17/04/2020
Categoria bancária na luta contra a Covid-19

Os sindicatos dxs bancárixs de todo o país agiram rápido nos cuidados com a saúde da categoria. No dia 11 de março, a Organização Mundial da Saúde decretou status de pandemia da Covid-19. No dia seguinte, foram feitas as primeiras reivindicações aos bancos. De lá pra cá, um mês se passou e muitas medidas foram adotadas graças aos pedidos e acompanhamento da representação dxs trabalhadorxs.
A prioridade, no momento, é acabar com as aglomerações nas agências e em seus entornos, além de tentar evitar que xs bancárixs sejam prejudicadxs pelas medidas autorizadas pelo governo e adotadas pelos bancos. #FechaComAGente?
"Vivemos um momento de pandemia, que nos obriga a tomar atitudes urgentes para proteger a saúde de todos. Sabemos da responsabilidade que temos e, por isso, temos nos empenhado fortemente em resguardar os bancários, avançar na luta e definir uma estratégia de atuação do movimento sindical. A categoria bancária é a única que está realizando, nacionalmente, mobilização com um diálogo direto com bancos públicos e privados. É fundamental que os bancários nos informem a real situação nas agências e locais de trabalho, para que possamos reivindicar junto ao Comitê de crise, com os bancos, encaminhar e cobrar soluções. O Sindicato está ao lado do trabalhador e juntos vamos vencer mais essa batalha", ressalta o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim.
Histórico das negociações
- No dia 12/3, um dia depois que a OMS decretou status de pandemia da Covid-19, o Comando Nacional dos Bancários mandou um ofício para a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) com as primeiras reivindicações e o pedido de reunião de negociação.
- No dia 16/3, quando ocorreu a primeira reunião de negociação, foi criado o comitê de crise, formado pelo Comando e pela Fenaban.
- No dia 18/3, o Comando enviou um ofício ao Banco Central solicitando a redução do horário de atendimento dos bancos. No dia 19, o BC publicou uma resolução atendendo ao pedido.
- No dia 20/3, o Comando enviou ofício ao BB e à Caixa solicitando medidas contra as aglomerações.
- No dia 23/3, ocorreu a segunda reunião entre o Comando e a Fenaban, onde foram apresentadas outras 17 reivindicações, entre elas, o pedido de não haver demissão durante a pandemia.
- No dia 24/3, os bancos Itaú e Santander informaram ao Comando Nacional dxs Bancárixs que acataram a reivindicação e que não demitirão trabalhadorxs enquanto a pandemia gerada pelo novo coronavírus (Covid-19) não for dissipada.
- No dia 30/3, mesmo após a publicação da MP 927 e de outras medidas e declarações do presidente Bolsonaro incentivando a retomada das atividades, os bancos se comprometeram a manter trabalhadorxs em casa.
- No dia 8/4, o Bradesco também assumiu o compromisso de não demitir funcionárixs enquanto perdurar a pandemia. Com isso, os três maiores bancos privados do país não demitirão, durante a pandemia.
- No dia 13/4, em reunião com o Comando Nacional dxs Bancárixs, os bancos informaram que vão atender reivindicação para oferecer máscaras com frente de acetato e instalar barreiras de acrílico nos locais de atendimento das agências.
Sempre na luta!
Neste período de pandemia, ficou bem evidente a atuação do movimento sindical em defesa dxs bancárixs. Mas, você sabia que a PLR também é fruto da ação dos sindicatos? Os vales refeição e alimentação, o convênio médico e tudo aquilo que os bancos dizem ser “benefícios” são, na verdade, conquistas da luta da categoria.
Se liga na campanha #FechaComAGente e veja o que mais os sindicatos e a mobilização da categoria conquistaram.
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