08/03/2017
PIB brasileiro cai 3,6% em 2016, com menos consumo e investimento
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu 3,6% em 2016, com recuo em todos os setores, redução do consumo e do investimento, segundo o IBGE. Em valores, somou R$ 6,267 trilhões. O PIB per capita (resultado do valor dividido pela população) foi calculado em R$ 30.407, queda de 4,4%.
Foi a segunda queda seguida, depois dos -3,8% de 2015, marcando um período de recessão aguda. Entre os setores de atividade, a agropecuária caiu 6,6%, a indústria teve retração de 3,8% (sendo -5,2% na indústria de transformação, mesmo resultado da construção) e os serviços, de 2,7%, com retração de 6,3% no comércio.
A taxa de investimento atingiu 16,4%, abaixo do ano anterior (18,1%) e a de poupança foi de 13,9% (14,4% em 2015). A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), outro indicador de investimento, caiu 10,2%, na terceira queda seguida. "Este recuo é justificado pela queda da produção interna e da importação de bens de capital, sendo influenciado ainda pelo recuo da construção", diz o IBGE.
Já o consumo das famílias recuou 4,2%, ainda mais que no ano anterior (-3,9%). Segundo o instituto, isso se explica pela "deterioração dos indicadores de juros, crédito, emprego e renda ao longo de todo o ano de 2016". O consumo do governo caiu 0,6%, ante -1,1% em 2015.
As exportações de bens e serviços cresceram 1,9% no ano passado. As importações tiveram queda de 10,3%.
Trimestres - Do terceiro para o quarto trimestre do ano passado, o PIB caiu 0,9%. Nessa base de comparação, foi o oitavo resultado negativo seguido. A agropecuária cresceu 1%, enquanto indústria (-0,7%) e serviços (-0,8%) caíram. O consumo das famílias recuou 0,6% e a FBCF variou -1,6%.
No quarto trimestre de 2016, em relação a igual período do ano anterior, a retração do PIB, a 11ª consecutiva, foi de 2,5%, com a agropecuária caindo 5% e a indústria recuando 2,4%, mesmo resultado dos serviços. A indústria de transformação variou -2,4% e a construção, -7,5%, enquanto o setor extrativo-mineral cresceu 4%, puxado pela extração de petróleo e gás. O consumo das famílias teve a oitava queda seguida (-2,9%), atingido pela redução no crédito, no emprego e na renda.
Foi a segunda queda seguida, depois dos -3,8% de 2015, marcando um período de recessão aguda. Entre os setores de atividade, a agropecuária caiu 6,6%, a indústria teve retração de 3,8% (sendo -5,2% na indústria de transformação, mesmo resultado da construção) e os serviços, de 2,7%, com retração de 6,3% no comércio.
A taxa de investimento atingiu 16,4%, abaixo do ano anterior (18,1%) e a de poupança foi de 13,9% (14,4% em 2015). A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), outro indicador de investimento, caiu 10,2%, na terceira queda seguida. "Este recuo é justificado pela queda da produção interna e da importação de bens de capital, sendo influenciado ainda pelo recuo da construção", diz o IBGE.
Já o consumo das famílias recuou 4,2%, ainda mais que no ano anterior (-3,9%). Segundo o instituto, isso se explica pela "deterioração dos indicadores de juros, crédito, emprego e renda ao longo de todo o ano de 2016". O consumo do governo caiu 0,6%, ante -1,1% em 2015.
As exportações de bens e serviços cresceram 1,9% no ano passado. As importações tiveram queda de 10,3%.
Trimestres - Do terceiro para o quarto trimestre do ano passado, o PIB caiu 0,9%. Nessa base de comparação, foi o oitavo resultado negativo seguido. A agropecuária cresceu 1%, enquanto indústria (-0,7%) e serviços (-0,8%) caíram. O consumo das famílias recuou 0,6% e a FBCF variou -1,6%.
No quarto trimestre de 2016, em relação a igual período do ano anterior, a retração do PIB, a 11ª consecutiva, foi de 2,5%, com a agropecuária caindo 5% e a indústria recuando 2,4%, mesmo resultado dos serviços. A indústria de transformação variou -2,4% e a construção, -7,5%, enquanto o setor extrativo-mineral cresceu 4%, puxado pela extração de petróleo e gás. O consumo das famílias teve a oitava queda seguida (-2,9%), atingido pela redução no crédito, no emprego e na renda.
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