13/06/2019
Enfraquecimento: Caixa repassa R$ 3 bilhões para governo federal pagar bancos privados

Até o final de 2019, a Caixa deve vender ativos para repassar mais R$ 17 bilhões ao governo federal
O governo federal anunciou, na quarta-feira (12), mais uma ação que visa o enfraquecimento da Caixa Econômica Federal, preparando sua privatização. O presidente do banco, Pedro Guimarães, disse que está realizando a devolução de R$ 3 bilhões para a União. O ministro da Economia, Paulo Guedes, participou do anúncio.
Os recursos foram injetados durante os governos Lula e Dilma para turbinar a concessão de crédito em meio à crise internacional, por meio do chamado Instrumento IHCD (Híbrido de Capital e Dívida) sem prazo de pagamento.
“Quem decide a devolução do recurso é quem o recebe. O governo não poderia fazer esta ingerência na Caixa. Portanto, esta ação coordenada entre governo e banco pode ser considerada ilegal”, avalia Fabiana Uehara Proschodlt, secretária de Cultura da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e representante da entidade nas negociações com o banco. O próprio Guimarães confessou que foi uma determinação do governo.
Esses recursos não podem ser contabilizados como receitas primárias, ou seja, para uso no orçamento da União em gastos dos ministérios. Os valores são classificados como financeiros e, deste modo, podem ser utilizados apenas para o abatimento da dívida pública. “Isto significa que o governo pegará o dinheiro dos bancos públicos e portará nos bancos privados, que são os principais detentores da dívida pública. Ou seja, os privados ganharam mais dinheiro com a especulação financeira, enquanto os públicos – que têm o papel de fazer investimentos para o desenvolvimento social do país – terão seus recursos enxugados”, explicou Sérgio Takemoto, secretário de Finanças da Contraf-CUT e empregado da Caixa.
A estratégia da instituição financeira é de devolver outros R$ 17 bilhões até o fim de 2019. Para isso, segundo o governo, a Caixa terá de privatizar suas operações. “Essas ações são o enxugamento do banco, a diminuição do potencial de investimento. O que futuramente afetarão diretamente a sustentabilidade da Caixa. Quem vai perder é o povo brasileiro, que é o verdadeiro dono da Caixa, que perderá sua capacidade de investimento para o desenvolvimento do Brasil”, completou Maria Rita Serrano, coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.
Os recursos foram injetados durante os governos Lula e Dilma para turbinar a concessão de crédito em meio à crise internacional, por meio do chamado Instrumento IHCD (Híbrido de Capital e Dívida) sem prazo de pagamento.
“Quem decide a devolução do recurso é quem o recebe. O governo não poderia fazer esta ingerência na Caixa. Portanto, esta ação coordenada entre governo e banco pode ser considerada ilegal”, avalia Fabiana Uehara Proschodlt, secretária de Cultura da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e representante da entidade nas negociações com o banco. O próprio Guimarães confessou que foi uma determinação do governo.
Esses recursos não podem ser contabilizados como receitas primárias, ou seja, para uso no orçamento da União em gastos dos ministérios. Os valores são classificados como financeiros e, deste modo, podem ser utilizados apenas para o abatimento da dívida pública. “Isto significa que o governo pegará o dinheiro dos bancos públicos e portará nos bancos privados, que são os principais detentores da dívida pública. Ou seja, os privados ganharam mais dinheiro com a especulação financeira, enquanto os públicos – que têm o papel de fazer investimentos para o desenvolvimento social do país – terão seus recursos enxugados”, explicou Sérgio Takemoto, secretário de Finanças da Contraf-CUT e empregado da Caixa.
A estratégia da instituição financeira é de devolver outros R$ 17 bilhões até o fim de 2019. Para isso, segundo o governo, a Caixa terá de privatizar suas operações. “Essas ações são o enxugamento do banco, a diminuição do potencial de investimento. O que futuramente afetarão diretamente a sustentabilidade da Caixa. Quem vai perder é o povo brasileiro, que é o verdadeiro dono da Caixa, que perderá sua capacidade de investimento para o desenvolvimento do Brasil”, completou Maria Rita Serrano, coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- CEE rejeita proposta da Caixa para Promoção por Mérito
- Desemprego no 2º trimestre é 5,4%, o menor já registrado no período
- CEBB cobra valorização da carreira, melhorias nas funções e melhores condições de trabalho em negociação com o Banco do Brasil
- Em resposta ao movimento sindical, Caixa esclarece patrocínio ao atletismo
- Edital convoca empregados da Caixa para assembleia extraordinária virtual no dia 4 de agosto
- Lucro do Santander despenca em meio a demissões, terceirizações e fechamento de agências
- Trabalhadores voltam à mesa de negociação com os bancos nesta quinta-feira (30) para discutir cláusulas econômicas
- Campanha Nacional: movimento sindical cobra aumento real, diante do alto nível de lucratividade dos bancos
- Caixa: Promoção por Mérito é conquista e precisa ser paga em janeiro
- BB negocia remuneração, plano de carreira e valorização dos funcionários nesta sexta-feira (31)
- Lucro de bancos no Brasil supera os ganhos do setor em 15 países latino-americanos somados
- CEE/Caixa debate remuneração e carreira com o banco nesta sexta-feira (31)
- Representação dos empregados pede reunião com presidente da Caixa após notícias sobre atletas patrocinados
- Mesa única de negociação: o escudo que salvou bancários do arrocho e agora volta a ser alvo dos bancos
- Terceira rodada de negociação com o Santander terá saúde como tema central nesta terça-feira (28)