12/06/2019
Trabalho: informalidade faz país perder mais de R$ 380 bilhões em arrecadação fiscal

(Foto: Agência Brasil)
O Brasil deixou de arrecadar, em 2018, cerca de R$ 382 bilhões em tributos devido à economia informal, o equivalente a 5,6% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com levantamento realizado pela economista Vilma da Conceição Pinto, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).
A reportagem é da Rede Brasil Atual.
Os dados mostram que a perda de arrecadação com a informalidade avançou, em relação a 2017, em decorrência da grave recessão e da lenta recuperação da economia, em que crescem apenas postos de trabalho sem proteção legal, ou seja, informais.
Só no início deste ano, o IBGE apontou um recorde de 11,2 milhões de empregados sem carteira assinada, outros 23,3 milhões autônomos e 6,2 milhões de trabalhadores domésticos, sendo que menos de um terço com carteira assinada.
Em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, explica que o aumento no número de postos de trabalho informais tem uma repercussão negativa sobre o governo federal, estadual e municipal, que deixam de arrecadar com a falta de registros das empresas, além de causar impactos também na Previdência Social, que perde em contribuições. Segundo Clemente, com uma política mais voltada ao crescimento econômico e à formalização trabalhista, o governo não teria dificuldade em financiar o regime previdenciário.
“O governo olhando para esse problema, ao invés de retomar o crescimento e recuperar a receita da Previdência, faz um projeto para arrochar direitos dos trabalhadores, cortando benefícios, tirando a proteção previdenciária especialmente daqueles que têm os menores rendimentos”, critica em referência à “reforma” da Previdência que tramita no Congresso e que, de acordo com o diretor técnico, deve agravar ainda mais esse cenário de perdas econômicas no Brasil.
A reportagem é da Rede Brasil Atual.
Os dados mostram que a perda de arrecadação com a informalidade avançou, em relação a 2017, em decorrência da grave recessão e da lenta recuperação da economia, em que crescem apenas postos de trabalho sem proteção legal, ou seja, informais.
Só no início deste ano, o IBGE apontou um recorde de 11,2 milhões de empregados sem carteira assinada, outros 23,3 milhões autônomos e 6,2 milhões de trabalhadores domésticos, sendo que menos de um terço com carteira assinada.
Em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, explica que o aumento no número de postos de trabalho informais tem uma repercussão negativa sobre o governo federal, estadual e municipal, que deixam de arrecadar com a falta de registros das empresas, além de causar impactos também na Previdência Social, que perde em contribuições. Segundo Clemente, com uma política mais voltada ao crescimento econômico e à formalização trabalhista, o governo não teria dificuldade em financiar o regime previdenciário.
“O governo olhando para esse problema, ao invés de retomar o crescimento e recuperar a receita da Previdência, faz um projeto para arrochar direitos dos trabalhadores, cortando benefícios, tirando a proteção previdenciária especialmente daqueles que têm os menores rendimentos”, critica em referência à “reforma” da Previdência que tramita no Congresso e que, de acordo com o diretor técnico, deve agravar ainda mais esse cenário de perdas econômicas no Brasil.
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