29/04/2020
Caixa Econômica Federal anuncia saques do Auxílio Emergencial via Sisag

Uma determinação da direção da Caixa, informada na tarde de terça-feira (28), no meio do expediente, deixou os empregados estarrecidos e atordoados.
Por conta dos constantes problemas com o aplicativo Caixa Tem para gerar o código para saque do Auxílio Emergencial, muitas pessoas têm procurado as agências para conseguir ajuda. Nestes casos, quando é possível, o código tem sido gerado com o auxílio dos empregados, o que possibilitaria o saque logo em seguida.
No entanto, na manhã de terça-feira, o “token” gerado com o auxílio dos empregados não era reconhecido imediatamente pelos terminais de autoatendimento no momento do saque. Solução da direção da Caixa? Em vez de resolver os problemas do aplicativo e de sincronização dos sistemas, criou rotina para saque nos guichês de caixa, sem qualquer preparação das unidades ou orientação prévia.
Mais uma vez, a determinação da direção do banco para enfrentar um problema encontrado, ao invés de solucioná-lo, gera problemas adicionais.
A solução para reduzir a multidão que aguarda atendimento nas filas é levar a aglomeração para dentro das agências – contrariando as recomendações dos órgãos de saúde e colocando a saúde de clientes e empregados em risco, além de aumentar absurdamente a jornada de trabalho e o estresse dentro das unidades?
Tanto o governo como a direção do banco precisam, com urgência, planejar melhor suas ações. Resolver problemas com medidas imediatistas, sem qualquer planejamento ou análise dos riscos, não irá atender a população e causará risco à saúde pública em função das aglomerações geradas.
Desde o início, diversas entidades representativas apontavam que, pela abrangência e urgência do pagamento, a melhor forma de viabilizar o pagamento seria não concentrá-lo em uma única instituição. O desafio de realizar um processo de bancarização deste porte, e em poucos dias, pedia uma atuação integrada entre as instituições financeiras, sob a coordenação daquela que possui a maior expertise, que é a Caixa. Esta poderia ser a exigência do governo pelas generosas medidas concedidas aos bancos durante a pandemia.
O próprio presidente da Caixa, em entrevista aos grandes meios de comunicação, admitiu que o aplicativo tem apresentado problemas e o governo não havia dimensionado corretamente a quantidade de pessoas que procurariam o Auxílio Emergencial.
O presidente sabe, portanto, que a solução para o problema não é trocar o local da fila. Para a proteção de todos, a geração de “token” com o auxílio dos empregados (e não de maneira autônoma pelo cliente), e (caso haja) o saque via SISAG não podem de maneira nenhuma ser regra para o pagamento. Instituição nenhuma tem condição de absorver tal volume de atendimento.
É hora de acertar os ponteiros, não é Governo Federal e Caixa?
Por conta dos constantes problemas com o aplicativo Caixa Tem para gerar o código para saque do Auxílio Emergencial, muitas pessoas têm procurado as agências para conseguir ajuda. Nestes casos, quando é possível, o código tem sido gerado com o auxílio dos empregados, o que possibilitaria o saque logo em seguida.
No entanto, na manhã de terça-feira, o “token” gerado com o auxílio dos empregados não era reconhecido imediatamente pelos terminais de autoatendimento no momento do saque. Solução da direção da Caixa? Em vez de resolver os problemas do aplicativo e de sincronização dos sistemas, criou rotina para saque nos guichês de caixa, sem qualquer preparação das unidades ou orientação prévia.
Mais uma vez, a determinação da direção do banco para enfrentar um problema encontrado, ao invés de solucioná-lo, gera problemas adicionais.
A solução para reduzir a multidão que aguarda atendimento nas filas é levar a aglomeração para dentro das agências – contrariando as recomendações dos órgãos de saúde e colocando a saúde de clientes e empregados em risco, além de aumentar absurdamente a jornada de trabalho e o estresse dentro das unidades?
Tanto o governo como a direção do banco precisam, com urgência, planejar melhor suas ações. Resolver problemas com medidas imediatistas, sem qualquer planejamento ou análise dos riscos, não irá atender a população e causará risco à saúde pública em função das aglomerações geradas.
Desde o início, diversas entidades representativas apontavam que, pela abrangência e urgência do pagamento, a melhor forma de viabilizar o pagamento seria não concentrá-lo em uma única instituição. O desafio de realizar um processo de bancarização deste porte, e em poucos dias, pedia uma atuação integrada entre as instituições financeiras, sob a coordenação daquela que possui a maior expertise, que é a Caixa. Esta poderia ser a exigência do governo pelas generosas medidas concedidas aos bancos durante a pandemia.
O próprio presidente da Caixa, em entrevista aos grandes meios de comunicação, admitiu que o aplicativo tem apresentado problemas e o governo não havia dimensionado corretamente a quantidade de pessoas que procurariam o Auxílio Emergencial.
O presidente sabe, portanto, que a solução para o problema não é trocar o local da fila. Para a proteção de todos, a geração de “token” com o auxílio dos empregados (e não de maneira autônoma pelo cliente), e (caso haja) o saque via SISAG não podem de maneira nenhuma ser regra para o pagamento. Instituição nenhuma tem condição de absorver tal volume de atendimento.
É hora de acertar os ponteiros, não é Governo Federal e Caixa?
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