21/09/2020
CEBB cobra informações do Banco do Brasil acerca de reestruturação na Gecex

O Banco do Brasil vai promover uma nova reestruturação que poderá trazer prejuízos aos seus funcionários. Trata-se da migração de parte da Gerência de Comércio de Exterior (Gecex) para a Unidade Operacional (UOP) e a criação de novo escritório comercial que ficará vinculado à Unidade de Comércio Exterior (UCE).
O banco alega que se trata de um processo de melhoria de gestão e busca de eficiência, no qual a UCE ficaria com os processos mais voltados para o negócio e a UOP com a parte do apoio operacional e gerencial (backoffice).
“O problema é que esse novo escritório que absorverá parte dos serviços que atualmente são feitos pelas Gecex de Belo Horizonte e Curitiba, será em São Paulo, onde deverá ficar concentrada a maior parte das vagas”, explicou a representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Minas Gerais (Fetrafi-CUT/MG) na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Luciana Bagno.
“O banco alega que se trata de um processo de melhoria de gestão. Na prática, é mais uma reestruturação que levará ao descomissionamento de funcionários das praças onde serão encerradas as atividades. Funcionários serão prejudicados e estaremos prontos a defendê-los”, afirmou o coordenador da CEBB, João Fukunaga.
Perdas de função
Informações preliminares apontam que serão criadas mais funções em São Paulo e fechadas em Belo Horizonte e Curitiba, gerando excesso de contingente para estas funções nestas duas últimas capitais. Estas informações dão conta de que poderá haver redução de cerca de dez postos em BH e sete em Curitiba.
“Já solicitamos ao banco que nos passe as informações oficiais. Também pedimos que as movimentações que ocorrerem sejam realizadas de forma a não causar prejuízos aos trabalhadores”, disse Luciana, ao informar que o banco alegou que as movimentações ainda estão sendo estudadas de maneira a causar o menor prejuízo possível, mas já informando que podem ocorrer perdas de função e descomissionamentos. As áreas do banco responsáveis pela reestruturação prometeram estar com todas as informações já na semana que vem.
“Vamos fazer o acompanhamento de perto desta reestruturação e, assim que o banco concluir os estudos, vamos nos reunir para debater entre nós e com o banco sobre formas de evitar prejuízo aos funcionários”, disse Fukunaga.
A CEBB já cobrou que as pessoas que perderem a função sejam realocadas na mesma praça e com o mesmo cargo, ou cargos de mesmo nível de remuneração, para evitar perdas de rendimentos.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Em assembleia, bancários do Mercantil aprovam renovação do acordo de PLR
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões
- Santander lucra R$ 9,7 bilhões, mas fecha quase 6 mil postos de trabalho
- INSS alerta para golpes que usam informação falsa sobre biometria
- Consumo de alimentos cresce após proibição das bets no país, diz Abras
- Mercantil antecipa pagamento da 13ª cesta-alimentação para esta sexta (30)
- COE Itaú cobra avanços em teletrabalho, monitoramento digital e condições de trabalho na renovação do Acordo Coletivo
- Caixa pública é patrimônio do Brasil e instrumento estratégico de desenvolvimento
- Itaú anuncia compra de startup de inteligência artificial por R$ 2,925 bilhões
- Bradesco lucra R$ 20,9 bilhões e fecha 3,2 mil postos de trabalho bancário em um ano
- Sindicato convoca bancários do Mercantil para deliberar ACT da PLR. Confira o edital
- NOTA DE PESAR: Rosângela de Farias Silva Lorenzetti
- A esperança venceu com a energia das ruas para construir o futuro
- Nota de Pesar: Sindicato dos Bancários de Catanduva e região lamenta a morte de Maria Heloísa Pereira Marcos
- "Tesouraço" de Flávio eliminaria até 2,2 milhões de empregos e impactaria PIB negativamente em 1,55%, diz Dieese