22/10/2020
Justiça do Trabalho decide pela reintegração de bancários demitidos durante a pandemia

Trabalhadores se mobilizam contra as demissões durante a pandemia
A Justiça do Trabalho tem concedido liminares favoráveis à reintegração de bancários demitidos durante a pandemia. Um dos principais argumentos reconhecidos por juízes nos processos é o fato de os três maiores bancos privados do país terem assumido compromisso público de não demitir no período da pandemia.
Reportagem de Adriana Aguiar no jornal Valor faz um balanço da situação de processos trabalhistas que têm sido motivados por demissões na pandemia. Segundo a reportagem, neste ano, foram distribuídos 11.087 processos trabalhistas com os termos pandemia e reintegração nas peças iniciais. Os números são da plataforma de jurimetria Data Lawyer Insights. Do total, 417 foram contra o Santander, 283 contra o Bradesco e 177 contra o Itaú Unibanco.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) fez um levantamento que mostra que o Santander demitiu 1.100 trabalhadores desde junho. “Os números podem ser maiores porque nem todas são homologadas por sindicatos, desde a entrada em vigor da reforma trabalhista”, diz a presidente da entidade, Juvandia Moreira. O Itaú Unibanco demitiu 130 funcionários desde setembro e o Bradesco promoveu 566 desligamentos neste mês, informa a Confederação.
Pedidos de reintegração de bancários
O jornal Valor também ouviu a advogada trabalhista Cristina Stamato sobre a reintegração de bancários. Cristina atua para o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Nova Friburgo e o de Niterói e Região. Ela afirma ter ajuizado 32 pedidos de reintegração. Destes, diz ter obtido liminares favoráveis em seis processos e negativa em sete, que vai recorrer.
Cristina explica que os processos têm como principal fundamento o compromisso dos três maiores bancos privados, em reunião com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), de que não haveria demissões. “Apesar de não estar em acordo coletivo, foi assumido não só nos meios de comunicação, como nos informes aos acionistas, o que gera uma obrigação com os funcionários”. Outro argumento apresentado é de que, mesmo na crise, os bancos ainda obtiveram lucro.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Eleições no Economus começam 16 de abril; Sindicato apoia Lucas Lima e Rodrigo Leite
- Aposentados da Contraf-CUT realizam encontro nacional para balanço de 2025 e planejamento das ações para 2026
- Sindicato convoca assembleia para eleger delegados para o 7º Congresso Nacional da Contraf-CUT
- Após divulgação do lucro do Mercantil, COE solicita reunião para esclarecer valores da PLR
- Erro da Caixa altera eleição do CA: votação será retomada na sexta (6) e terá continuidade na segunda-feira (9)
- Lucro contábil da Caixa ultrapassa os R$ 16 bilhões em 2025
- Licença-paternidade de 20 dias é aprovada no Senado e vai à sanção presidencial
- Comando Nacional dos Bancários define eixos temáticos das conferências estaduais e regionais
- Votação da eleição do CA já começou: vote agora em Fabi Uehara (0001)
- 8 de Março: mulheres contra a violência, fim da escala 6x1 e por representação na política
- Rede do Conhecimento: cursos EAD gratuitos de tira-dúvidas sobre temas bancários começam nesta quarta-feira (4)
- Assembleia elege comissão para condução do processo de eleição da nova direção da Apcef/SP
- Caixa: Aniversariantes de março têm até o dia 31 para fazer a prova de vida na Funcef
- Sindicato recebe candidato da Chapa Cassi para os Associados e reforça importância da participação na eleição da entidade
- Igualdade de Oportunidades: bancárias avançam em pacto com bancos pelo fim da violência de gênero