29/08/2018
Bancários têm aumento real acima da média; maioria dos reajustes ficou abaixo da inflação

Já no acumulado dos sete primeiros meses de 2018, negociações resultaram
em média em um aumento real de 0,97%. Dados provam que bancários
arrancaram uma boa proposta da Fenaban, com 1,18% de aumento real
(Arte: Seeb PB)
Não foi fácil. Depois da Fenaban (federação dos bancos) apresentar proposta com aumento real (reposição do INPC mais reajuste) de 0,5% e retirada de diversos direitos, o Comando Nacional dos Bancários, que representa os trabalhadores nas mesas de negociação com os bancos, não arredou o pé e após muitas horas de debates conseguiu arrancar dos banqueiros uma nova proposta, que prevê aumento real de 1,18% e a garantia de todos os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.
Dados atualizados do Dieese mostram que a proposta é uma vitória para os trabalhadores. Em julho, 51% das negociações de outras categorias resultaram em acordos com perda salarial, ou seja, com reajustes abaixo da inflação. No mês, a variação real média dos reajustes ficou em -0,2%. Já no acumulado do ano, a variação real média dos reajustes, levando em conta 4.659 acordos, ficou em 0,97%. Ou seja, o aumento real arrancado da Fenaban (1,18%), com a força dos bancários, que se mobilizaram nas ruas e redes, ficou acima da média das negociações já realizadas em 2018.
“Em uma conjuntura totalmente adversa conseguimos uma proposta que não só derrotou a reforma trabalhista no que diz respeito à nossa CCT, com a manutenção de absolutamente todas as nossas conquistas históricas, válidas para todos os bancários, inclusive derrotando o conceito de trabalhador hipersuficiente [que possui nível superior e ganha acima de dois tetos do INSS, atualmente em R$ 11.291,60], que negociaria seus direitos diretamente com o patrão; como também prevê aumento real acima da média de todas as negociações já realizadas em 2018”, enfatiza a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Ivone Silva.
“Também foram garantidos os direitos previstos nos acordos específicos do Banco do Brasil e Caixa, que estavam seriamente ameaçados pelo governo federal, permanentemente com a tesoura na mão para cortar direitos. No caso da Caixa, a manutenção do Saúde Caixa e da PLR Social é uma vitória estrondosa contra o governo Temer”, acrescenta.
Assembleia
Os bancários de todo o país avaliarão a proposta em assembleia na quarta-feira (29). A assembleia dos trabalhadores da base do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região será na sede da entidade (Rua Pernambuco, 156 - Centro, em Catanduva/SP), às 19h30. O Comando orienta pela aprovação da proposta da Fenaban, assim como pela aprovação das específicas do Banco do Brasil e da Caixa.
“Orientamos pela aprovação da proposta. Essa é uma decisão tomada com muita responsabilidade pelo Comando Nacional. Cabe aos bancários de todo o país, de bancos públicos e privados, uma profunda reflexão sobre os riscos de uma greve na atual conjuntura. Caso um possível movimento descambe para a judicialização existe uma grande chance de sairmos do tribunal com um acordo bem inferior ao que foi proposto pela Fenaban”, alerta Ivone.
“É fundamental a participação de todos os trabalhadores, pois nesta assembleia iremos decidir o nosso posicionamento diante de uma das campanhas mais aguerridas dos últimos anos, de grandes dificuldades em decorrência da implantação da reforma trabalhista, mas na qual, mais uma vez, conseguimos demonstrar nossa mobilização e força para garantir importantes conquistas e avanços”, destaca também o presidente do Sindicato, Roberto Carlos Vicentim.
Campanhas que foram à Justiça tiveram perdas
As categorias que tiveram que resolver suas campanhas no Tribunal Superior do Trabalho não obtiveram sucesso na reivindicação por aumento real. Os trabalhadores da Companhia Brasileira de Trens Urbanos, Valec Engenharia, Embrapa e Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco obtiveram reajuste pouco abaixo da inflação e manutenção das cláusulas sociais. Já no caso dos Correios, o tribunal decidiu pela reposição da inflação, sem aumento real, e os trabalhadores ainda tiveram excluída do acordo a cláusula que assegura o plano de saúde.
Dados atualizados do Dieese mostram que a proposta é uma vitória para os trabalhadores. Em julho, 51% das negociações de outras categorias resultaram em acordos com perda salarial, ou seja, com reajustes abaixo da inflação. No mês, a variação real média dos reajustes ficou em -0,2%. Já no acumulado do ano, a variação real média dos reajustes, levando em conta 4.659 acordos, ficou em 0,97%. Ou seja, o aumento real arrancado da Fenaban (1,18%), com a força dos bancários, que se mobilizaram nas ruas e redes, ficou acima da média das negociações já realizadas em 2018.
“Em uma conjuntura totalmente adversa conseguimos uma proposta que não só derrotou a reforma trabalhista no que diz respeito à nossa CCT, com a manutenção de absolutamente todas as nossas conquistas históricas, válidas para todos os bancários, inclusive derrotando o conceito de trabalhador hipersuficiente [que possui nível superior e ganha acima de dois tetos do INSS, atualmente em R$ 11.291,60], que negociaria seus direitos diretamente com o patrão; como também prevê aumento real acima da média de todas as negociações já realizadas em 2018”, enfatiza a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Ivone Silva.
“Também foram garantidos os direitos previstos nos acordos específicos do Banco do Brasil e Caixa, que estavam seriamente ameaçados pelo governo federal, permanentemente com a tesoura na mão para cortar direitos. No caso da Caixa, a manutenção do Saúde Caixa e da PLR Social é uma vitória estrondosa contra o governo Temer”, acrescenta.
Assembleia
Os bancários de todo o país avaliarão a proposta em assembleia na quarta-feira (29). A assembleia dos trabalhadores da base do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região será na sede da entidade (Rua Pernambuco, 156 - Centro, em Catanduva/SP), às 19h30. O Comando orienta pela aprovação da proposta da Fenaban, assim como pela aprovação das específicas do Banco do Brasil e da Caixa.
“Orientamos pela aprovação da proposta. Essa é uma decisão tomada com muita responsabilidade pelo Comando Nacional. Cabe aos bancários de todo o país, de bancos públicos e privados, uma profunda reflexão sobre os riscos de uma greve na atual conjuntura. Caso um possível movimento descambe para a judicialização existe uma grande chance de sairmos do tribunal com um acordo bem inferior ao que foi proposto pela Fenaban”, alerta Ivone.
“É fundamental a participação de todos os trabalhadores, pois nesta assembleia iremos decidir o nosso posicionamento diante de uma das campanhas mais aguerridas dos últimos anos, de grandes dificuldades em decorrência da implantação da reforma trabalhista, mas na qual, mais uma vez, conseguimos demonstrar nossa mobilização e força para garantir importantes conquistas e avanços”, destaca também o presidente do Sindicato, Roberto Carlos Vicentim.
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