04/10/2019
Bancários de todo o país farão ato nacional em defesa dos bancos públicos nesta sexta (4)

(Arte: Contraf-CUT)
Os bancários farão nesta sexta-feira (4) um ato nacional em defesa dos bancos públicos. As atividades ocorrerão nos principais centros urbanos do país, reforçando como a existência das empresas públicas beneficia a sociedade.
O protesto também irá alertar sobre os ataques que a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, BNDES e outros bancos públicos estão enfrentando desde o governo Temer e que se mantiveram na gestão Bolsonaro.
> Confira aqui o informativo "Brasil em defesa dos bancos públicos"
“Além do diálogo com a população sobre a importância dos bancos públicos, faremos reuniões com os trabalhadores para alertar sobre o desmonte da empresa e da Cassi, cuja situação deficitária está em meio a um impasse já que o banco se recusa a abrir negociação para solucionar o déficit da caixa de assistência, situação que levou a ANS a declarar intervenção”, diz João Fukunaga, coordenador da Comissão de Empresa dos funcionários do BB.
Foi dito, inicialmente, que os bancos públicos não seriam privatizados, no entanto, o que se vê é um verdadeiro desmonte do patrimônio público e do direito dos trabalhadores dessas instituições. As atividades farão diálogo com a população e com os bancários para que fique cada vez mais clara a importância dessas instituições para o povo e o risco que se corre caso esses bancos sejam encolhidos, precarizados ou privatizados.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim, alerta para a precarização promovida pelo governo dos serviços ofertados pelos bancos federais por meio de reestruturações, fechamento de agências e demissões com o intuito de privatizá-los.
“Na medida em que o serviço é precarizado, se justifica para a população a privatização dessas instituições. Sabemos o quanto representam como fomentadoras do desenvolvimento ao país. Defender a Caixa e o Banco do Brasil é defender o interesse de todos os brasileiros”, ressalta.
A redução do número de bancários é um sintoma do encolhimento dos bancos públicos. Em junho de 2016 o BB tinha 109.615 bancários. Em junho de 2019 passou a contar com 96.168, redução de 12,3%. A Caixa tinha 95.687 empregados em junho de 2016. Três anos depois, contava com 84.378 bancários, redução de 11,8%.
O fechamento de centenas de agência é outra sinalização da redução dessas empresas. Em junho de 2013 o Banco do Brasil tinha 5428 agências. De lá para cá fechou 715 unidades, redução de 13% em três anos e, em junho de 2019 contava com 4.713 unidades. No mesmo período a Caixa fechou 33 agências (de 3.407 para 3.374), redução de 1% no total.
Ainda assim os bancos públicos possuem mais de 9 mil agências, 46% do total. Muitos municípios pouco povoados só contam com agências dos bancos públicos, já que as instituições privadas não têm interesse em atuar em locais que não oferecem retorno financeiro e lucro.
Também são responsáveis pela concessão de 80% do crédito imobiliário – R$ 597 bilhões de financiamentos imobiliários em 2018; e 72% do crédito imobiliário – R$ 180 bilhões em financiamentos.

Além da concessão de crédito, os bancos públicos são responsáveis pela administração de programas sociais. Somente em 2017 o Bolsa Família, também administrado pela Caixa, pagou R$ 27,8 bilhões a pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Em São Paulo, o Programa Minha Casa Minha Vida, gerido pela Caixa, construiu 193.499 unidades habitacionais. Um investimento da Caixa no total de aproximadamente R$ 11,2 bilhões desde o início do programa.
Em São Paulo, o Programa Minha Casa Minha Vida, gerido pela Caixa, construiu 193.499 unidades habitacionais. Um investimento da Caixa no total de aproximadamente R$ 11,2 bilhões desde o início do programa.

A Caixa também administra as loterias que, apenas em 2017,transferiram R$ 5,2 bilhões do dinheiro dos jogos a programas sociais nas áreas de seguridade social, esporte, cultura, segurança pública, educação e saúde. O governo Bolsonaro tentará entregar as Loterias Instantâneas (Lotex) para o capital privado no dia 22 de outubro.
Até 1990 o FGTS era pulverizado em vários bancos, o que facilitava fraudes e aumentava os riscos de perdas do dinheiro dos trabalhadores com eventuais falências de instituições privadas. A partir de 1991 o fundo passou a ser administrado exclusivamente pela Caixa e já executou R$ 131,1 bilhões em obras de saneamento, habitação e infraestrutura no Estado de São Paulo.
O fundo sofre assédio intenso dos bancos privados, interessados em administrar seus recursos. Caso isso ocorra, o financiamento de obras nessas áreas poderá ser afetado.
Até 1990 o FGTS era pulverizado em vários bancos, o que facilitava fraudes e aumentava os riscos de perdas do dinheiro dos trabalhadores com eventuais falências de instituições privadas. A partir de 1991 o fundo passou a ser administrado exclusivamente pela Caixa e já executou R$ 131,1 bilhões em obras de saneamento, habitação e infraestrutura no Estado de São Paulo.
O fundo sofre assédio intenso dos bancos privados, interessados em administrar seus recursos. Caso isso ocorra, o financiamento de obras nessas áreas poderá ser afetado.
"Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil juntos representam 42,86% das agências bancárias de Catanduva e são responsáveis por mais de 84,31% do crédito total da cidade, o que significa mais venda para o comércio e mais renda para a população. Só a Caixa já disponibilizou R$ 528.954.746,00 em crédito imobiliário, gerando mais empregos, renda e moradia para a população", acrescenta o diretor do Sindicato e bancário da Caixa, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
“É fundamental que toda a sociedade se mobilize no propósito de manter a Caixa e o BB instituições fortes e lucrativas para que continuem sendo o banco da casa própria, do FGTS, da poupança, das loterias, do saneamento básico, da educação, entre outros. Qualquer retrocesso nesse perfil vai beneficiar somente o setor privado, sem qualquer preocupação com o social e a vida dos mais pobres”, conclui.
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