14/06/2019
Bancários de Catanduva vão às ruas em defesa da Previdência, da educação e por mais empregos

Manifestação reuniu trabalhadores de diversas categorias contra a reforma da Previdência, o corte de verbas na educação e por mais empregos
(Foto: Seeb Catanduva)
Desde as primeiras horas desta sexta-feira (14), Dia Nacional de Greve Geral, trabalhadores de diversas cidades do país estão realizando atos e manifestações para denunciar os prejuízos que a Proposta de Reforma da Previdência do governo Bolsonaro trará caso seja aprovada.
Em Catanduva, a categoria bancária também foi às ruas para mostrar que não vai permitir os ataques aos direitos dos trabalhadores e que vai lutar para garantir o direito de todos a uma aposentadoria digna.
As atividades no município tiveram início às 13 horas e foram organizadas pelo Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região em parceria com a Apeoesp, Instituto Federal, demais sindicatos, centrais e movimentos populares.

Portando faixas e entoando palavras de ordem, diretores do Sindicato, junto das demais categorias, concentraram-se defronte à Praça da Matriz, região central, para alertar e mobilizar os trabalhadores contra a PEC 6/2019 e reforçar a luta em defesa da educação e por mais empregos.

Roberto Carlos Vicentim, presidente do Sindicato dos Bancários e coordenador da subsede da CUT-SJRP, explicou que o sistema financeiro é um dos principais interessados nas reformas que podem causar enormes prejuízos aos trabalhadores, que são a peça fundamental para o funcionamento da economia. Por isso, a adesão de todos às manifestações e atos desta sexta-feira é extremamente importante para impedir retrocessos e ameaças às conquistas.
“Nós, trabalhadores bancários e demais categorias, temos de ampliar a pressão sobre os parlamentares para barrar os projetos de retirada de direitos apresentados pelo governo Bolsonaro, com patrocínio de banqueiros e empresários que estão de olho no aumento dos lucros em troca do desmonte da Previdência Social e da precarização dos empregos, alertou o dirigente sindical.
Todos os trabalhadores, do campo e da cidade, além dos servidores, serão atingidos pela reforma da Previdência e terão de trabalhar muito mais para ganhar bem menos de aposentadoria no final da vida. Muitos, especialmente as mulheres e os mais pobres, mesmo trabalhando e contribuindo por mais tempo, não vão conseguir se aposentar.
A PEC 6/2019 impõe a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres se aposentarem. Também aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 anos para 20 anos e muda o cálculo do valor do benefício para reduzir o valor pago pelo INSS. As mudanças também podem rebaixar drasticamente os valores, inclusive de quem já é aposentado.
"Nossa luta não é só pelo direito de milhões de brasileiros a uma aposentadoria. O fim da Previdência Social coloca em risco também o salário-maternidade, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, auxílio acidente, pensão por morte... Não precisamos de uma reforma que retire direitos. O país precisa que o governo cobre os devedores do INSS e pare de entregar dinheiro aos banqueiros. Somente nossa união e organização será capaz de barrar essa reforma na íntegra", enfatizou Vicentim.
Na ocasião, os dirigentes também reforçaram a importância das empresas públicas para o desenvolvimento do país e a ameaça de desmonte colocada em prática pelo governo neoliberal de Bolsonaro, sobretudo de instituições como a Caixa o Banco do Brasil. Empregados da Caixa e do BB já sentem na pele os efeitos perversos desta política, com reestruturações que tem causado a diminuição de milhares de postos de trabalho. Sem reposição, faltam bancários nas agências e cresce a sobrecarga de trabalho, as pressões, o assédio moral e o adoecimento dos trabalhadores.
“Estas medidas impossibilitam o papel social dos bancos públicos e beneficiam apenas os bancos privados, que lucram com o aumento da demanda por planos de aposentadoria privada. É hora de nos levantarmos e mostrarmos nossa resistência contra toda e qualquer retirada de direitos. Juntos somos mais fortes!”, conclamou Vicentim.
Confira também o depoimento do diretor Júlio César Trigo:
Confira imagens do Dia Nacional de Greve Geral contra a Reforma da Previdência, em defesa da educação e por mais empregos:




SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Bancários de Catanduva e região: 63 anos de luta que ecoam no tempo e constroem o futuro
- ContrafCast: Confira entrevista com Meilliane Vilar, advogada da CUT na defesa da lei de igualdade salarial no STF
- Prazo para votar nas eleições do Economus termina dia 7 de maio; participe!
- STF vai julgar transparência salarial e movimento sindical defende validade da lei
- Ao arrepio da lei e da negociação coletiva, Santander quer prejudicar ‘hipersuficientes’
- Em mesa, CEE denuncia desvalorização dos empregados e cobra respostas da Caixa
- ELEIÇÕES SINDICAIS 2026: COMUNICADO
- Banco Central reduz Selic em apenas 0,25 e mantém juros em nível que contribui à perda de renda da população
- Itaú fecha agências, sobrecarrega unidades abertas e bancários vivem suplício
- Agências bancárias estarão fechadas no feriado do Dia Internacional do Trabalhador
- Alô, associado! Venha curtir o feriado de 1º de Maio no Clube dos Bancários
- Cabesp anuncia reajuste nos planos Família, PAP e PAFE, que valem a partir de 1º de maio
- Por que a economia cresce, mas o dinheiro não sobra?
- Bancários e bancárias: Responder à Consulta Nacional é fundamental para definir rumos da Campanha Nacional 2026
- Em reunião com banco, COE Itaú cobra cumprimento do acordo coletivo e debate mudanças organizacionais no GERA