17/02/2020
Desemprego cai em 16 estados em 2019, mas em 20 deles bate recorde de informalidade

A taxa média de desemprego caiu em 16 estados do país, em 2019, acompanhando a média nacional (12,3% em 2018 e 11,9% no ano passado), mas a informalidade bateu recorde em 20 estados. Em 11 estados, mais de 50% dos trabalhadores e trabalhadoras estão sobrevivendo de bicos.
Os dados, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na sexta-feira (14), revelam que as maiores taxas de desemprego foram registradas no Amapá (17,4%) e na Bahia (17,2%), enquanto as menores foram registradas em Santa Catarina (6,1%) e nos estados de Rondônia, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, com 8% na média anual.
O país da informalidade
A pesquisa mostra ainda as consequências da reforma Trabalhista do ilegítimo Michel Temer, aprovada para flexibilizar o mercado de trabalho, que transformou carteira assinada e direitos em miragem, e da falta de uma política econômica sustentável, com investimentos que gerem emprego decente, do seu sucessor, Jair Bolsonaro, para os trabalhadores,
"Para reverter o caos social que o país enfrenta é fundamental priorizar investimentos públicos e gerar emprego com condições dignas e garantias para o trabalhor", avalia o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim. O tão esperado aumento no número de trabalhadores com carteira assinada, promessa da reforma trabalhista, não aconteceu. O emprego aumenta quando a atividade econômica vai bem, não o contrário".
A taxa de informalidade em todo o país foi de 41,1% e foi a maior desde 2016, ano do golpe de estado que destituiu a presidenta Dilma Rousseff, confirmando o que a CUT dizia na época: o golpe é contra a classe trabalhadora.
Em 18 estados a taxa média de informalidade foi maior ainda e variou de 41,2% dos trabalhadores de Goiás até 62,4% dos trabalhadores do Pará e 60,5% do Maranhão. Em 11 desses 18 estados, a taxa de informalidade ultrapassou 50% e apenas Distrito Federal (29,6%) e Santa Catarina (27,3%) tiveram taxas de informalidade abaixo de 30%.
Entenda quem são os informais, segundo metodologia do IBGE
Informais são todos os trabalhadores e trabalhadoras sem carteira assinada, inclusive os domésticos; os que se declaram empregadores, mas não têm CNPJ (não tem empresa registrada em seu nome), trabalhador por conta própria que não tem CNPJ; e trabalhador familiar auxiliar, pessoas que ajudam nos negócios de parentes.
“Em praticamente todo o país, quem tem sustentado o crescimento da ocupação é a informalidade”, diz a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.
No Brasil, 2,9 milhões de pessoas procuram trabalho há 2 anos ou mais
De acordo com a PNAD Contínua, do IBGE, 44,8% dos desempregados brasileiros estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho.
25,0% estavam desempregados há dois anos ou mais, 14,2%, de um ano a menos de dois anos e 16,0%, há menos de um mês.
> Confira na página do IBGE mais informações sobre a pesquisa.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Caixa: Promoção por Mérito é conquista e precisa ser paga em janeiro
- Lucro de bancos no Brasil supera os ganhos do setor em 15 países latino-americanos somados
- Edital convoca empregados da Caixa para assembleia extraordinária virtual no dia 4 de agosto
- Lucro do Santander despenca em meio a demissões, terceirizações e fechamento de agências
- Trabalhadores voltam à mesa de negociação com os bancos nesta quinta-feira (30) para discutir cláusulas econômicas
- Campanha Nacional: movimento sindical cobra aumento real, diante do alto nível de lucratividade dos bancos
- Mesa única de negociação: o escudo que salvou bancários do arrocho e agora volta a ser alvo dos bancos
- Representação dos empregados pede reunião com presidente da Caixa após notícias sobre atletas patrocinados
- COE cobra avanços em saúde e condições de trabalho na terceira negociação específica com o Santander
- COE entrega pauta específica ao Bradesco e reforça defesa do emprego e dos direitos dos bancários
- Terceira rodada de negociação com o Santander terá saúde como tema central nesta terça-feira (28)
- Dia Nacional de Luta: Sindicato intensifica mobilização em Catanduva para fortalecer campanha e defender direitos da categoria
- Quem faz a Caixa merece cuidado: em Dia Nacional de Luta, bancários de Catanduva cobram responsabilidade do banco com o Saúde Caixa
- Em Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho, Sindicato faz alerta sobre o adoecimento da categoria bancária
- Clube dos Bancários conclui serviços de manutenção e reabre a partir desta terça-feira (28)