21/01/2021
De privatizável a imprescindível: empregados falam da importância da Caixa para o país

Caixa: De privatizável a imprescindível. Esse foi o slogan que ficou famoso durante a pandemia. O lema só foi possível graças a atuação dos milhares de empregados que atuaram durante meses fazendo o pagamento do auxílio emergencial e outros benefícios emergenciais para mais de 120 milhões de brasileiros. Foram os mais de 84 mil empregados que trabalharam incansavelmente para fazer da Caixa o maior banco público da América Latina, e atuam para o banco que o banco cumpra o seu papel social.
Nesses 160 anos, os empregados tiveram muitas conquistas – greve das 6 horas, PLR Social, Saúde Caixa, são algumas delas –, mas os últimos anos as lutas se intensificaram. A cobrança de metas desumanas está deixando os trabalhadores mais adoecidos. No final de 2020, a notícia de que as metas haviam sido duplicadas deixou os empregados ainda mais sobrecarregados. Outra luta que se tornou ainda mais forte nos últimos anos foi a defesa da Caixa 100% pública. A agenda de privatização do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, está cada dia mais próxima com a abertura de capital da Caixa Seguridade. Além desta, o banco digital, que ainda aguarda a abertura, já está na linha de ataque do governo federal para ser vendido.
Aposentada da Caixa de Alagoas, Sandra Wanderley Amorim Lima é da turma de 1989 e após 31 anos de empresa decidiu aposentar. “Foram 31 anos de trabalho em que descobri como é importante ser parte da mudança da vida das pessoas que buscam nossos serviços. Tenho orgulho de pertencer a uma empresa que me deu a oportunidade de conhecer a verdadeira essência do meu povo e de trabalhar diariamente para ser útil a sociedade brasileira”, lembra com carinho.
Ao ser questionada sobre o futuro da Caixa, Sandra disse que a primeira mudança precisa vir de dentro, da cultura dos empregados. “Cada um deve se perguntar qual legado e que empresa quer que a Caixa seja. Faltam empregados e treinamentos, para que as pessoas consigam evoluir entendendo o porquê e para que fazem suas atividades, porque somos importantes como empresa na vida das pessoas”, afirmou.
Atualmente tesoureiro, Gean Sandes está há 19 anos na Caixa e contou que o banco concretizou seu desejo de ter uma velhice mais tranquila. Já do ponto de vista do coletivo, para ele, a Caixa representa um grande instrumento de viabilização de política pública. “Caixa representa algo que está intrinsicamente ligado aos projetos do Brasil. Eu acredito que 70% dos empregados não têm conhecimento dessa importância da Caixa. Acredito que não entendem que a existência do banco passa pelas políticas sociais”, avaliou.
Sandes ressalta que se a Caixa só é indispensável para o Brasil por causa do seu cunho social. “No momento em que a Caixa não tiver mais o seu cunho social, ela não faz mais indispensável porque ela será mais um Itaú ou Bradesco”, destacou.
Para parte dos empregados, trabalhar na Caixa é ter o sentimento de participar ativamente de políticas públicas que fazem a diferença na vida dos brasileiros, principalmente das famílias mais vulneráveis. Há 31 anos na Caixa, Rodrigo (nome fictício) – que preferiu não se identificar – aprendeu algo importante ao logo dos anos. “Percebi que o fundamental não é somente como somos vistos pelo público que atendemos ou quantos Ministérios nos elogiam pela qualidade técnica e operacional do nosso corpo funcional. É vital para nós, empregados da Caixa, termos ideia de quem somos e da importância que temos para a sociedade”, ponderou.
Com a agenda de privatização em alta, Rodrigo acredita que os empregados precisam se unir. “É chegada a hora de estarmos prontos para a defesa da Caixa. Não somente pelo aspecto dos empregados, mas para deixarmos visível à população a importância de ter a Caixa atuante. O futuro que se aproxima não apresenta contornos que se mostrem favoráveis. Mas o meu íntimo me impulsiona a acreditar que conseguiremos, juntos”, disse.
