10/06/2016
Bancários se unem a outras categorias em paralisação nacional nesta sexta-feira 10
A defesa do emprego, principal preocupação de qualquer trabalhador, é o item número 1 na agenda das categorias que têm campanha salarial com data-base no segundo semestre. Mas não é o único ponto que causa preocupação aos sindicatos. Logo a seguir vem a defesa dos direitos diante do governo golpista de Michel Temer.
Por isso, a mobilização que a CUT e outras organizações dos movimentos sindical e sociais promovem nesta sexta-feira (10) servirá também para ampliar a mobilização que bancários e metalúrgicos já promovem nas bases para forçar os patrões a dialogarem e reforçará que o “Fora Temer” estará presente também nas campanhas.
Conforme destaca o presidente da Contraf-CUT, Roberto Von der Osten, as assembleias de negociação com os bancários têm alertado para o momento difícil pelo qual passa a classe trabalhadora e para a necessidade de unidade e luta.
“O momento é duro para os sindicatos, especialmente para nós que, além do corte de direitos prometidos pelo Michel Temer, com ataques às aposentadorias, à política de valorização permanente do salário mínimo e a promessa de ampliação da terceirização, ainda aponta para a privatização de bancos públicos”, disse o dirigente da organização que representa mais de 500 mil trabalhadores.
Em São Paulo, o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região também fez assembleias para tirar a estratégia de paralisação das agências em todo o estado.
Presidenta da entidade, Juvandia Moreira Leite, aponta preocupação com o aumento do desemprego no setor e afirma que a falta de visão de Temer sobre o papel dos bancos públicos como fomentadores do desenvolvimento é um grave problema para o país.
“O governo interino vai usar o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para ajudar na privatização de nossos patrimônios, um repeteco da política do Fernado Henrique que não resolveu problema de déficit público e causou milhares de demissões. Agora, o Temer fala em fechar 300 agências da Caixa que seriam deficitárias, mas não consegue enxergar que exercem um papel fundamental para as políticas sociais, de atendimento aos mais pobres. Ele tem que se preocupar em dar ganho político e social aos bancos públicos e não destruí-los”, destacou.
Juvandia lembra que não só a Caixa, mas também o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste, muito importante para as políticas públicas da região, correm risco no governo golpista.
Metalúrgicos na luta
Da mesma forma que no setor bancário, os metalúrgicos também utilizarão o dia 10 de junho como mais uma etapa da mobilização em defesa do emprego e dos direitos
Presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, Paulo Cayres, diz que a luta contra Temer é uma embate contra um modelo que resultará em demissões constantes e ampliação da pobreza.
“Não temos outra saída para preservar os empregos e os direitos que não seja combater esse governo, especialista em dar dinheiro para quem não precisa e cortar direito de quem precisa, quem utiliza os programas sociais e é beneficiado pelas políticas de combate à desigualdade.”
Dirigente de uma organização que representa 700 mil trabalhadores, Cayres enxerga neste dia de mobilização mais um passo rumo à greve geral, caso o governo golpista se mantenha no poder.
“Bondades mesmo, no caso desse cara, só para os patrões. Para nós, se não defendermos nossos direitos, o que virá é retrocesso atrás de retrocesso”, definiu.
Por isso, a mobilização que a CUT e outras organizações dos movimentos sindical e sociais promovem nesta sexta-feira (10) servirá também para ampliar a mobilização que bancários e metalúrgicos já promovem nas bases para forçar os patrões a dialogarem e reforçará que o “Fora Temer” estará presente também nas campanhas.
Conforme destaca o presidente da Contraf-CUT, Roberto Von der Osten, as assembleias de negociação com os bancários têm alertado para o momento difícil pelo qual passa a classe trabalhadora e para a necessidade de unidade e luta.
“O momento é duro para os sindicatos, especialmente para nós que, além do corte de direitos prometidos pelo Michel Temer, com ataques às aposentadorias, à política de valorização permanente do salário mínimo e a promessa de ampliação da terceirização, ainda aponta para a privatização de bancos públicos”, disse o dirigente da organização que representa mais de 500 mil trabalhadores.
Em São Paulo, o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região também fez assembleias para tirar a estratégia de paralisação das agências em todo o estado.
Presidenta da entidade, Juvandia Moreira Leite, aponta preocupação com o aumento do desemprego no setor e afirma que a falta de visão de Temer sobre o papel dos bancos públicos como fomentadores do desenvolvimento é um grave problema para o país.
“O governo interino vai usar o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para ajudar na privatização de nossos patrimônios, um repeteco da política do Fernado Henrique que não resolveu problema de déficit público e causou milhares de demissões. Agora, o Temer fala em fechar 300 agências da Caixa que seriam deficitárias, mas não consegue enxergar que exercem um papel fundamental para as políticas sociais, de atendimento aos mais pobres. Ele tem que se preocupar em dar ganho político e social aos bancos públicos e não destruí-los”, destacou.
Juvandia lembra que não só a Caixa, mas também o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste, muito importante para as políticas públicas da região, correm risco no governo golpista.
Metalúrgicos na luta
Da mesma forma que no setor bancário, os metalúrgicos também utilizarão o dia 10 de junho como mais uma etapa da mobilização em defesa do emprego e dos direitos
Presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, Paulo Cayres, diz que a luta contra Temer é uma embate contra um modelo que resultará em demissões constantes e ampliação da pobreza.
“Não temos outra saída para preservar os empregos e os direitos que não seja combater esse governo, especialista em dar dinheiro para quem não precisa e cortar direito de quem precisa, quem utiliza os programas sociais e é beneficiado pelas políticas de combate à desigualdade.”
Dirigente de uma organização que representa 700 mil trabalhadores, Cayres enxerga neste dia de mobilização mais um passo rumo à greve geral, caso o governo golpista se mantenha no poder.
“Bondades mesmo, no caso desse cara, só para os patrões. Para nós, se não defendermos nossos direitos, o que virá é retrocesso atrás de retrocesso”, definiu.
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