda no nosso país.
A Fenae, que congrega as 27 Associações de Pessoal da Caixa (Apcefs), conhece a responsabilidade deste jornal em informar, com imparcialidade, à população brasileira. Desvalorizar o trabalho de qualquer categoria, especialmente de profissionais que atuam na linha de frente para combater a maior crise sanitária, econômica e social do país é, no mínimo, é uma medida que lamentamos profundamente.
Estamos certos de que este veículo não corrobora com a opinião proferida na nota. No entanto, externamos nossa inconformidade e pedimos a cooperação deste jornal para reparar esta injustiça a estes trabalhadores que, em conjunto com os profissionais de saúde e de outras categorias, são essenciais para ajudar o país e os brasileiros a enfrentarem a maior crise da nossa história.
Federação Nacional do Pessoal da Caixa (FENAE)
Ao Jornal do Commercio de Pernambuco
Prezados,
No dia 13 de março este importante veículo de comunicação publicou uma crítica aos empregados da Caixa Econômica Federal. A nota chama de "malandragem" e “furar fila” o pedido de inclusão destes trabalhadores no grupo prioritário da vacinação contra a Covid-19.
Nós da Federação Nacional do Pessoal da Caixa (FENAE), como entidade em defesa dos empregados do banco e com o devido respeito à liberdade de imprensa que sempre prezamos, consideramos injustos o tom e o teor como os trabalhadores foram julgados, e viemos esclarecer que:
Desde o início da pandemia, os trabalhadores da Caixa estão na linha de frente das atividades consideradas essenciais e atenderam 120 milhões de brasileiros durante o pagamento do auxílio emergencial.
Sabemos que as filas e aglomerações diante das agências da Caixa aconteceram por falta de planejamento do Governo e da direção do banco. No entanto, como de costume, os empregados da Caixa responderam a um chamado da sociedade e cumpriram seu papel social ao realizar o pagamento do benefício para mais da metade da população brasileira.
A inclusão destes trabalhadores como prioridade para imunização não é apenas uma questão de justiça, mas uma medida de segurança para toda a população. As filas e aglomerações em frente às agências da Caixa foram amplamente divulgadas pela imprensa. Com a volta do pagamento do benefício e, mais uma vez, sem planejamento do Governo e da direção do banco, as agências bancárias podem se tornar vetores de contaminação da covid-19. O risco não é só para os trabalhadores, mas para toda a população que precisa dos benefícios sociais para enfrentar a crise causada pela pandemia.
Desde o início da pandemia, os trabalhadores da Caixa – uma empresa pública de 160 anos, vêm trabalhando incansavelmente para atender mais da metade da população brasileira. Estão submetidos a alto índice de adoecimento e muitos já foram contaminados pela Covid-19. Ainda assim, extrapolam a jornada, trabalham aos sábados para cumprir seu papel social de amparar a população em momentos de crise.
Além de pagar os benefícios sociais, nos maiores ou menores municípios, esses empregados da Caixa ainda são responsáveis por serviços que atendem ao setor produtivo, seja com programas de crédito para pequenas e médias empresas, linhas de crédito para o setor imobiliário, suspensão do pagamento de financiamentos habitacionais, renegociação de dívidas, entre outras medidas. São áreas fundamentais que colaboram para o desenvolvimento e criação de emprego e renda no nosso país.
A Fenae, que congrega as 27 Associações de Pessoal da Caixa (Apcefs), conhece a responsabilidade deste jornal em informar, com imparcialidade, à população brasileira. Desvalorizar o trabalho de qualquer categoria, especialmente de profissionais que atuam na linha de frente para combater a maior crise sanitária, econômica e social do país é, no mínimo, é uma medida que lamentamos profundamente.
Estamos certos de que este veículo não corrobora com a opinião proferida na nota. No entanto, externamos nossa inconformidade e pedimos a cooperação deste jornal para reparar esta injustiça a estes trabalhadores que, em conjunto com os profissionais de saúde e de outras categorias, são essenciais para ajudar o país e os brasileiros a enfrentarem a maior crise da nossa história.
Federação Nacional do Pessoal da Caixa (FENAE)
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