25/01/2017
Política de juros altos continua travando a economia do Brasil
Para o economista e professor da PUC-SP Ladislau Dowbor, o mais recente corte de juros, definido na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que reduziu a taxa básica (Selic) de 13,75% para 13%, ainda é insuficiente, pois o Brasil ainda sustenta as mais altas taxas de juros do mundo. Segundo ele, os juros altos drenam recursos da economia real, transferindo parte expressiva da produção de riquezas para o sistema financeiro, que nada produz.
"É uma coisa surrealista. Aqui, hoje, é 13%. No tempo de Fernando Henrique Cardoso, estava na faixa de 20% a 30%. Esse recurso transfere dinheiro dos nossos impostos diretamente para os bancos", afirma o professor.
Segundo dados do BC, só em 2016, a taxa Selic elevada transferiu para o sistema financeiro um total de R$ 600 bilhões, soma que representa 11% do PIB. Dowbor explica que, além de consumir recursos de impostos que poderiam ser investidos em políticas públicas, a taxa Selic também estimula a alta dos juros bancários, e isso prejudica ainda mais a retomada da atividade econômica.
"Os crediários, juros bancários para pessoa física, o rotativo do cartão de crédito, cheque especial, todos tiveram aumentos de 10%, 20%, 30%, com esse novo governo dos banqueiros." Para Dowbor, as elevadas taxas travam os três motores da economia: consumo das famílias, investimento das empresas e do governo.
"Os políticos estão utilizando hoje o governo como fonte para apropriação, segundo interesses de diversos grupos corporativos, em particular do sistema financeiro. Eles não estão interessados em políticas públicas", denuncia o professor
Ele afirma ainda que as 11 famílias que controlam a mídia tradicional brasileira contribuem diretamente para a concentração de poder do sistema financeiro e a manutenção de privilégios da elite do país.
"Você tem também o controle da mídia, porque os principais financiadores da publicidade são justamente os grandes bancos. É só olhar. Grande parte do poder político, no Brasil, não é de produtores. É essencialmente de gente que vive do esforço dos outros. A mais-valia financeira é, ao mesmo tempo, politicamente muito poderosa, mas é extremamente vulnerável, porque não produz nada."
"É uma coisa surrealista. Aqui, hoje, é 13%. No tempo de Fernando Henrique Cardoso, estava na faixa de 20% a 30%. Esse recurso transfere dinheiro dos nossos impostos diretamente para os bancos", afirma o professor.
Segundo dados do BC, só em 2016, a taxa Selic elevada transferiu para o sistema financeiro um total de R$ 600 bilhões, soma que representa 11% do PIB. Dowbor explica que, além de consumir recursos de impostos que poderiam ser investidos em políticas públicas, a taxa Selic também estimula a alta dos juros bancários, e isso prejudica ainda mais a retomada da atividade econômica.
"Os crediários, juros bancários para pessoa física, o rotativo do cartão de crédito, cheque especial, todos tiveram aumentos de 10%, 20%, 30%, com esse novo governo dos banqueiros." Para Dowbor, as elevadas taxas travam os três motores da economia: consumo das famílias, investimento das empresas e do governo.
"Os políticos estão utilizando hoje o governo como fonte para apropriação, segundo interesses de diversos grupos corporativos, em particular do sistema financeiro. Eles não estão interessados em políticas públicas", denuncia o professor
Ele afirma ainda que as 11 famílias que controlam a mídia tradicional brasileira contribuem diretamente para a concentração de poder do sistema financeiro e a manutenção de privilégios da elite do país.
"Você tem também o controle da mídia, porque os principais financiadores da publicidade são justamente os grandes bancos. É só olhar. Grande parte do poder político, no Brasil, não é de produtores. É essencialmente de gente que vive do esforço dos outros. A mais-valia financeira é, ao mesmo tempo, politicamente muito poderosa, mas é extremamente vulnerável, porque não produz nada."
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Fechamento de agências bancárias amplia exclusão de pessoas com deficiência e população vulnerável
- Pressão por vendas: com regras piores para pagar comissões, lucro da Caixa Seguridade aumenta 13,2% no 1º tri. Dividendos pagos alcançam R$ 1,05 bi
- Sindicato participa de lançamento de livro que celebra legado político e sindical de Augusto Campos
- Santander reduz lucro no 1º trimestre de 2026 e mantém cortes de empregos e fechamento de unidades
- Movimento sindical cobra retomada imediata da mesa de negociação da Cassi
- Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres aborda desafios para igualdade de gênero no país, com aulas práticas de autodefesa
- ELEIÇÕES SINDICAIS: Termo de encerramento do prazo de impugnação de canditaduras
- Candidaturas apoiadas pelo Sindicato vencem eleições do Economus
- Empossados os integrantes do Conselho Fiscal da Cabesp
- A nova realidade do endividamento brasileiro
- Escala 6x1 é denunciada no Senado como forma de violência estrutural contra as mulheres
- Itaú é denunciado por dificultar afastamento de trabalhadores adoecidos
- Funcef fecha primeiro trimestre com desempenho positivo. Planos superam metas
- Bradesco amplia lucro no 1º trimestre de 2026 enquanto mantém cortes de empregos e fechamento de agências
- “Super Injusto”: Ninguém entende o Super Caixa, nem a Caixa!