08/03/2017
Bancários de Catanduva se mobilizam contra os retrocessos no Dia Internacional da Mulher
O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, está sendo marcado por mobilizações em todo o país.
Em Catanduva, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região também prestou sua homenagem às trabalhadoras do ramo financeiro em visitas às agências bancárias nesta quarta-feira, com uma ação em favor à luta das mulheres contra o corte de direitos pretendido pelas reformas trabalhista e previdenciária.
As trabalhadoras foram parabenizadas pelos dirigentes sindicais e receberam panfletos com alertas sobre os principais impactos que as novas leis acarretarão se forem aprovadas.
O atual governo pretende igualar as condições de homens e mulheres para se aposentar e quer ampliar o tempo de contribuição sem considerar as diferenças sociais entre os gêneros. Para ter direito a aposentadoria integral, além de no mínimo 65 anos, elas terão que ter contribuído por 49 anos.
“Apesar das vitórias, o “Dia da Mulher”, celebrado em 8 de março, é mais do que uma data meramente comemorativa. É o momento de refletir sobre as injustiças que ainda permeiam o universo feminino”, declarou Júlio César Trigo, diretor do Sindicato.
Após séculos de luta pela afirmação da figura feminina na sociedade, sua ampliação na vida pública e o reconhecimento de sua importância no mundo do trabalho, a mulher continua sendo discriminada no âmbito profissional, inclusive no universo bancário.
Um estudo da Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, revela que mulheres bancárias continuam sendo discriminadas nos bancos. As 944 mulheres admitidas no primeiro mês de 2017 receberam, em média, R$ 3.424,56. Esse valor corresponde a 70,1% da remuneração média auferida pelos homens contratados no mesmo período. A diferença de remuneração entre homens e mulheres é observada também na demissão. As mulheres que tiveram o vínculo de emprego rompido nos bancos em janeiro recebiam R$ 5.620,09, o que representou 71,0% da remuneração média dos homens que foram desligados dos bancos.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) também mostram que as mulheres brasileiras recebem em média 30% a menos que os homens. A diferença fica ainda mais acentuada quando considerada a jornada média em afazeres domésticos. As mulheres trabalham mais do que o dobro dos homens nestas atividades (20,6 horas/semana para mulheres e 9,8 para homens).
Para a dirigente sindical Roberta Cristine Jorge, os números revelam uma realidade desigual e reforçam a importância da discussão sobre relações compartilhadas. “É importante fomentarmos, não só neste dia, o debate sobre igualdade de gênero e divisão igualitária, tanto no ambiente profissional como também das responsabilidades domésticas, e quebrarmos os paradigmas da sociedade machista”.
Trigo ainda ressalta que o Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, como sindicato cidadão, está sempre atento à defesa dos interesses da categoria e, especialmente, das mulheres. “Lutamos para que elas sejam respeitadas e valorizadas em seu ambiente de trabalho, onde ainda imperam o assédio moral e a opressão”, finaliza o dirigente.
A mobilização ocorreu em conjunto com a subsede da CUT de São José do Rio Preto, cujo coordenador regional e também presidente do Sindicato, Roberto Carlos Vicentim, esteve representando as instituições em ato organizado pela CUT Nacional, em São Paulo.
História:
No dia 8 de março de 1857, empregadas de uma empresa têxtil norte americana fizeram uma grande greve a fim de reivindicar melhores condições de trabalho. Exigia-se redução da jornada de serviço de 16 para dez horas e salários iguais aos dos homens, uma vez que as mulheres chegavam a receber um terço para desempenhar as mesmas funções.
Como forma de repressão, as portas da fábrica foram trancadas e o prédio incendiado. Cerca de 130 mulheres morreram carbonizadas.
Em decorrência dessa tragédia, durante uma conferência na Dinamarca em 1910, ficou convencionado que o dia 8 de março seria o Dia Internacional da Mulher, data eleita para discutir o preconceito contra o sexo feminino e sua fundamental emancipação.
Desde então a luta pelas causas femininas vem ganhando repercussão em vários países. No entanto, a igualdade de gêneros ainda não foi atingida. Além do patriarcado, novas formas de machismo são propostas pela mídia, incluindo a ideia da mulher como objeto de consumo.
