22/09/2016
Mecanismos para proteção dos empregos é prioridade da greve dos bancários
Entre junho de 2015 e junho de 2016, os cinco maiores bancos com operações no Brasil (Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) extinguiram 13.600 postos de trabalho e fecharam 422 agências, mesmo registrando lucro de quase R$ 30 bilhões só nos primeiros seis meses deste ano. A consequência é a precarização do atendimento à população e, sobretudo, sobrecarga de trabalho cada vez maior para os bancários.
“Uma das principais reivindicações da categoria é a criação de mecanismos de proteção aos empregos. Os resultados dos bancos tornam injustificável essa quantidade de cortes de postos de trabalho”, diz a diretora executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Marta Soares.
O que mais cortou empregos foi o Bradesco, com 4.478 postos de trabalho a menos, redução de 4,5% em relação ao quadro funcional de junho de 2015. Já o Itaú eliminou 2.815 empregos. O Santander fechou 1.368 postos, sendo 1.268 apenas entre março e junho de 2016. A Caixa cortou 2.235 r o Banco do Brasil 2.710. Nos dois bancos federais a redução decorreu da implementação, em 2015, de planos de aposentadoria incentivada.
Sobrecarga
A consequência direta da redução do número de bancários é o aumento da sobrecarga, o que também acarreta cobrança cada vez mais abusiva por metas e intensificação do assédio moral.
Entre junho de 2015 e junho de 2016, o total de clientes por empregado cresceu 6,1% no Bradesco, enquanto o número de funcionários por agência teve aumento de apenas 0,5%. No Itaú foi registrado crescimento de 7,2% na relação cliente por bancário e recuo de 0,1% no total de empregados por agência. Já o Santander teve aumento de 5,1% no número de clientes por funcionário e crescimento menor, de 1%, no número de bancários por agência.
A Caixa apresenta os dados mais expressivos quando analisado o aumento da intensidade do trabalho, com aumento de 9,4% no número de clientes por empregado e redução de 3,6% na quantidade de funcionários por agência. O BB manteve estável o número de bancários por local de trabalho, mas aumentou em 9,3% a relação de carteiras de crédito por trabalhador.
“É uma situação inadmissível. Em todos os bancos, somente com o que arrecadam com tarifas, receita que teve crescimento médio de 8,7% no primeiro semestre, é possível cobrir com ampla margem as despesas com pessoal. O corte dos empregos bancários leva à sobrecarga de trabalho, que agrava a cobrança abusiva por metas e o assédio moral, e tudo isso adoece a categoria. É necessário que os bancos, setor mais lucrativo do país, tenham de fato responsabilidade social – como tanto pregam na publicidade – e parem de agravar o crescimento do número de desempregados”, enfatiza Marta.
“Grande preocupação da categoria, o respeito aos empregos é uma reinvindicação prioritária da nossa greve. Cobramos dos banqueiros o fim das demissões, mais contratações e mecanismos de proteção ao trabalho bancário”, conclui a diretora do Sindicato.
“Uma das principais reivindicações da categoria é a criação de mecanismos de proteção aos empregos. Os resultados dos bancos tornam injustificável essa quantidade de cortes de postos de trabalho”, diz a diretora executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Marta Soares.
O que mais cortou empregos foi o Bradesco, com 4.478 postos de trabalho a menos, redução de 4,5% em relação ao quadro funcional de junho de 2015. Já o Itaú eliminou 2.815 empregos. O Santander fechou 1.368 postos, sendo 1.268 apenas entre março e junho de 2016. A Caixa cortou 2.235 r o Banco do Brasil 2.710. Nos dois bancos federais a redução decorreu da implementação, em 2015, de planos de aposentadoria incentivada.
Sobrecarga
A consequência direta da redução do número de bancários é o aumento da sobrecarga, o que também acarreta cobrança cada vez mais abusiva por metas e intensificação do assédio moral.
Entre junho de 2015 e junho de 2016, o total de clientes por empregado cresceu 6,1% no Bradesco, enquanto o número de funcionários por agência teve aumento de apenas 0,5%. No Itaú foi registrado crescimento de 7,2% na relação cliente por bancário e recuo de 0,1% no total de empregados por agência. Já o Santander teve aumento de 5,1% no número de clientes por funcionário e crescimento menor, de 1%, no número de bancários por agência.
A Caixa apresenta os dados mais expressivos quando analisado o aumento da intensidade do trabalho, com aumento de 9,4% no número de clientes por empregado e redução de 3,6% na quantidade de funcionários por agência. O BB manteve estável o número de bancários por local de trabalho, mas aumentou em 9,3% a relação de carteiras de crédito por trabalhador.
“É uma situação inadmissível. Em todos os bancos, somente com o que arrecadam com tarifas, receita que teve crescimento médio de 8,7% no primeiro semestre, é possível cobrir com ampla margem as despesas com pessoal. O corte dos empregos bancários leva à sobrecarga de trabalho, que agrava a cobrança abusiva por metas e o assédio moral, e tudo isso adoece a categoria. É necessário que os bancos, setor mais lucrativo do país, tenham de fato responsabilidade social – como tanto pregam na publicidade – e parem de agravar o crescimento do número de desempregados”, enfatiza Marta.
“Grande preocupação da categoria, o respeito aos empregos é uma reinvindicação prioritária da nossa greve. Cobramos dos banqueiros o fim das demissões, mais contratações e mecanismos de proteção ao trabalho bancário”, conclui a diretora do Sindicato.
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