08/09/2016
Greve segue forte na região: 67 agências fechadas
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O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região contabilizou aumento de quase 37% nas adesões das agências de sua base à greve nacional, entre terça-feira (6) e quinta-feira (8). No total, 67 unidades da região suspenderam o atendimento em protesto à proposta rebaixada da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Em Catanduva, todas as agências bancárias estão fechadas.
A tendência, segundo avaliação do presidente Paulo Franco, é que a greve se intensifique e mais agências suspendam o atendimento nos próximos dias. “Vamos aguardar a nova rodada de negociação para convocar assembleia e avaliar o que foi proposto. A mobilização continua. Só a luta nos garante”, diz.
Desde a data da entrega da minuta de reivindicações dos bancários à Fenaban, no dia 9 de agosto, foram realizadas cinco rodadas de negociações, sem que os banqueiros apresentassem proposta decente aos trabalhadores. Nova rodada foi agendada para esta sexta-feira, dia 9, às 11 horas.
A proposta apresentada no dia 29 de agosto foi de reajuste de 6,5% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. A oferta não cobre, sequer, a inflação do período, projetada em 9,57% para agosto deste ano e representa perdas de 2,8% para os bancários.
Entre as reivindicações dos bancários estão a defesa do emprego, reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança e melhores condições de trabalho.
Lucros
Com os lucros nas alturas, os cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa) lucraram R$ 29,7 bilhões no primeiro semestre de 2016, mas, por outro lado, cortaram 7.897 postos de trabalho nos primeiros sete meses do ano. Entre 2012 e 2015, o setor já reduziu mais de 34 mil empregos.
Adoecimento
Bancários e bancárias convivem com um ambiente de trabalho adoecedor, desgastando a sua saúde física e mental ao longo de jornadas de trabalho extenuantes, sem pausas para descanso, com metas inalcançáveis, tendo de lidar com inúmeras tarefas e convivendo com riscos de assaltos e sequestros.
A última estatística divulgada pelo INSS revelou que, entre janeiro e março do ano passado, 4.423 bancários foram afastados do trabalho, sendo 25,3% por lesões por esforços repetitivos e distúrbios osteomusculares e 26,1% por doenças como depressão, estresse e síndrome do pânico.
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