06/08/2019
Lucros de R$ 24,6 bilhões acentuam potencial estratégico de empresas públicas brasileiras

Bancos públicos, Eletrobras e Petrobras representam mais de 90% dos ativos totais e do patrimônio líquido das estatais federais, aponta boletim
As empresas públicas federais registraram lucro de R$ 24,6 bilhões no primeiro trimestre, resultado 57,5% maior do que o apurado em igual período do ano passado. Para o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, os números mostram a importância de manter as empresas sob controle da União.
“As empresas estatais têm uma capacidade grande de conduzir uma estratégia para a economia que gera resultados. E esse lucro cria a possibilidade de reinvestir na infraestrutura social ou ampliar a capacidade produtiva destas empresas”, explica Clemente à Rádio Brasil Atual.
Os números divulgados no 10º Boletim das Empresas Estatais Federais, no dia 1º, em Brasília, apontam que Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Eletrobrás e Petrobras representam mais de 90% dos ativos totais e do patrimônio líquido das estatais federais.
O diretor técnico do Dieese lembra que o número de estatais caiu de 134 para 133, em março, com a venda da Transportadora Associada de Gás (TAG). Ele critica o projeto privatista do governo, pois despreza o potencial das empresas públicas e transfere para o mercado privado o controle de setores estratégicos para a economia e a soberania.
“Neste segundo semestre, o governo quer privatizar mais empresas estatais ou desmembrá-las. A privatização tira um ativo do Estado capaz de conduzir a atividade econômica e cobrir problemas no orçamento. Então, vendê-las é abrir mão de lucros de bilhões. É um péssimo negócio, lembrando que a privatização resulta em aumento no preço das tarifas, como exemplo o setor de energia”, afirma.
"Apenas a Caixa obteve, em 2018, um lucro de mais de R$ 12 milhões, o que configura aumento de aproximadamente 40% em relação ao ano anterior. As loterias investem um alto percentual do que elas arrecadam na educação, saúde, segurança pública, esporte e cultura. O Banco do Brasil arrecadou R$ 12,8 bilhões em 2018 e 70% do investimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) é no BB e Caixa. Se não tem investimento na agricultura familiar e no campo, a cidade acaba tendo prejuízo. Se você tem bancos públicos com o compromisso do desenvolvimento, bastaria ter responsabilidade do governo", acrescenta o secretário geral do Sindicato Júlio César Trigo.
Ouça o comentário na íntegra:
“As empresas estatais têm uma capacidade grande de conduzir uma estratégia para a economia que gera resultados. E esse lucro cria a possibilidade de reinvestir na infraestrutura social ou ampliar a capacidade produtiva destas empresas”, explica Clemente à Rádio Brasil Atual.
Os números divulgados no 10º Boletim das Empresas Estatais Federais, no dia 1º, em Brasília, apontam que Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Eletrobrás e Petrobras representam mais de 90% dos ativos totais e do patrimônio líquido das estatais federais.
O diretor técnico do Dieese lembra que o número de estatais caiu de 134 para 133, em março, com a venda da Transportadora Associada de Gás (TAG). Ele critica o projeto privatista do governo, pois despreza o potencial das empresas públicas e transfere para o mercado privado o controle de setores estratégicos para a economia e a soberania.
“Neste segundo semestre, o governo quer privatizar mais empresas estatais ou desmembrá-las. A privatização tira um ativo do Estado capaz de conduzir a atividade econômica e cobrir problemas no orçamento. Então, vendê-las é abrir mão de lucros de bilhões. É um péssimo negócio, lembrando que a privatização resulta em aumento no preço das tarifas, como exemplo o setor de energia”, afirma.
"Apenas a Caixa obteve, em 2018, um lucro de mais de R$ 12 milhões, o que configura aumento de aproximadamente 40% em relação ao ano anterior. As loterias investem um alto percentual do que elas arrecadam na educação, saúde, segurança pública, esporte e cultura. O Banco do Brasil arrecadou R$ 12,8 bilhões em 2018 e 70% do investimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) é no BB e Caixa. Se não tem investimento na agricultura familiar e no campo, a cidade acaba tendo prejuízo. Se você tem bancos públicos com o compromisso do desenvolvimento, bastaria ter responsabilidade do governo", acrescenta o secretário geral do Sindicato Júlio César Trigo.
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