27/03/2018
"Recompensa" pelo lucro: Itaú impõe aumentos abusivos em planos de saúde

(Arte: Linton Publio)
O Itaú lucrou R$ 24,8 bilhões em 2017, crescimento de 12,3% em relação a 2016. Foi o maior resultado de todos os tempos, obtido por meio do esforço e a custa da saúde e de afastamentos médicos de muitos dos seus trabalhadores.
E qual foi a recompensa do banco pelas metas abusivas e o assédio moral na busca pelo maior resultado da história do país? Os convênios médico e odontológico oferecidos aos funcionários da ativa, aposentados e dependentes sofreram reajustes muito acima dos salários e da inflação.
No período de 12 meses encerrado em fevereiro último, o índice de preços medido pelo IBGE (IPCA) ficou em 2,84%. Os salários tiveram aumento de 2,75% no ano passado. Mas os planos de saúde serão reajustados em 16,89%. Os funcionários contratados depois de 30 de novembro de 2015 terão de arcar com esse reajuste para cada um dos dependentes. Os que foram contratados antes dessa data terão reajuste único, independente do número de dependentes.
Os novos valores serão aplicados a partir da mensalidade de abril de 2018, descontada em 27 de março.
Para justificar o reajuste quase seis vezes acima do último aumento salarial, o Itaú alega “a utilização por parte dos funcionários e a inflação médica”.
Carlos Alberto Moretto, diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, defende que o aumento aplicado é abusivo e injustificável, haja vista o lucro de quase R$ 25 bi obtido pelo banco às custas da saúde de seus trabalhadores, vítimas de uma política de exploração, estresse e assédio moral.
"O valor cobrado é incompatível com o reajuste salarial e a inflação verificada no período. Se as condições de trabalho fossem exemplares, os bancários talvez não seriam obrigados a acionar o convênio médico com tanta frequência. Isso demonstra a completa falta de respeito do Itaú pela saúde de seus funcionários.
Desde 2010 o Itaú se recusa a negociar a renovação do acordo coletivo especifico para o plano de saúde. A intenção do banco é clara: obter eficiência e lucro retirando direitos e conquistas dos bancários.
E qual foi a recompensa do banco pelas metas abusivas e o assédio moral na busca pelo maior resultado da história do país? Os convênios médico e odontológico oferecidos aos funcionários da ativa, aposentados e dependentes sofreram reajustes muito acima dos salários e da inflação.
No período de 12 meses encerrado em fevereiro último, o índice de preços medido pelo IBGE (IPCA) ficou em 2,84%. Os salários tiveram aumento de 2,75% no ano passado. Mas os planos de saúde serão reajustados em 16,89%. Os funcionários contratados depois de 30 de novembro de 2015 terão de arcar com esse reajuste para cada um dos dependentes. Os que foram contratados antes dessa data terão reajuste único, independente do número de dependentes.
Os novos valores serão aplicados a partir da mensalidade de abril de 2018, descontada em 27 de março.
Para justificar o reajuste quase seis vezes acima do último aumento salarial, o Itaú alega “a utilização por parte dos funcionários e a inflação médica”.
Carlos Alberto Moretto, diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, defende que o aumento aplicado é abusivo e injustificável, haja vista o lucro de quase R$ 25 bi obtido pelo banco às custas da saúde de seus trabalhadores, vítimas de uma política de exploração, estresse e assédio moral.
"O valor cobrado é incompatível com o reajuste salarial e a inflação verificada no período. Se as condições de trabalho fossem exemplares, os bancários talvez não seriam obrigados a acionar o convênio médico com tanta frequência. Isso demonstra a completa falta de respeito do Itaú pela saúde de seus funcionários.
Desde 2010 o Itaú se recusa a negociar a renovação do acordo coletivo especifico para o plano de saúde. A intenção do banco é clara: obter eficiência e lucro retirando direitos e conquistas dos bancários.
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