04/12/2019
Contraf-CUT e Sindicato cobram respeito aos empregados e fim de reestruturação na Caixa

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) entrou em contato com a Caixa Econômica Federal, na terça-feira (3), reivindicando uma reunião para esclarecer e debater sobre informações de uma possível reestruturação do banco, com poder para afetar as condições de trabalho dos empregados do banco.
“O compromisso acordado é de haver reuniões a cada dois meses e a última foi realizada em outubro. Além disso, consta em nosso acordo coletivo que, em caso de reorganização da rede, é preciso haver reunião com a representação dos empregados”, disse o coordenador das Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Dionísio Reis.
“No entanto, sem nem ao menos informar os representantes dos empregados, houve uma reunião da Vidan (Vice-presidência de Distribuição, Atendimento e Negócios) para debater a restruturação da rede de varejo, com realocação das carteiras de clientes, a criação de um novo cargo de gerente e a extinção do de tesoureiro”, criticou, explicando que quem ocupa o cargo que será extinto terá que concorrer às vagas de gerente que forem criadas. Caso não consigam uma vaga, não terá mais o cargo e, assim, perderá a comissão.
Em contato por telefone, a direção do banco não confirmou as mudanças, alegando que se tratava apenas de um teste para ver a opinião dos empregados e que nenhuma alteração foi votada ainda. O banco também se negou a cumprir a agenda de reuniões bimestrais, pedindo que a reunião fosse marcada apenas para o dia 15/01.
“A direção do banco optou em desmontar em junho de 2016 a carreira de caixa, criando o caixa minuto e na prática tem parado de efetivar tesoureiros. Isso além de prejudicar os empregados prejudicou a população que sofre com os efeitos decorrentes da sobrecarga de trabalho e da consequente perda de qualidade do atendimento. A população precisa, por vezes, ter que utilizar os serviços dos correspondentes bancários”, ressaltou Dionísio.
Mobilização
Para a secretária de Cultura e representante da Contraf-CUT na mesa de negociações com o banco, Fabiana Proscholdt, é importante que os sindicatos e federações mobilizem os empregados. “O que parece é que está tudo pronto para ser implementado. Isso gera sobrecarga e tensão nos funcionários, que ficam sujeitos a erros.
Atento à questão, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região orienta os trabalhadores a utilizarem os canais internos do banco para cobrar a direção da Caixa, participem das atividades promovidas pelas entidades sindicais e mantenham os dirigentes informados sobre suas opiniões pessoais. "Precisamos ampliar nossa resistência para, juntos, impedirmos qualquer tipo de perda de direitos", destaca o diretor do Sindicato, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
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