06/08/2020
Com novo presidente, André Brandão, mercado 'cresce o olho' no Banco do Brasil

(Foto: blueberrykings111/Pixabay)
Antes mesmo da escolha de André Brandão para substituir Rubem Novaes como presidente do Banco do Brasil, o mercado já começou a crescer o olho nos ativos do BB. O anúncio ainda não havia sido feito quando matérias publicadas pela grande mídia já apontavam os principais alvos de instituições privadas e de fundos de investimento internacionais com relação ao Banco do Brasil: BB DTVM e Previ.
“Os bancões e fundos internacionais estão de olho na quase trilhionária carteira de investimentos da BB DTVM – uma subsidiária do bancão que atua na oferta de títulos no mercado – e da Previ, a caixa previdenciária dos funcionários, com R$ 180 bilhões em ativos – dois braços importantes do BB. A Previ não é do BB, mas dirigentes do banco têm forte ingerência no conselho e a pedido de Guedes vão levar a proposta de capitalizar parte das operações”, diz Leandro Mazzini em artigo intitulado “Privatização do BB, abertura da DTVM e de gestões da Previ animam mercado”, publicado no portal Jornal de Brasília.
Já com o nome de Brandão praticamente confirmado para a presidência do BB, as matérias publicadas por veículos especializados no mercado financeiro seguiram a mesma linha.
“Dada a sua trajetória, Brandão é visto como alguém que conhece muito de tesouraria e operações de atacado e banco de investimento. E por isso representa a possibilidade de acelerar o plano de venda de ativos do BB, considerado prioritário pela equipe econômica desde o início deste governo. Nesse sentido, o banco procura um parceiro para a gestora de recursos assim como discute o futuro da operação de banco digital e de cartões”, diz reportagem do Valor Econômico, intitulada “No Banco do Brasil, Brandão pode avançar em venda de ativos e oferta de crédito”.
"Brandão é o verdadeiro 'lorde inglês'. Tem experiência em atacado e pode ajudar na venda de ativos. Também tem postura para lidar com grandes clientes e receber investidores", revelou um banqueiro, na condição de anonimato, ao jornal O Estado de S.Paulo.
Segundo relatório do Itaú BBA, Brandão poderá somar ao BB a sua experiência em negócios e contribuir para a “venda de ativos não essenciais e a preparação do banco para as próximas etapas”.
No mesmo dia do anúncio do nome de André Brandão como provável novo presidente do BB, as ações do banco público subiram 2,29%. Os ativos chegaram a ter alta de 3% durante o dia, mas tiveram a alta amenizada até o fechamento.
“A reação da bolsa ao nome de Brandão, que aponta para o apetite dos investidores na venda dos ativos do BB, e as reportagens da mídia especializada no mercado financeiro revelam que a missão do provável novo presidente do Banco do Brasil é a privatização deste importante banco público. O objetivo é entregar o patrimônio do Banco do Brasil e, para piorar, os recursos dos funcionários, como é o caso da Previ. Se o governo Bolsonaro tiver sucesso nesta empreitada, será um desastre para os trabalhadores do banco e para todo o país. Uma vez na iniciativa privada, o BB não serve mais ao povo brasileiro, e sim somente ao lucro e dividendos de seus acionistas. Temos de nos unir, chamar a sociedade para junto nessa luta, e defender o patrimônio dos brasileiros”, enfatiza o coordenador da CEBB, João Fukunaga.
“Os bancões e fundos internacionais estão de olho na quase trilhionária carteira de investimentos da BB DTVM – uma subsidiária do bancão que atua na oferta de títulos no mercado – e da Previ, a caixa previdenciária dos funcionários, com R$ 180 bilhões em ativos – dois braços importantes do BB. A Previ não é do BB, mas dirigentes do banco têm forte ingerência no conselho e a pedido de Guedes vão levar a proposta de capitalizar parte das operações”, diz Leandro Mazzini em artigo intitulado “Privatização do BB, abertura da DTVM e de gestões da Previ animam mercado”, publicado no portal Jornal de Brasília.
Já com o nome de Brandão praticamente confirmado para a presidência do BB, as matérias publicadas por veículos especializados no mercado financeiro seguiram a mesma linha.
“Dada a sua trajetória, Brandão é visto como alguém que conhece muito de tesouraria e operações de atacado e banco de investimento. E por isso representa a possibilidade de acelerar o plano de venda de ativos do BB, considerado prioritário pela equipe econômica desde o início deste governo. Nesse sentido, o banco procura um parceiro para a gestora de recursos assim como discute o futuro da operação de banco digital e de cartões”, diz reportagem do Valor Econômico, intitulada “No Banco do Brasil, Brandão pode avançar em venda de ativos e oferta de crédito”.
"Brandão é o verdadeiro 'lorde inglês'. Tem experiência em atacado e pode ajudar na venda de ativos. Também tem postura para lidar com grandes clientes e receber investidores", revelou um banqueiro, na condição de anonimato, ao jornal O Estado de S.Paulo.
Segundo relatório do Itaú BBA, Brandão poderá somar ao BB a sua experiência em negócios e contribuir para a “venda de ativos não essenciais e a preparação do banco para as próximas etapas”.
No mesmo dia do anúncio do nome de André Brandão como provável novo presidente do BB, as ações do banco público subiram 2,29%. Os ativos chegaram a ter alta de 3% durante o dia, mas tiveram a alta amenizada até o fechamento.
“A reação da bolsa ao nome de Brandão, que aponta para o apetite dos investidores na venda dos ativos do BB, e as reportagens da mídia especializada no mercado financeiro revelam que a missão do provável novo presidente do Banco do Brasil é a privatização deste importante banco público. O objetivo é entregar o patrimônio do Banco do Brasil e, para piorar, os recursos dos funcionários, como é o caso da Previ. Se o governo Bolsonaro tiver sucesso nesta empreitada, será um desastre para os trabalhadores do banco e para todo o país. Uma vez na iniciativa privada, o BB não serve mais ao povo brasileiro, e sim somente ao lucro e dividendos de seus acionistas. Temos de nos unir, chamar a sociedade para junto nessa luta, e defender o patrimônio dos brasileiros”, enfatiza o coordenador da CEBB, João Fukunaga.
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