Ato do Sindicato de São Paulo alerta pra os riscos da terceirização irrestrita
Muita gente acompanhou um ato realizado pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, na segunda-feira 7, na Praça do Patriarca, alertando para os riscos da terceirização irrestrita. A pauta entrará em votação no Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira 9 e pode acabar com a Súmula 331, do Tribunal Superior do Trabalho e, assim, liberar a terceirização para a atividade-fim de todos os setores.
A presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, conclamou quem passava pelo local para pressionar os ministros do STF pela reprovação da medida. Muitos trabalhadores aproveitaram os computadores disponibilizados para mandar mensagens aos magistrados. A dirigente destacou que o Supremo tem oportunidade de proibir uma ilegalidade, que precariza o trabalho e só prejudica o trabalhador.
Trabalhadores na berlinda
O ato contou ainda com uma parte lúdica. Atores interpretaram os ministros do STF colocando os trabalhadores na berlinda, antigo instrumento de tortura, no qual eram presos pela cabeça e as mãos em uma estrutura de madeira. Os participantes da peça tinham a cabeça ‘arrancada’ simbolizando os direitos trabalhistas que serão perdidos caso a terceirização para a atividade-fim seja aprovada.
Pressão virtual
Em uma era em que o engajamento virtual ganha cada vez mais força, os bancários podem pressionar os ministros do STF para que votem não à terceirização (clique aqui). Os trabalhadores também podem protestar nas redes sociais usando #TerceirizaNãoSTF.
Histórico ruim
Em outras votações, o Supremo tem deliberado contra os trabalhadores, como pelo fim da ultratividade dos acordos coletivos (decisão liminar que suspende direitos quando vencem os acordos), do direito à desaposentação ou a favor do corte do ponto dos servidores em greve. “Esperamos que o STF não acabe com a carteira de trabalho de vez”, afirma Juvandia.
Adeus salvaguarda
A votação do Recurso Extraordinário 958252, nesta quarta-feira, pode derrubar decisão do TST que definiu a terceirização praticada pela Cenibra (Empresa Brasileira de Celulose) como “transferência fraudulenta e ilegal” de mão de obra, com o “nítido propósito de reduzir custos de produção”.
O que o STF definir terá repercussão geral, ou seja, valerá para todas as demais instâncias do judiciário. Com isso, se votar a favor da terceirização, cairá a Súmula 331, único instrumento que protege da precarização do emprego por meio da terceirização fraudulenta. É graças a essa súmula que muitos trabalhadores terceirizados pelos bancos, por exemplo, têm reconhecidos direitos da categoria bancária justamente porque prestam serviços nitidamente bancários. Ou seja, apesar de terceirizados, realizam a atividade-fim dos bancos, como abertura de contas, concessão de crédito etc.
MAIS NOTÍCIAS
- Fechamento de agências bancárias amplia exclusão de pessoas com deficiência e população vulnerável
- Pressão por vendas: com regras piores para pagar comissões, lucro da Caixa Seguridade aumenta 13,2% no 1º tri. Dividendos pagos alcançam R$ 1,05 bi
- Sindicato participa de lançamento de livro que celebra legado político e sindical de Augusto Campos
- Santander reduz lucro no 1º trimestre de 2026 e mantém cortes de empregos e fechamento de unidades
- Movimento sindical cobra retomada imediata da mesa de negociação da Cassi
- Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres aborda desafios para igualdade de gênero no país, com aulas práticas de autodefesa
- ELEIÇÕES SINDICAIS: Termo de encerramento do prazo de impugnação de canditaduras
- Candidaturas apoiadas pelo Sindicato vencem eleições do Economus
- Empossados os integrantes do Conselho Fiscal da Cabesp
- A nova realidade do endividamento brasileiro
- Escala 6x1 é denunciada no Senado como forma de violência estrutural contra as mulheres
- Itaú é denunciado por dificultar afastamento de trabalhadores adoecidos
- Funcef fecha primeiro trimestre com desempenho positivo. Planos superam metas
- Bradesco amplia lucro no 1º trimestre de 2026 enquanto mantém cortes de empregos e fechamento de agências
- “Super Injusto”: Ninguém entende o Super Caixa, nem a Caixa!