08/11/2016
Terceirização degrada as condições de trabalho, diz socióloga francesa
Como parte da mobilização contra a aprovação da terceirização irrestrita pelo Supremo Tribunal Federal, o Sindicato recebeu a pesquisadora Annie Thebaud-Mony para uma palestra na segunda-feira 7. Professora de Sociologia da Universidade de Paris, ela desenvolveu estudos sobre os processos de terceirização na França e seus impactos na saúde do trabalhador.
Segundo a socióloga, um dos muitos problemas que podem surgir caso a medida seja aprovada é em relação aos acidentes de trabalho, uma vez que há um histórico de subnotificação dos casos, no que ela classifica como “degradação das condições de trabalho”.
“Os terceirizados vão suportar toda carga dos acidentes de trabalho, mas esses ficam invisíveis aos olhos da empresa contratante”, alerta Annie. Ela também diz que o modelo de contrato de trabalho prejudica a ação dos sindicatos, deixando os trabalhadores vulneráreis a qualquer ilegalidade cometida pelos empregadores.
A pesquisadora lembra que o processo de terceirização na indústria de energia nuclear na França, a partir dos anos 1980, colocou em risco a saúde dos trabalhadores. Isso porque muitos funcionários terceirizados eram afastados ao se aproximarem do tempo limite de exposição à radioatividade. Isso evidencia uma outra consequência negativa: a perda da estabilidade na empresa.
“É muito grave que cada vez mais a terceirização faça com que os serviços de manutenção nas empresas sejam feitos por trabalhadores temporários”, afirma.
Em um comparativo entre a forma como o processo se deu na França e sua iminência no Brasil, Annie lembra que os dois países têm histórico diferentes, com direitos menos consolidados aqui. “Na Europa, já são mais de 200 anos de lutas muito fortes, incluindo em relação à saúde e por mais direitos”, completa.
Segundo a socióloga, um dos muitos problemas que podem surgir caso a medida seja aprovada é em relação aos acidentes de trabalho, uma vez que há um histórico de subnotificação dos casos, no que ela classifica como “degradação das condições de trabalho”.
“Os terceirizados vão suportar toda carga dos acidentes de trabalho, mas esses ficam invisíveis aos olhos da empresa contratante”, alerta Annie. Ela também diz que o modelo de contrato de trabalho prejudica a ação dos sindicatos, deixando os trabalhadores vulneráreis a qualquer ilegalidade cometida pelos empregadores.
A pesquisadora lembra que o processo de terceirização na indústria de energia nuclear na França, a partir dos anos 1980, colocou em risco a saúde dos trabalhadores. Isso porque muitos funcionários terceirizados eram afastados ao se aproximarem do tempo limite de exposição à radioatividade. Isso evidencia uma outra consequência negativa: a perda da estabilidade na empresa.
“É muito grave que cada vez mais a terceirização faça com que os serviços de manutenção nas empresas sejam feitos por trabalhadores temporários”, afirma.
Em um comparativo entre a forma como o processo se deu na França e sua iminência no Brasil, Annie lembra que os dois países têm histórico diferentes, com direitos menos consolidados aqui. “Na Europa, já são mais de 200 anos de lutas muito fortes, incluindo em relação à saúde e por mais direitos”, completa.
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