27/01/2017
Sindicato participa de reunião para evitar unificação das concessões da Energisa
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região participou, na quinta-feira (26), de uma reunião para discutir a eminente unificação das concessões da Energisa, concessionária responsável pelo abastecimento de energia elétrica em Catanduva e em outras 12 cidades pertencentes à base territorial representada pelo Sindicato (Borborema, Catiguá, Elisiário, Irapuã, Itajobi, Marapoama, Nova Aliança, Novais, Novo Horizonte, Sales, Tabapuã e Urupês).
A reunião ordinária, organizada pelo Conselho de Consumidores de Energia Elétrica (CONE), teve a participação da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de São Paulo (Ftiuesp), do Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia), da Associação Comercial e Empresarial de Catanduva (ACE), do diretor-presidente da Energisa, de representante da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), além de outras entidades de classe.
Durante a reunião, representantes da sociedade e instituições sindicais expressaram indignação com o projeto de unificação das concessões e ressaltaram a preocupação caso Catanduva deixe de ser sede da concessão.
"Trata-se de mais um entre os vários processos de reestruturação sofridos pelo setor energético nos últimos meses. Isso tudo é fruto da ampliação da terceirização no país, e uma das consequências diretas desse modelo é a precarização das condições de trabalho no setor elétrico", defende Wilson Marques de Almeida, secretário de eletrecidade da Ftiuesp.
Em 2015, a concessão no munícipio foi revalidada, com vigência até julho de 2045, o que garantiria o fornecimento de energia com a tarifa mais barata de todo o grupo, além de centenas de empregos com a manutenção e funcionamento de uma completa estrutura, como departamento técnico, gerência e atendimento ao público. Entretanto, a Aneel se mostrou favorável à unificação das concessões da Energisa, com transferência da matriz para Presidente Prudente.
“Dessa forma, a unidade de Catanduva será apenas um Posto de Atendimento, aumentando ainda mais o desemprego na cidade com a drástica redução no quadro de funcionários e a deficiência de estrutura no atendimento ao cliente”, explica o presidente do CONE, Evandro Belo.
João Mauro Fidalgo, do Sinergia, critica o posicionamento da Aneel como agência reguladora e defende que, nesse momento, a prioridade deveria ser garantir empregos. “Estamos cansados de assistir a esse filme e sabemos aonde a reestruturação da Energisa quer chegar. A partir do momento que se incorpora áreas regionais, tem-se a valorização exclusiva do lucro, a diminuição da mão-de-obra e a precarização dos serviços, podendo ocasionar problemas de saúde devido à sobrecarga de trabalho aos empregados".
Na ocasião, o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região e da CUT- Rio Preto Roberto Carlos Vicentim entregou ao representante da Aneel uma nota de repúdio à unificação das concessões, na qual reitera o apoio à luta dos funcionários e defende que se faça valer a concessão revalidada em 2015, assegurando o emprego de centenas de trabalhadores e, consequentemente, o desenvolvimento para Catanduva e região.
A reunião ordinária, organizada pelo Conselho de Consumidores de Energia Elétrica (CONE), teve a participação da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de São Paulo (Ftiuesp), do Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia), da Associação Comercial e Empresarial de Catanduva (ACE), do diretor-presidente da Energisa, de representante da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), além de outras entidades de classe.
Durante a reunião, representantes da sociedade e instituições sindicais expressaram indignação com o projeto de unificação das concessões e ressaltaram a preocupação caso Catanduva deixe de ser sede da concessão.
"Trata-se de mais um entre os vários processos de reestruturação sofridos pelo setor energético nos últimos meses. Isso tudo é fruto da ampliação da terceirização no país, e uma das consequências diretas desse modelo é a precarização das condições de trabalho no setor elétrico", defende Wilson Marques de Almeida, secretário de eletrecidade da Ftiuesp.
Em 2015, a concessão no munícipio foi revalidada, com vigência até julho de 2045, o que garantiria o fornecimento de energia com a tarifa mais barata de todo o grupo, além de centenas de empregos com a manutenção e funcionamento de uma completa estrutura, como departamento técnico, gerência e atendimento ao público. Entretanto, a Aneel se mostrou favorável à unificação das concessões da Energisa, com transferência da matriz para Presidente Prudente.
“Dessa forma, a unidade de Catanduva será apenas um Posto de Atendimento, aumentando ainda mais o desemprego na cidade com a drástica redução no quadro de funcionários e a deficiência de estrutura no atendimento ao cliente”, explica o presidente do CONE, Evandro Belo.
João Mauro Fidalgo, do Sinergia, critica o posicionamento da Aneel como agência reguladora e defende que, nesse momento, a prioridade deveria ser garantir empregos. “Estamos cansados de assistir a esse filme e sabemos aonde a reestruturação da Energisa quer chegar. A partir do momento que se incorpora áreas regionais, tem-se a valorização exclusiva do lucro, a diminuição da mão-de-obra e a precarização dos serviços, podendo ocasionar problemas de saúde devido à sobrecarga de trabalho aos empregados".
Na ocasião, o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região e da CUT- Rio Preto Roberto Carlos Vicentim entregou ao representante da Aneel uma nota de repúdio à unificação das concessões, na qual reitera o apoio à luta dos funcionários e defende que se faça valer a concessão revalidada em 2015, assegurando o emprego de centenas de trabalhadores e, consequentemente, o desenvolvimento para Catanduva e região.
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