02/04/2018
Bancos estão entre as empresas mais reclamadas no estado de São Paulo

(Foto: Mauricio Morais)
Os cinco bancos com maior lucro do país (Bradesco, Itaú, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil) estão entre as 20 empresas que mais tiveram reclamações não solucionadas no Estado de São Paulo, segundo o Cadastro Estadual de Reclamações Fundamentadas de 2017, elaborado pela Fundação Procon.
Júlio César Trigo, secretário-geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, ressalta que os bancos têm o dever de oferecer um atendimento de qualidade aos clientes, haja vista o valor exorbitante pago por eles por serviços e tarifas. "As taxas cobradas pelas instituições financeiras são suficientes para cobrir as despesas de pessoal. Faltam contratações nas agências para diminuir a sobrecarga de trabalho e a consequente precarização do atendimento”, afirma o dirigente e bancário do Bradesco.
O Bradesco é o primeiro banco a figurar na lista e aparece na quinta posição total, com 1.537 reclamações, sendo 676 não atendidas. Em seguida estão Itaú (7º), com 1.111 reclamações e 447 não atendidas; Caixa Econômica Federal (11º), com 828 reclamações, sendo 412 não atendidas e Banco do Brasil (17º), com 517 reclamações, sendo 340 não atendidas.
Juntos, esses cinco bancos lucraram R$ 77,342 bilhões apenas em 2017 (33,5% a mais em relação a 2016). Apenas com a receita total de prestação de serviços e tarifas cobrados dos clientes, os bancos obtiveram R$ 126,423 bilhões (10,1% a mais em relação a 2016). Esse valor cobre toda a folha salarial dessas empresas e ainda sobram R$ 28 bilhões.
Por outro lado, esses mesmos bancos (Itaú, Santander, Bradesco, Caixa e BB) eliminaram 14 mil postos de trabalho somente em 2017. Levando em conta todo o setor financeiro, que inclui outros bancos, o número de vagas extintas chegou a 17,9 mil, em 2017.
Banco do Brasil apresenta nítida piora
O relatório do Procon destaca a nítida piora do índice de solução apresentada pelo Banco do Brasil, passando de 48%, em 2016 (o que já era considerado ruim pelo órgão), para 34% em 2017.
“Além da redução do índice de resolutividade e aumento no número das reclamações, a empresa alterou a sistemática de atendimento, com indicação de canais telefônicos e digitais para alguns consumidores, sem que estes tivessem anuído com tal alteração, havendo ainda redução brusca do número de agências e funcionários, especialmente no interior, situação que refletiu na qualidade de seu atendimento e causou transbordamento das reclamações para os Procons, que viraram mediadores de suas demandas”, informa o relatório do Procon.
Para o presidente do Sindicato, Roberto Carlos Vicentim, o resultado reflete a política de exploração e tentativa de desmonte do banco público promovido pelo governo Temer.
"Estão tentando sucatear uma das mais importantes instituições do país, na ânsia de convencer a todos que o melhor caminho é a privatização. Para isso, fazem uso ainda de estratégias que priorizam o atendimento digital, promovendo segregação da cartela de clientes. Ou seja, excluem aqueles que não possuem acesso às novas tecnologias ou são pouco familizarizados, como os mais idosos e as pessoas de menor escolaridade e poder aquisitivo”, afirma Vicentim.
O Cadastro
O cadastro inclui reclamações registradas em 50 Procons que integram o Sistema Estadual de Defesa do Consumidor (49 Procons Municipais mais o Procon Estadual – Fundação Procon SP – que atende presencialmente na capital e em todo o estado através dos canais à distância).
Em 2017 foram registrados 709.424 atendimentos, entre consultas, orientações, atendimentos preliminares, Cartas de Informações Preliminares (CIPs) e reclamações. Desse total, 54.780 geraram Reclamações Fundamentadas – demandas não solucionadas em fase preliminar que seguiram para uma segunda etapa de conciliação, com a abertura de processo administrativo. A Fundação Procon SP representa 50,3% desse total. A partir do Cadastro foi elaborado o Ranking Estadual com as 50 empresas mais reclamadas.
Pódio de reclamações
Em 2017, o Grupo Pão de Açúcar (Casas Bahia, Extra e Ponto Frio) passou a liderar o Ranking Estadual de reclamações fundamentadas, com um total de 4.722 registros.
Em segundo lugar, com 4.081 registros figura o Grupo Vivo/Telefonica voltando a liderar como a mais reclamada do segmento de telecomunicações, que além de aumentar suas demandas, piorou seu índice de solução de 67% em 2016 para atuais 56%. O Grupo Claro/Net/Embratel (AMÉRICA MOVIL) passou a ocupar a 3ª colocação, piorando seu índice de solução para 70% das demandas contra os 74% do ano anterior.
Entre os principais problemas reclamados estão questões relacionadas a cobranças, contratos, ofertas, vício ou má qualidade de produto e de serviço, problemas com o SAC, negativa de cobertura e não fornecimento de documentos.
Júlio César Trigo, secretário-geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, ressalta que os bancos têm o dever de oferecer um atendimento de qualidade aos clientes, haja vista o valor exorbitante pago por eles por serviços e tarifas. "As taxas cobradas pelas instituições financeiras são suficientes para cobrir as despesas de pessoal. Faltam contratações nas agências para diminuir a sobrecarga de trabalho e a consequente precarização do atendimento”, afirma o dirigente e bancário do Bradesco.