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Em Catanduva, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região também prestou sua homenagem às trabalhadoras do ramo financeiro em visitas às agências bancárias nesta quarta-feira, com uma ação em favor à luta das mulheres contra o corte de direitos pretendido pelas reformas trabalhista e previdenciária.
As trabalhadoras foram parabenizadas pelos dirigentes sindicais e receberam panfletos com alertas sobre os principais impactos que as novas leis acarretarão se forem aprovadas.
O atual governo pretende igualar as condições de homens e mulheres para se aposentar e quer ampliar o tempo de contribuição sem considerar as diferenças sociais entre os gêneros. Para ter direito a aposentadoria integral, além de no mínimo 65 anos, elas terão que ter contribuído por 49 anos.
“Apesar das vitórias, o “Dia da Mulher”, celebrado em 8 de março, é mais do que uma data meramente comemorativa. É o momento de refletir sobre as injustiças que ainda permeiam o universo feminino”, declarou Júlio César Trigo, diretor do Sindicato.
Após séculos de luta pela afirmação da figura feminina na sociedade, sua ampliação na vida pública e o reconhecimento de sua importância no mundo do trabalho, a mulher continua sendo discriminada no âmbito profissional, inclusive no universo bancário.
Um estudo da Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, revela que mulheres bancárias continuam sendo discriminadas nos bancos. As 944 mulheres admitidas no primeiro mês de 2017 receberam, em média, R$ 3.424,56. Esse valor corresponde a 70,1% da remuneração média auferida pelos homens contratados no mesmo período. A diferença de remuneração entre homens e mulheres é observada também na demissão. As mulheres que tiveram o vínculo de emprego rompido nos bancos em janeiro recebiam R$ 5.620,09, o que representou 71,0% da remuneração média dos homens que foram desligados dos bancos.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) também mostram que as mulheres brasileiras recebem em média 30% a menos que os homens. A diferença fica ainda mais acentuada quando considerada a jornada média em afazeres domésticos. As mulheres trabalham mais do que o dobro dos homens nestas atividades (20,6 horas/semana para mulheres e 9,8 para homens).
Para a dirigente sindical Roberta Cristine Jorge, os números revelam uma realidade desigual e reforçam a importância da discussão sobre relações compartilhadas. “É importante fomentarmos, não só neste dia, o debate sobre igualdade de gênero e divisão igualitária, tanto no ambiente profissional como também das responsabilidades domésticas, e quebrarmos os paradigmas da sociedade machista”.
Trigo ainda ressalta que o Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, como sindicato cidadão, está sempre atento à defesa dos interesses da categoria e, especialmente, das mulheres. “Lutamos para que elas sejam respeitadas e valorizadas em seu ambiente de trabalho, onde ainda imperam o assédio moral e a opressão”, finaliza o dirigente.
A mobilização ocorreu em conjunto com a subsede da CUT de São José do Rio Preto, cujo coordenador regional e também presidente do Sindicato, Roberto Carlos Vicentim, esteve representando as instituições em ato organizado pela CUT Nacional, em São Paulo.
História:
No dia 8 de março de 1857, empregadas de uma empresa têxtil norte americana fizeram uma grande greve a fim de reivindicar melhores condições de trabalho. Exigia-se redução da jornada de serviço de 16 para dez horas e salários iguais aos dos homens, uma vez que as mulheres chegavam a receber um terço para desempenhar as mesmas funções.
Como forma de repressão, as portas da fábrica foram trancadas e o prédio incendiado. Cerca de 130 mulheres morreram carbonizadas.
Em decorrência dessa tragédia, durante uma conferência na Dinamarca em 1910, ficou convencionado que o dia 8 de março seria o Dia Internacional da Mulher, data eleita para discutir o preconceito contra o sexo feminino e sua fundamental emancipação.
Desde então a luta pelas causas femininas vem ganhando repercussão em vários países. No entanto, a igualdade de gêneros ainda não foi atingida. Além do patriarcado, novas formas de machismo são propostas pela mídia, incluindo a ideia da mulher como objeto de consumo.
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