10/09/2025
Banco do Brasil: Plano 1 da Previ volta a atuar com superávit
A Previ, fundo de previdência complementar dos funcionários do Banco do Brasil (BB), divulgou que, em agosto, o Plano 1 alcançou rentabilidade de 8,97% ao ano, percentual acima dos 6,41% estabelecidos para a taxa atuarial (meta de rentabilidade do fundo de pensão para honrar seus passivos).
Com esse resultado, o Plano 1 zera o déficit de R$ 3,16 bilhões, registrado no final de 2024. Mas, em entrevista ao Valor Econômico, o diretor de administração da entidade, Márcio de Souza, explicou que o resultado poderá virar um superávit de R$ 1 bilhão, dependendo do resultado do INPC (índice de inflação) de agosto, que será divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira (10).
Em entrevista ao jornal O Globo, o presidente da Previ, João Fukunaga, destacou que a Bolsa de Valores, principal fator que puxou o Plano 1 para baixo, no ano passado, “é exatamente o que puxa o resultado para cima agora”. Em seguida, acrescentou que a entidade continuará trabalhando na perspectiva do "longuíssimo prazo".
Déficit conjuntural, superávit estrutural
O Plano 1, o maior e mais antigo da Previ, acumula atualmente patrimônio de R$ 260 bilhões de 106 associados e associadas – a maior parte já recebe aposentadoria ou pensão. Já o segundo plano mais importante da entidade, Previ Futuro, acumula patrimônio de R$ 38 bilhões, de mais de 87 mil associados, sendo que 82 mil ainda estão na ativa.
No início de 2025, um ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu pedir uma auditoria à Previ por conta do déficit de 2024. A Previ colaborou enviando relatórios, que já eram divulgados periodicamente aos associados e ao público em geral. "Temos interesse que o TCU verifique tudo. Já somos fiscalizados em tempo real pela Previc”, explicou Márcio de Souza.
Fernanda Lopes, funcionária do BB e coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), reforçou a importância de auditorias internas e externas, que são recorrentes na Previ. “Mas nós deixamos registrado, desde sempre, que a Previ, por ser um fundo de pensão, construído durante décadas e com a perspectiva de funcionar por outras tantas, deve, sempre, ser analisada na perspectiva do longo prazo”, observou.
Fernanda acrescentou que estruturalmente a Previ tem um modelo de gestão forte. “Em 20 anos, por exemplo, a carteira de investimentos da Previ acumulou rentabilidade de 273% acima da meta atuarial. Em 2023, teve um superávit acumulado de R$ 14,38 bilhões. Ao final de 2024, apresentou déficit acumulado R$ 3,16 bilhões, revertido pela equipe técnica, governança paritária (formada por representantes dos associados e do patrocinador, que é o Banco do Brasil) e decisões colegiadas, em agosto deste ano”, pontuou.
Com esse resultado, o Plano 1 zera o déficit de R$ 3,16 bilhões, registrado no final de 2024. Mas, em entrevista ao Valor Econômico, o diretor de administração da entidade, Márcio de Souza, explicou que o resultado poderá virar um superávit de R$ 1 bilhão, dependendo do resultado do INPC (índice de inflação) de agosto, que será divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira (10).
Em entrevista ao jornal O Globo, o presidente da Previ, João Fukunaga, destacou que a Bolsa de Valores, principal fator que puxou o Plano 1 para baixo, no ano passado, “é exatamente o que puxa o resultado para cima agora”. Em seguida, acrescentou que a entidade continuará trabalhando na perspectiva do "longuíssimo prazo".
Déficit conjuntural, superávit estrutural
O Plano 1, o maior e mais antigo da Previ, acumula atualmente patrimônio de R$ 260 bilhões de 106 associados e associadas – a maior parte já recebe aposentadoria ou pensão. Já o segundo plano mais importante da entidade, Previ Futuro, acumula patrimônio de R$ 38 bilhões, de mais de 87 mil associados, sendo que 82 mil ainda estão na ativa.
No início de 2025, um ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu pedir uma auditoria à Previ por conta do déficit de 2024. A Previ colaborou enviando relatórios, que já eram divulgados periodicamente aos associados e ao público em geral. "Temos interesse que o TCU verifique tudo. Já somos fiscalizados em tempo real pela Previc”, explicou Márcio de Souza.
Fernanda Lopes, funcionária do BB e coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), reforçou a importância de auditorias internas e externas, que são recorrentes na Previ. “Mas nós deixamos registrado, desde sempre, que a Previ, por ser um fundo de pensão, construído durante décadas e com a perspectiva de funcionar por outras tantas, deve, sempre, ser analisada na perspectiva do longo prazo”, observou.
Fernanda acrescentou que estruturalmente a Previ tem um modelo de gestão forte. “Em 20 anos, por exemplo, a carteira de investimentos da Previ acumulou rentabilidade de 273% acima da meta atuarial. Em 2023, teve um superávit acumulado de R$ 14,38 bilhões. Ao final de 2024, apresentou déficit acumulado R$ 3,16 bilhões, revertido pela equipe técnica, governança paritária (formada por representantes dos associados e do patrocinador, que é o Banco do Brasil) e decisões colegiadas, em agosto deste ano”, pontuou.
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