Itaú lucra R$ 6,5 bilhões no primeiro trimestre, mas continua fechando postos de trabalho

O Itaú lucrou R$ 6,2 bilhões no primeiro trimestre de 2017, com redução de 19,64% em relação ao mesmo período de 2016. O retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio Anualizado (ROE) ficou em 22,0%, representando uma alta de 2,4 p.p. em doze meses.
A holding encerrou o primeiro trimestre de 2017 com 81.219 empregados no país, uma redução de 1.652 postos de trabalho em relação a março de 2016. Foram abertas 36 agências digitais (que já somam 144 unidades) e fechadas 202 agências físicas no país no ano. O total de agências e pontos de atendimento do banco no Brasil e exterior, em março de 2017, foi de 5.005.
No primeiro trimestre de 2017, as receitas de prestação de serviços e tarifas alcançaram R$ 8,602 bilhões, enquanto as despesas de pessoal, incluindo PLR, totalizaram R$ 5,281 bi no mesmo período. Ou seja, a relação entre receitas de tarifas e despesas de pessoal foi de 162,9%.
A carteira de crédito total do Itaú teve redução de 7,9% em relação ao primeiro trimestre de 2016. O crédito para pessoas físicas caiu 2,1%, e o de pessoas jurídicas reduziu ainda mais: 10,7% no ano, principalmente na carteira de grandes empresas (-11,4%). O índice de inadimplência no Brasil atingiu 4,2% no trimestre, queda de 0,2 ponto percentual em comparação com o primeiro trimestre do ano anterior.
Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região Carlos Alberto Moretto, a instituição deveria exercer sua responsabilidade social aumentando a oferta de crédito e contribuindo para a recuperação da economia ao invés de promover ainda mais o desemprego. " O Itaú deveria incentivar a inclusão bancária abrindo mais unidades por todo o país. Entretanto, segue com sua política de fechar agências físicas e apostar em unidades digitais. Ele é o maior banco privado do país, com lucros altíssimos e sempre crescentes. Não há justificativa nenhuma para que o banco corte tantos empregos", critica o dirigente.
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