Trabalhadores questionam prêmio recebido pelo banco na área de gestão de pessoas
O maior jornal especializado em economia do país divulgou na quarta-feira (25) uma matéria alegando que o “Itaú Unibanco é a melhor empresa na gestão de pessoas”. “Trata-se da divulgação de um prêmio concedido pela revista editada pelo próprio jornal. Não sabemos quais os critérios foram utilizados para a tomada de decisão. Para nós, uma empresa que demite funcionários sem justa causa, mesmo aqueles que estão prestes a se aposentar, agem com truculência assedia moralmente seus funcionários, estabelecem metas abusivas, sem contar as condenações pelo não pagamento de horas extras, não merece receber tal prêmio”, disse Jair Alves, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú.
Segundo dados do balanço social do banco, a holding encerrou o primeiro semestre de 2017 com uma redução de 961 postos de trabalho em relação a junho de 2016. Foram abertas 39 agências digitais (que já somam 154 unidades) e fechadas 184 agências físicas no país em doze meses. O total de agências e pontos de atendimento do banco no Brasil e exterior, em março de 2017, era de 4.955.
O texto lembra que, com as mudanças tecnológicas, o banco passa por constante reestruturação. Com isso, as relações de trabalho e o perfil profissional exigido pelo banco sofrem alterações. Os trabalhadores de todas as áreas precisam entender de tecnologia, conhecer o funcionamento do sistema financeiro e os produtos oferecidos pelo banco.
Segundo o dirigente sindical, funcionários com mais tempo de trabalho que não tenham as qualificações exigidas pelo banco são dispensados. “O Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban firmaram um acordo para que sejam criados centros de realocação e requalificação profissional para evitar demissões de funcionários que não estejam dentro do perfil exigido pelo banco. Os centros devem ser criados a partir de debates entre a categoria e os bancos, nunca unilateralmente”, observa Jair.
Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Carlos Alberto Moretto, para que o banco faça jus ao título recebido, é preciso que as políticas estabelecidas sobre gestão de pessoas cheguem aos gestores e sejam cumpridas na relação com os trabalhadores, sobretudo para que ninguém seja obrigado a cumprir metas abusivas e exposto ao excesso de trabalho devido à falta de funcionários.
MAIS NOTÍCIAS
- Sindicato, empregados e demais entidades sindicais apoiam candidatura de Fabiana Uehara para o CA da Caixa
- Fique atento ao horário especial de funcionamento do Sindicato no Carnaval
- Banco Mercantil pagará segunda parcela da PLR no dia 4 de março
- PLR do Bradesco será paga no dia 27 de fevereiro
- Conquista do Sindicato: Mais 310 mulheres se formam com bolsas do projeto Mais Mulheres na TI
- Atendendo a pedido dos Sindicatos, Banco do Brasil antecipa pagamento da PLR para 3 de março
- ContrafCast aborda os impactos positivos da isenção do Imposto de Renda sobre o PIB
- COE Bradesco solicita o pagamento do PRB e banco nega
- Confira como vão funcionar os bancos durante o carnaval
- Cobranças levam Caixa a corrigir distorções no Super Caixa
- Fim da escala 6x1 avança na Câmara e reforça pauta histórica do Sindicato
- Participe da enquete sobre o PL 581/2019 que trata da isenção de IR sobre a PLR
- Associações representativas e Sindicato orientam voto na AGO da Cabesp
- Reforma do Imposto de Renda amplia isenção e avança na justiça tributária para trabalhadores
- Bradesco lucra R$ 24,6 bilhões em 2025, mas fecha quase 2 mil postos e reduz rede de atendimento