Bancos não podem mais obrigar bancários a portar chave da agência no Rio de Janeiro
Os bancários do estado do Rio de Janeiro conquistaram uma vitória histórica na noite de quarta-feira (27). Por 43 votos a zero, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) derrubou o veto do governador Luiz Fernando Pezão ao projeto de lei 184/2015. Pelo PL – aprovado em 3 de novembro de 2016, mas vetado 25 dias depois – os bancários estão proibidos de portar a chave do cofre e da agência em que trabalham. A prática, uma imposição dos bancos, fazia com que os bancários e suas famílias ficassem sujeitos a sequestros.
Nas galerias da Alerj, diretores do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro acompanharam a votação com faixas e cartazes, fazendo pressão direta sobre os parlamentares. A norma proíbe também os bancários de portarem numerário, o que deve ser feito por carro-forte de empresa de segurança. Os bancos terão 30 dias a partir da publicação da nova lei no Diário Oficial, para se adaptar às novas exigências.
Conquista da categoria
“A aprovação deste projeto, proposto pelo Sindicato e agora transformado em lei, com a derrubada do veto, é uma grande conquista da categoria, e mostra, que além da luta sindical, é importante também pressionar pela aprovação de leis no Parlamento’, afirmou a presidenta do Sindicato, Adriana Nalesso, presente em uma das galerias da Alerj.
A dirigente lembrou que a proibição do porte das chaves e do numerário foi uma das questões que nunca obteve avanço na Mesa de Negociação sobre Segurança com a Fenaban, tendo o Sindicato, por isto mesmo, optado por encaminhar uma proposição à Alerj. “O objetivo do projeto foi o de preservar a segurança dos bancários e seus familiares. Os bancos, apesar dos altíssimos lucros, não se preocuparam em resolver este grave problema”, criticou. Para o diretor do Sindicato, Vinícius Assumpção, mais uma vez ficou demonstrado que quando a categoria luta junto com o Sindicato tem força para garantir grandes vitórias.
Minc comemora vitória
O deputado Carlos Minc (sem partido), autor do projeto juntamente com Paulo Ramos (PSOL-RJ), comemorou com a diretoria do Sindicato e demais bancários que acompanharam a votação. “Foi uma grande vitória da categoria. O Sindicato está de parabéns. A Febraban perdeu”, afirmou, referindo-se à derrota da Federação Brasileira dos Bancos, que não teve êxito em manter o veto apesar da pressão intensa que fez sobre os deputados.
Minc conversou com cada parlamentar da base governista, junto aos quais encontrou eco em suas argumentações favoráveis à derrubada do veto. Entre elas, o fato do PL não representar custo para o governo e de que os bancos têm dinheiro de sobra para investir na criação de um sistema de abertura dos cofres e agências à distância. O último deputado a concordar com Minc – e só o fez durante a votação – foi o líder do governo na Alerj, Edson Albertassi (PMDB-RJ). O parlamentar só mudou seu voto, passando a apoiar a derrubada do veto, ao perceber que era o único a manter esta posição.
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