23/01/2020
Fim do convênio com o INSS empurra participantes para fila de quase dois milhões

Segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o número de processos represados subiu para quase dois milhões neste início de ano, com um aumento do tempo médio de espera para a concessão do benefício. Hoje, milhões de segurados esperam há mais de 45 dias para dar entrada na sua aposentadoria e em outros benefícios, como pensão e salários-maternidade.
Os trabalhadores estão enfrentando, em média, cinco horas de espera para ser atendido nas agências em todo o Brasil e como se não bastasse, em breve os participantes da Funcef também serão empurrados para essa fila.
Se a Funcef não conseguir a prorrogação do convênio, o novo fluxo, que a partir de março se dará entre o participante e o INSS, vai gerar ainda mais sobrecarga nas agências. Prova de vida, pedido de afastamento e aposentadoria, requerimento de isenção de imposto de renda, pedido de pensão por morte são alguns dos itens mais citados quando a preocupação se dá com a burocracia e morosidade do órgão.
“O convênio é bom para todas as partes. O INSS terceiriza o trabalho para os fundos, o participante recebe o benefício junto com o da Funcef e a fundação tem ganhos atuariais com a troca de informações com a autarquia. Esse rompimento é um contrassenso”, pontua a Diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus.
Entenda o fim do convênio:
A Funcef comunicou no início do mês de dezembro de 2019, o cancelamento do convênio CAIXA/INSS/FUNCEF. Com a mudança, os benefícios concedidos a partir de 1º de janeiro serão pagos diretamente pelo banco e para os já aposentados a mudança acontecerá no mês de março trazendo muitos prejuízos para os participantes.
Previ e Petros, que desde a notificação do INSS buscaram saídas para reverter a situação, já conseguiram prorrogação. Já a Funcef, que só tomou qualquer atitude quarenta dias após o anúncio, aguarda uma notícia positiva. Até lá os participantes seguem apreensivos e impotentes.
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