06/05/2026
Banco Mercantil registra lucro recorde no 1º trimestre, mas trabalhadores cobram valorização e melhores condições
O Banco Mercantil do Brasil (BMB) iniciou 2026 mantendo a trajetória de resultados históricos. No primeiro trimestre do ano, o Lucro Líquido Recorrente Gerencial — que desconsidera efeitos extraordinários — alcançou R$ 273,0 milhões, o maior resultado trimestral já registrado pela instituição. O valor representa crescimento de 13,6% em relação ao mesmo período de 2025 e avanço de 0,9% na comparação com o trimestre anterior, consolidando o 14º resultado recorde consecutivo do banco.
A rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) permaneceu em patamar elevado, atingindo 42,7%, embora tenha apresentado redução de 3,7 pontos percentuais em doze meses, movimento explicado principalmente pelo forte aumento do patrimônio líquido da instituição.
> Leia aqui os destaques completos feitos pelo Dieese
Os ativos totais do banco cresceram 37,6% em doze meses e 5,0% no trimestre, chegando a R$ 37,3 bilhões. Já o patrimônio líquido ultrapassou R$ 3,0 bilhões, com alta expressiva de 56,3% no período anual e 29,7% na comparação trimestral.
A carteira de crédito, que representa 67,5% dos ativos do banco, alcançou R$ 25,2 bilhões, com crescimento de 32,7% em doze meses e 6,2% no trimestre. Cerca de 80% das operações foram originadas pelos canais digitais. Os principais destaques foram o crédito consignado, que avançou 51%, e o crédito pessoal, com crescimento de 32%.
A inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,3%, com aumento de 1,1 ponto percentual em doze meses. As despesas com provisões para perdas esperadas somaram R$ 377,0 milhões ao final de março de 2026, alta de 247,5% no período.
As receitas com prestação de serviços totalizaram R$ 371,9 milhões, crescimento de 83,5% em doze meses. Já as despesas de pessoal, incluindo o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), atingiram R$ 231,2 milhões, alta de 17,7%. Com isso, as receitas de serviços cobriram 160,9% das despesas com pessoal.
O banco encerrou o trimestre com 3.961 empregados e estagiários, após a criação de 373 postos de trabalho em doze meses e 102 novas vagas no trimestre. A rede de atendimento também foi ampliada, com a abertura de 39 unidades no período, totalizando 352 pontos de atendimento. A base de clientes cresceu em 1 milhão no último ano, alcançando 10 milhões de clientes.
Para Vanderci Antônio da Silva, coordenador nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Mercantil, os resultados demonstram a solidez da instituição, mas também reforçam a necessidade de reconhecimento aos trabalhadores.
“O banco segue batendo recordes consecutivos de lucro, o que evidencia o papel fundamental dos trabalhadores e trabalhadoras nesse desempenho. É essencial que esse crescimento venha acompanhado de valorização profissional, melhores condições de trabalho e distribuição justa dos resultados para quem constrói diariamente esses números. Mesmo diante do lucro expressivo e do esforço dos empregados, o Mercantil iniciou a semana promovendo demissões, o que consideramos um absurdo”, afirmou Vanderci.
Segundo o dirigente sindical, o momento reforça a importância do diálogo permanente entre banco e representação dos empregados, especialmente diante do avanço da digitalização e da expansão da instituição.
“O crescimento acelerado do Mercantil exige atenção às condições de trabalho, à saúde dos empregados e à qualidade do atendimento. O desenvolvimento do banco precisa caminhar junto com respeito, valorização e sustentabilidade nas relações de trabalho”, completou.
A rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) permaneceu em patamar elevado, atingindo 42,7%, embora tenha apresentado redução de 3,7 pontos percentuais em doze meses, movimento explicado principalmente pelo forte aumento do patrimônio líquido da instituição.
> Leia aqui os destaques completos feitos pelo Dieese
Os ativos totais do banco cresceram 37,6% em doze meses e 5,0% no trimestre, chegando a R$ 37,3 bilhões. Já o patrimônio líquido ultrapassou R$ 3,0 bilhões, com alta expressiva de 56,3% no período anual e 29,7% na comparação trimestral.
A carteira de crédito, que representa 67,5% dos ativos do banco, alcançou R$ 25,2 bilhões, com crescimento de 32,7% em doze meses e 6,2% no trimestre. Cerca de 80% das operações foram originadas pelos canais digitais. Os principais destaques foram o crédito consignado, que avançou 51%, e o crédito pessoal, com crescimento de 32%.
A inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,3%, com aumento de 1,1 ponto percentual em doze meses. As despesas com provisões para perdas esperadas somaram R$ 377,0 milhões ao final de março de 2026, alta de 247,5% no período.
As receitas com prestação de serviços totalizaram R$ 371,9 milhões, crescimento de 83,5% em doze meses. Já as despesas de pessoal, incluindo o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), atingiram R$ 231,2 milhões, alta de 17,7%. Com isso, as receitas de serviços cobriram 160,9% das despesas com pessoal.
O banco encerrou o trimestre com 3.961 empregados e estagiários, após a criação de 373 postos de trabalho em doze meses e 102 novas vagas no trimestre. A rede de atendimento também foi ampliada, com a abertura de 39 unidades no período, totalizando 352 pontos de atendimento. A base de clientes cresceu em 1 milhão no último ano, alcançando 10 milhões de clientes.
Para Vanderci Antônio da Silva, coordenador nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Mercantil, os resultados demonstram a solidez da instituição, mas também reforçam a necessidade de reconhecimento aos trabalhadores.
“O banco segue batendo recordes consecutivos de lucro, o que evidencia o papel fundamental dos trabalhadores e trabalhadoras nesse desempenho. É essencial que esse crescimento venha acompanhado de valorização profissional, melhores condições de trabalho e distribuição justa dos resultados para quem constrói diariamente esses números. Mesmo diante do lucro expressivo e do esforço dos empregados, o Mercantil iniciou a semana promovendo demissões, o que consideramos um absurdo”, afirmou Vanderci.
Segundo o dirigente sindical, o momento reforça a importância do diálogo permanente entre banco e representação dos empregados, especialmente diante do avanço da digitalização e da expansão da instituição.
“O crescimento acelerado do Mercantil exige atenção às condições de trabalho, à saúde dos empregados e à qualidade do atendimento. O desenvolvimento do banco precisa caminhar junto com respeito, valorização e sustentabilidade nas relações de trabalho”, completou.
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