Empregado há 20 anos da Caixa, Alexsandro Pereira Machado lembrou que tem muito a agradecer à Caixa. Ao prestar o concurso, sua situação econômica não estava boa e foi por meio da Caixa que ele conheceu a esposa. “Foi um sufoco trabalhar em agência, mas eu aprendi muito. Atendendo as pessoas de baixa renda, víamos a importância do banco para muitas pessoas. Foi um momento muito difícil, na época do Fernando Henrique Cardoso. Então comecei a adquirir essa consciência, não apenas de trabalho, mas de direitos trabalhistas, uma questão mais politizada mesmo”.
Para os próximos anos, Machado acredita que a Caixa precisa manter seu papel de banco público. “Seja digital ou físico, o que a Caixa conquistou não tem outro banco que vá fazer. Temos um papel social importante ligado ao Estado. É um banco ligado às políticas estatais, independente dos governos”, afirmou.
Ao ser questionada sobre o futuro da Caixa, Sandra disse que a primeira mudança precisa vir de dentro, da cultura dos empregados. “Cada um deve se perguntar qual legado e que empresa quer que a Caixa seja. Faltam empregados e treinamentos, para que as pessoas consigam evoluir entendendo o porquê e para que fazem suas atividades, porque somos importantes como empresa na vida das pessoas”, afirmou.
Atualmente tesoureiro, Gean Sandes está há 19 anos na Caixa e contou que o banco concretizou seu desejo de ter uma velhice mais tranquila. Já do ponto de vista do coletivo, para ele, a Caixa representa um grande instrumento de viabilização de política pública. “Caixa representa algo que está intrinsicamente ligado aos projetos do Brasil. Eu acredito que 70% dos empregados não têm conhecimento dessa importância da Caixa. Acredito que não entendem que a existência do banco passa pelas políticas sociais”, avaliou.
Sandes ressalta que se a Caixa só é indispensável para o Brasil por causa do seu cunho social. “No momento em que a Caixa não tiver mais o seu cunho social, ela não faz mais indispensável porque ela será mais um Itaú ou Bradesco”, destacou.
Para parte dos empregados, trabalhar na Caixa é ter o sentimento de participar ativamente de políticas públicas que fazem a diferença na vida dos brasileiros, principalmente das famílias mais vulneráveis. Há 31 anos na Caixa, Rodrigo (nome fictício) – que preferiu não se identificar – aprendeu algo importante ao logo dos anos. “Percebi que o fundamental não é somente como somos vistos pelo público que atendemos ou quantos Ministérios nos elogiam pela qualidade técnica e operacional do nosso corpo funcional. É vital para nós, empregados da Caixa, termos ideia de quem somos e da importância que temos para a sociedade”, ponderou.
Com a agenda de privatização em alta, Rodrigo acredita que os empregados precisam se unir. “É chegada a hora de estarmos prontos para a defesa da Caixa. Não somente pelo aspecto dos empregados, mas para deixarmos visível à população a importância de ter a Caixa atuante. O futuro que se aproxima não apresenta contornos que se mostrem favoráveis. Mas o meu íntimo me impulsiona a acreditar que conseguiremos, juntos”, disse.
Empregado há 20 anos da Caixa, Alexsandro Pereira Machado lembrou que tem muito a agradecer à Caixa. Ao prestar o concurso, sua situação econômica não estava boa e foi por meio da Caixa que ele conheceu a esposa. “Foi um sufoco trabalhar em agência, mas eu aprendi muito. Atendendo as pessoas de baixa renda, víamos a importância do banco para muitas pessoas. Foi um momento muito difícil, na época do Fernando Henrique Cardoso. Então comecei a adquirir essa consciência, não apenas de trabalho, mas de direitos trabalhistas, uma questão mais politizada mesmo”.
Para os próximos anos, Machado acredita que a Caixa precisa manter seu papel de banco público. “Seja digital ou físico, o que a Caixa conquistou não tem outro banco que vá fazer. Temos um papel social importante ligado ao Estado. É um banco ligado às políticas estatais, independente dos governos”, afirmou.
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