22/06/2016
Governo interino e sua cruzada para retirar direitos trabalhistas
O ministro-chefe interino da Casa Civil, Eliseu Padilha, defendeu que para o Brasil caminhar para “o amanhã”, fazer o que é aplicado no mundo hoje e facilitar a “competitividade”, precisa superar a legislação trabalhista criada por Getúlio Vargas. O ministro falou a empresários, na quinta-feira 16, em “almoço-debate” promovido pela associação empresarial Lide, do empresário João Doria, pré-candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo.
“(Os trabalhadores) vão ver que a gente não tem saída”, disse, ao defender o fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) durante palestra sobre o PL da Terceirização (Projeto de Lei Complementar 30/2015). Segundo ele, o PLC 30 deve ser votado pelo Senado com “alguma rapidez”.
“Essa questão do pactuado versus legislado, com sobreposição do pactuado sobre o legislado, isso é o mundo”, defendeu. “Todo mundo (está) tentando buscar o pleno emprego. Então tem que se facilitar as formas de contratação.”
Vários veículos da mídia tradicional destacaram que Eliseu Padilha foi “aplaudido” e “empolgou” o empresariado presente ao evento.
“O que o empresariado está apoiando é a retirada de direitos anunciada: ampliação da terceirização, fim da CLT, aposentadoria só aos 65 anos. Querem reduzir o custo do trabalho e aumentar seus lucros, por pura ganância. Querem que os trabalhadores paguem o pato, por isso precisam estar atentos para saber de que lado estão nessa luta: dos empresários ou de seus direitos”, afirma a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira.
“Precarização não cria empregos em nenhum lugar do mundo, somente desigualdade social”, reforça a dirigente, lembrando que a riqueza acumulada por 1% da população mundial, os mais ricos, superou a dos 99% restantes em 2015.
Somente as 62 pessoas mais ricas do mundo detêm tanto capital quanto a metade mais pobre da população mundial. Neste grupo estão incluídos banqueiros, donos de empresas conhecidas pela exploração abusiva de mão de obra e empresários que fizeram fortuna com a exploração de recursos naturais finitos (estudo da organização não governamental Oxfam). “Ou seja, os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Se a precarização passar no Brasil, essa desigualdade vai aumentar cada vez mais.”
Bloqueio
O mesmo Padilha que propõe cortar direitos dos trabalhadores, teve seus bens bloqueados pelo Ministério Público Federal (MPF), que pediu à Justiça Federal, ainda, a devolução de R$ 300 mil em uma ação de improbidade administrativa. O peemedebista é acusado de ter mantido uma funcionária “fantasma” em seu gabinete na época em que era deputado federal.
De acordo com informações veiculadas pelo G1, a ação de improbidade proposta pelo MPF é decorrente de outra investigação, iniciada em 2008, que tinha como objetivo apurar o envolvimento de agentes públicos e empresários no desvio de recursos públicos destinados à compra de merenda escolar no município de Canoas (RS).
“(Os trabalhadores) vão ver que a gente não tem saída”, disse, ao defender o fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) durante palestra sobre o PL da Terceirização (Projeto de Lei Complementar 30/2015). Segundo ele, o PLC 30 deve ser votado pelo Senado com “alguma rapidez”.
“Essa questão do pactuado versus legislado, com sobreposição do pactuado sobre o legislado, isso é o mundo”, defendeu. “Todo mundo (está) tentando buscar o pleno emprego. Então tem que se facilitar as formas de contratação.”
Vários veículos da mídia tradicional destacaram que Eliseu Padilha foi “aplaudido” e “empolgou” o empresariado presente ao evento.
“O que o empresariado está apoiando é a retirada de direitos anunciada: ampliação da terceirização, fim da CLT, aposentadoria só aos 65 anos. Querem reduzir o custo do trabalho e aumentar seus lucros, por pura ganância. Querem que os trabalhadores paguem o pato, por isso precisam estar atentos para saber de que lado estão nessa luta: dos empresários ou de seus direitos”, afirma a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira.
“Precarização não cria empregos em nenhum lugar do mundo, somente desigualdade social”, reforça a dirigente, lembrando que a riqueza acumulada por 1% da população mundial, os mais ricos, superou a dos 99% restantes em 2015.
Somente as 62 pessoas mais ricas do mundo detêm tanto capital quanto a metade mais pobre da população mundial. Neste grupo estão incluídos banqueiros, donos de empresas conhecidas pela exploração abusiva de mão de obra e empresários que fizeram fortuna com a exploração de recursos naturais finitos (estudo da organização não governamental Oxfam). “Ou seja, os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Se a precarização passar no Brasil, essa desigualdade vai aumentar cada vez mais.”
Bloqueio
O mesmo Padilha que propõe cortar direitos dos trabalhadores, teve seus bens bloqueados pelo Ministério Público Federal (MPF), que pediu à Justiça Federal, ainda, a devolução de R$ 300 mil em uma ação de improbidade administrativa. O peemedebista é acusado de ter mantido uma funcionária “fantasma” em seu gabinete na época em que era deputado federal.
De acordo com informações veiculadas pelo G1, a ação de improbidade proposta pelo MPF é decorrente de outra investigação, iniciada em 2008, que tinha como objetivo apurar o envolvimento de agentes públicos e empresários no desvio de recursos públicos destinados à compra de merenda escolar no município de Canoas (RS).
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