07/12/2020
Movimento sindical cobra do Mercantil do Brasil fim das demissões e do assédio moral

Em reunião realizada na última sexta-feira, dia 4 de dezembro, entre a Comissão de Organização dos Empregados do Mercantil do Brasil (COE) BMB, sindicatos e federações e a direção do Mercantil do Brasil, os representantes dos trabalhadores cobraram um posicionamento do banco sobre as recentes demissões durante a pandemia. Reivindicaram também esclarecimentos sobre denúncias de assédio moral praticado contra os funcionários e exigiram providências em relação à pressão por metas abusivas para venda casada de produtos.
O Mercantil afirmou que não haverá mais demissões e nem extinção de postos de trabalho durante o processo de transformação de agências em PA’s, e que, se houver eventuais desligamentos, esses serão pontuais e relacionados à substituição de funcionários. Quanto ao assédio moral, o banco afirmou que a gestora da área comercial foi avisada sobre a necessidade de realinhamento de seu comportamento e que a empresa repudia qualquer caso nesse sentido.
Em relação à cobrança de metas e pressão por venda casadas de produtos, o banco disse que firmou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) junto ao MPT e Procon de Belo Horizonte, após denúncias de seus próprios clientes insatisfeitos.
No dia 10 de dezembro, será realizado o Dia Nacional de Lutas contra as demissões, o assédio moral, as longas filas e contra as metas abusivas praticadas pelo banco. Sindicatos de todo o país estarão mobilizados nas agências e demais unidades de trabalho, além de promoverem ações nas redes sociais, exigindo o fim das demissões e mais respeito aos clientes e funcionários.
Para Marco Aurélio Alves, coordenador nacional da COE do Mercantil do Brasil, o anúncio do banco em relação ao fim das demissões no processo de reestruturação não ameniza o sofrimento dos milhares de trabalhadores, pais e mães de família que foram demitidos. “A luta dos sindicatos e da sociedade brasileira é pela manutenção dos empregos, renda e pela dignidade dos trabalhadores”, afirmou
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