Segunda negociação com o Santander para renovação do aditivo será quarta-feira (1)
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander e representantes do banco realizarão a segunda rodada de negociação sobre o acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) nesta quarta-feira (1). Entre as reivindicações dos trabalhadores está o auxílio-idioma a todos os funcionários.
Essa reivindicação não substitui ou se sobrepõe ao auxílio-educação para a graduação e pós, assegurado no aditivo. Atualmente, são destinadas 2,5 mil bolsas de estudos. Destas, 2 mil são para a primeira graduação e 500 para a primeira pós.
Primeira reunião tratou de melhoria nas condições de trabalho
Na primeira mesa de negociação para renovação do acordo aditivo com o Santander, realizada no dia 19 de maio, em São Paulo, os integrantes da COE Santander, formada por dirigentes sindicais de todo o país, deixaram claro aos representantes do banco que a melhoria das condições de trabalho, com revisão da forma como são instituídas as metas, e a garantia de emprego estão entre as prioridades dos trabalhadores.
"Enfatizamos ao banco a urgente necessidade de melhoria nas condições de trabalho, pois as mudanças implementadas recentemente não estão funcionando. Pelo menos, não no formato em que estão", resumiu Denner Halama, representante do Paraná na COE Santander. A pauta de reivindicações específicas dos bancários do Santander foi entregue no dia 12 de maio, porém, os representantes do banco não apresentaram ainda respostas concretas às reivindicações da pauta.
Emprego
Na avaliação do movimento sindical, o Santander está demitindo e os principais alvos são funcionários com histórico de adoecimento e com mais tempo de casa, portanto, salários mais altos. Durante a reunião, os integrantes da COE/Santander destacaram ainda que o banco não demite na Espanha, seu país de origem. "Quando há reestruturação lá, ou fechamento de agências, eles realocam. Queremos que o banco adote a mesma política no Brasil", explicou Halama.
Condições de trabalho
Para o movimento sindical, a melhoria das condições de trabalho passa por mudanças na forma como são determinadas e cobradas as metas. Os dirigentes deram diversos exemplos do que precisa ser revisto. Segundo eles, é preciso que a meta contratada para o mês, possa de fato ser cumprida até o final do mês, e não nos primeiros 10 dias, como costuma ocorrer no banco. Outro ponto é que a meta tem de ser compatível com o tamanho da agência e sua localização. Eles reivindicam ainda que, em caso de redução no número de funcionários na agência, também haja redução da meta.
Outro problema no Santander é o trabalhador ser cobrado por metas todos os 12 meses do ano. Há ainda o fato de que a somatória das metas individuais não alcança a meta de agência. “Assim, os bancários veem-se obrigados a cumprir mais do que os 100% da sua meta individual, já que para ter direito à remuneração variável, tem de cumprir também o estipulado para sua unidade. Ou seja, são vários pontos que precisam ser revistos e vamos cobrar isso do banco nas mesas de negociação”, reforçou o representante na COE/Santander.
"Ressaltamos todos os pontos em que o Santander pode e precisa evoluir. A maior parte deles são ajustes sistêmicos, que dependem da boa vontade e do banco realmente querer melhorar. De qualquer forma, continuaremos cobrando, pois ainda não tivemos respostas aos itens da pauta e, na eventual demora do banco, se dará início as ações sindicais!", concluiu Denner Halama.
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