O Bradesco é o primeiro banco a figurar na lista e aparece na quinta posição total, com 1.537 reclamações, sendo 676 não atendidas. Em seguida estão Itaú (7º), com 1.111 reclamações e 447 não atendidas; Caixa Econômica Federal (11º), com 828 reclamações, sendo 412 não atendidas e Banco do Brasil (17º), com 517 reclamações, sendo 340 não atendidas.
Juntos, esses cinco bancos lucraram R$ 77,342 bilhões apenas em 2017 (33,5% a mais em relação a 2016). Apenas com a receita total de prestação de serviços e tarifas cobrados dos clientes, os bancos obtiveram R$ 126,423 bilhões (10,1% a mais em relação a 2016). Esse valor cobre toda a folha salarial dessas empresas e ainda sobram R$ 28 bilhões.
Por outro lado, esses mesmos bancos (Itaú, Santander, Bradesco, Caixa e BB) eliminaram 14 mil postos de trabalho somente em 2017. Levando em conta todo o setor financeiro, que inclui outros bancos, o número de vagas extintas chegou a 17,9 mil, em 2017.
Banco do Brasil apresenta nítida piora
O relatório do Procon destaca a nítida piora do índice de solução apresentada pelo Banco do Brasil, passando de 48%, em 2016 (o que já era considerado ruim pelo órgão), para 34% em 2017.
“Além da redução do índice de resolutividade e aumento no número das reclamações, a empresa alterou a sistemática de atendimento, com indicação de canais telefônicos e digitais para alguns consumidores, sem que estes tivessem anuído com tal alteração, havendo ainda redução brusca do número de agências e funcionários, especialmente no interior, situação que refletiu na qualidade de seu atendimento e causou transbordamento das reclamações para os Procons, que viraram mediadores de suas demandas”, informa o relatório do Procon.
Para o presidente do Sindicato, Roberto Carlos Vicentim, o resultado reflete a política de exploração e tentativa de desmonte do banco público promovido pelo governo Temer.
"Estão tentando sucatear uma das mais importantes instituições do país, na ânsia de convencer a todos que o melhor caminho é a privatização. Para isso, fazem uso ainda de estratégias que priorizam o atendimento digital, promovendo segregação da cartela de clientes. Ou seja, excluem aqueles que não possuem acesso às novas tecnologias ou são pouco familizarizados, como os mais idosos e as pessoas de menor escolaridade e poder aquisitivo”, afirma Vicentim.
O Cadastro
O cadastro inclui reclamações registradas em 50 Procons que integram o Sistema Estadual de Defesa do Consumidor (49 Procons Municipais mais o Procon Estadual – Fundação Procon SP – que atende presencialmente na capital e em todo o estado através dos canais à distância).
Em 2017 foram registrados 709.424 atendimentos, entre consultas, orientações, atendimentos preliminares, Cartas de Informações Preliminares (CIPs) e reclamações. Desse total, 54.780 geraram Reclamações Fundamentadas – demandas não solucionadas em fase preliminar que seguiram para uma segunda etapa de conciliação, com a abertura de processo administrativo. A Fundação Procon SP representa 50,3% desse total. A partir do Cadastro foi elaborado o Ranking Estadual com as 50 empresas mais reclamadas.
Pódio de reclamações
Em 2017, o Grupo Pão de Açúcar (Casas Bahia, Extra e Ponto Frio) passou a liderar o Ranking Estadual de reclamações fundamentadas, com um total de 4.722 registros.
Em segundo lugar, com 4.081 registros figura o Grupo Vivo/Telefonica voltando a liderar como a mais reclamada do segmento de telecomunicações, que além de aumentar suas demandas, piorou seu índice de solução de 67% em 2016 para atuais 56%. O Grupo Claro/Net/Embratel (AMÉRICA MOVIL) passou a ocupar a 3ª colocação, piorando seu índice de solução para 70% das demandas contra os 74% do ano anterior.
Entre os principais problemas reclamados estão questões relacionadas a cobranças, contratos, ofertas, vício ou má qualidade de produto e de serviço, problemas com o SAC, negativa de cobertura e não fornecimento de documentos.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- A nova realidade do endividamento brasileiro
- Candidaturas apoiadas pelo Sindicato vencem eleições do Economus
- Escala 6x1 é denunciada no Senado como forma de violência estrutural contra as mulheres
- Empossados os integrantes do Conselho Fiscal da Cabesp
- “Super Injusto”: Ninguém entende o Super Caixa, nem a Caixa!
- Itaú é denunciado por dificultar afastamento de trabalhadores adoecidos
- Funcef fecha primeiro trimestre com desempenho positivo. Planos superam metas
- Bradesco amplia lucro no 1º trimestre de 2026 enquanto mantém cortes de empregos e fechamento de agências
- Itaú lucra R$ 12,2 bilhões no 1º trimestre, enquanto segue fechando postos de trabalho e agências
- Engajamento e mobilização para a Consulta Nacional é fundamental para sucesso da Campanha Nacional da categoria
- Audiência no Senado vai debater escala 6x1 como forma de violência estrutural contra as mulheres
- Clube dos Bancários terá novo horário de funcionamento. Confira!
- 42º Congresso Estadual dos Empregados da Caixa será dia 16 de maio
- Banco Mercantil registra lucro recorde no 1º trimestre, mas trabalhadores cobram valorização e melhores condições
- Prazo para votar nas eleições do Economus termina dia 7 de maio; participe!