07/08/2019
Cresce endividamento das famílias brasileiras; percentual alcançou o maior nível em 3 anos

Quem mais sofre com o endividamento são as famílias mais pobres ou na faixa de menor renda
(Foto: Roberto Parizotti/CUT)
O endividamente das famílias alcançou o maior nível em três anos, segundo dados do Banco Central. Em maio, a taxa de endividamento em relação à renda acumulada de 12 meses subiu para 44,04%. Foi a sétima alta mensal consecutiva. A reportagem é do Reconta Aí.
De acordo com pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o percentual de famílias endividadas no país cresceu de 64% em junho para 64,1% em julho deste ano.
Ainda segundo a pesquisa, o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes aumentou para 9,6%, em julho, ante 9,5% em junho.
De acordo com pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o percentual de famílias endividadas no país cresceu de 64% em junho para 64,1% em julho deste ano.
Ainda segundo a pesquisa, o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes aumentou para 9,6%, em julho, ante 9,5% em junho.

Para o economista Sergio Mendonça, a dificuldade em redução do endividamento das famílias está associada à situação geral da economia brasileira. “Estamos 8% mais pobres, na média, em termos de Renda per Capita, em relação ao PIB do ano de 2014. Nesse quadro, os indicadores do mercado de trabalho são bem ruins com alto desemprego e elevada subutilização da força de trabalho. Isso afeta a estratégia de sobrevivência das famílias e a renda familiar”.
Famílias mais pobres sofrem mais
Como era de se esperar, quem mais sofre com o endividamento são as famílias mais pobres. Na faixa de menor renda, o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso é de 27,1% (dados de julho de 2019). Já no grupo com renda superior a dez salários mínimos, o percentual de inadimplentes alcançou apenas 10,6% em julho de 2019 .
Famílias mais pobres sofrem mais
Como era de se esperar, quem mais sofre com o endividamento são as famílias mais pobres. Na faixa de menor renda, o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso é de 27,1% (dados de julho de 2019). Já no grupo com renda superior a dez salários mínimos, o percentual de inadimplentes alcançou apenas 10,6% em julho de 2019 .

Cartão de crédito é maior fator de endividamento
O cartão de crédito foi apontado em primeiro lugar como um dos principais tipos de dívida por 78,4% das famílias endividadas. A pesquisa constata que houve piora na percepção das famílias em relação às suas dívidas, já que o percentual que relatou estar muito endividado aumentou e as famílias se declaram menos otimistas em relação à possibilidade de pagarem suas dívidas.
Mendonça diz que as pessoas tinham uma esperança de melhora na economia com a eleição de um novo governo, mas isso não aconteceu. “Em qualquer mudança de governo, o povo tende a crer que a situação melhorará. Mesmo aqueles que não votaram no candidato vitorioso. Há uma subida de 4 pontos percentuais no endividamento das famílias entre janeiro e julho de 2019, especialmente para as famílias com renda até 10 salários mínimos. Isso é relevante e pode estar ligado às expectativas mais favoráveis sobre a economia e o mercado de trabalho, que não se concretizaram”, explica.
O cartão de crédito foi apontado em primeiro lugar como um dos principais tipos de dívida por 78,4% das famílias endividadas. A pesquisa constata que houve piora na percepção das famílias em relação às suas dívidas, já que o percentual que relatou estar muito endividado aumentou e as famílias se declaram menos otimistas em relação à possibilidade de pagarem suas dívidas.
Mendonça diz que as pessoas tinham uma esperança de melhora na economia com a eleição de um novo governo, mas isso não aconteceu. “Em qualquer mudança de governo, o povo tende a crer que a situação melhorará. Mesmo aqueles que não votaram no candidato vitorioso. Há uma subida de 4 pontos percentuais no endividamento das famílias entre janeiro e julho de 2019, especialmente para as famílias com renda até 10 salários mínimos. Isso é relevante e pode estar ligado às expectativas mais favoráveis sobre a economia e o mercado de trabalho, que não se concretizaram”, explica.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- CEE rejeita proposta da Caixa para Promoção por Mérito
- Desemprego no 2º trimestre é 5,4%, o menor já registrado no período
- CEBB cobra valorização da carreira, melhorias nas funções e melhores condições de trabalho em negociação com o Banco do Brasil
- Em resposta ao movimento sindical, Caixa esclarece patrocínio ao atletismo
- Edital convoca empregados da Caixa para assembleia extraordinária virtual no dia 4 de agosto
- Lucro do Santander despenca em meio a demissões, terceirizações e fechamento de agências
- Trabalhadores voltam à mesa de negociação com os bancos nesta quinta-feira (30) para discutir cláusulas econômicas
- Campanha Nacional: movimento sindical cobra aumento real, diante do alto nível de lucratividade dos bancos
- Caixa: Promoção por Mérito é conquista e precisa ser paga em janeiro
- BB negocia remuneração, plano de carreira e valorização dos funcionários nesta sexta-feira (31)
- Lucro de bancos no Brasil supera os ganhos do setor em 15 países latino-americanos somados
- CEE/Caixa debate remuneração e carreira com o banco nesta sexta-feira (31)
- Representação dos empregados pede reunião com presidente da Caixa após notícias sobre atletas patrocinados
- Mesa única de negociação: o escudo que salvou bancários do arrocho e agora volta a ser alvo dos bancos
- Terceira rodada de negociação com o Santander terá saúde como tema central nesta terça-feira (28)