04/09/2018
Deficit nos planos da Funcef cresce 11,8% e passa de R$ 7 bilhões

O balancete de junho, concluído porém divulgado de forma muito discreta pela Funcef, indica deficit R$ 775,4 milhões maior em comparação com dezembro de 2017. Somados todos os planos, o deficit acumulado até junho já chega a R$ 7,34 bilhões, 11,8% superior aos R$ 6,57 bilhões registrados até o encerramento do ano passado.
Considerado o consolidado de todos os planos, os ativos investidos tiveram variação negativa de 0,06%, com rentabilidade total de 3,57%, 1,28 ponto porcentual inferior à meta atuarial para o período, que era de 4,85%. Na avaliação dos gestores da Fundação, a turbulência do mercado financeiro registrada em maio e junho é a culpada pelo resultado ruim. A valorização dos investimentos ficou aquém da rentabilidade mínima esperada, mesmo com a revisão da meta atuarial, de 5,5% para 4,5%, implementada em janeiro.
“Além do atraso na divulgação dos balancetes, sempre com meses de defasagem, a Fundação adota a transparência seletiva. Quando o resultado é favorável, a divulgação é ostensiva. Se há deficit, só divulga parte da informação”, critica a diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus.
Contencioso continua crescendo
O contencioso continua pesando nos resultados dos planos de benefícios. O valor aprovisionado na rubrica “perda provável” – que compreende as ações judiciais cuja perda já esperada por parte do departamento jurídico da Funcef – é de R$ 1,4 bilhão até junho de 2018, valor 1,1% superior ao R$ 1,427 bilhões de dezembro de 2017.
Contudo, o chamado “contencioso oculto” continua em patamar assustador. O valor relativo às ações de “perda possível” – que inclui as ações com probabilidade de perda avaliada em 50% – alcançou R$ 17,1 bilhões em junho de 2018. Como esse tipo de passivo não precisa ser contabilizado nem provisionado, a informação permanece restrita às chamadas notas explicativas.
Se metade desse valor se converter em perda, como espera o jurídico da Funcef, serão mais R$ 8,5 bilhões a engrossar a conta do deficit. Somadas, todas essas demandas judiciais chegam a quase R$ 19 bilhões.
Considerado o consolidado de todos os planos, os ativos investidos tiveram variação negativa de 0,06%, com rentabilidade total de 3,57%, 1,28 ponto porcentual inferior à meta atuarial para o período, que era de 4,85%. Na avaliação dos gestores da Fundação, a turbulência do mercado financeiro registrada em maio e junho é a culpada pelo resultado ruim. A valorização dos investimentos ficou aquém da rentabilidade mínima esperada, mesmo com a revisão da meta atuarial, de 5,5% para 4,5%, implementada em janeiro.
“Além do atraso na divulgação dos balancetes, sempre com meses de defasagem, a Fundação adota a transparência seletiva. Quando o resultado é favorável, a divulgação é ostensiva. Se há deficit, só divulga parte da informação”, critica a diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus.
Contencioso continua crescendo
O contencioso continua pesando nos resultados dos planos de benefícios. O valor aprovisionado na rubrica “perda provável” – que compreende as ações judiciais cuja perda já esperada por parte do departamento jurídico da Funcef – é de R$ 1,4 bilhão até junho de 2018, valor 1,1% superior ao R$ 1,427 bilhões de dezembro de 2017.
Contudo, o chamado “contencioso oculto” continua em patamar assustador. O valor relativo às ações de “perda possível” – que inclui as ações com probabilidade de perda avaliada em 50% – alcançou R$ 17,1 bilhões em junho de 2018. Como esse tipo de passivo não precisa ser contabilizado nem provisionado, a informação permanece restrita às chamadas notas explicativas.
Se metade desse valor se converter em perda, como espera o jurídico da Funcef, serão mais R$ 8,5 bilhões a engrossar a conta do deficit. Somadas, todas essas demandas judiciais chegam a quase R$ 19 bilhões.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- A nova realidade do endividamento brasileiro
- Candidaturas apoiadas pelo Sindicato vencem eleições do Economus
- Escala 6x1 é denunciada no Senado como forma de violência estrutural contra as mulheres
- Empossados os integrantes do Conselho Fiscal da Cabesp
- “Super Injusto”: Ninguém entende o Super Caixa, nem a Caixa!
- Itaú é denunciado por dificultar afastamento de trabalhadores adoecidos
- Funcef fecha primeiro trimestre com desempenho positivo. Planos superam metas
- Bradesco amplia lucro no 1º trimestre de 2026 enquanto mantém cortes de empregos e fechamento de agências
- Itaú lucra R$ 12,2 bilhões no 1º trimestre, enquanto segue fechando postos de trabalho e agências
- Engajamento e mobilização para a Consulta Nacional é fundamental para sucesso da Campanha Nacional da categoria
- Audiência no Senado vai debater escala 6x1 como forma de violência estrutural contra as mulheres
- Clube dos Bancários terá novo horário de funcionamento. Confira!
- 42º Congresso Estadual dos Empregados da Caixa será dia 16 de maio
- Banco Mercantil registra lucro recorde no 1º trimestre, mas trabalhadores cobram valorização e melhores condições
- Prazo para votar nas eleições do Economus termina dia 7 de maio; participe!